BOL celebra o centenário do poeta, compositor, jornalista e dramaturgo Vinicius de Moraes
- Vinicius de Moraes em foto de 1972
A obra do grande poeta, compositor, jornalista e dramaturgo brasileiro Vinicius de Moraes continua, indiscutivelmente, viva na história cultural do país. No mês em que completaria 100 anos, o BOL relembrou alguns trechos de obras memoráveis do artista que encantou gerações.
A história de Vinicius, também conhecido como Poetinha, apelido carinhoso dado pelos amigos, começou em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro. Aos 11 anos, a veia artística de Vinicius passou a se manifestar por meio da música; o garoto começou a cantar no coro do colégio nas missas do domingo. O garoto também entrou para o grupo de teatro da escola, atuando nas peças infantis que encerravam o ano letivo do Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, no Rio.
Em 1927, Vinicius se juntou com colegas do colégio e formou um pequeno grupo musical que se apresentava na casa de amigos e festas de famílias conhecidas. Apesar do bacharelado em Direito em 1933, não chegou a exercer a profissão. O primeiro livro da carreira, "O caminho para a distância" foi publicado no mesmo ano.
Vinicius também teve uma vida diplomática, que durou de 1943 a 1969, quando foi exonerado em meio às cassações do Ato Institucional nº 5 justificado como uma caça aos "corruptos, homossexuais e bêbados". Em sua volta ao Brasil, o ex-diplomata chegou com uma garrafa de uísque debaixo do braço e fez questão de declarar: "Eu sou bêbado!".
O grande letrista
O primeiro registro de Vinicius de Moraes como compositor é de 1928, com a autoria da letra "Loira ou Morena", gravada pelos Irmãos Tapajós. Mas foi no movimento da Bossa Nova que a verve musical de Vinícius ficou ainda mais rica. A obra "Chega de Saudade" foi um dos grandes hinos da geração de artistas que inovou não só em uma nova batida de violão difundida pelo baiano João Gilberto.
As parcerias de Vinicius também contribuíram para a qualidade da obra do artista. Com Tom Jobim, consagrou inúmeras canções e deixou "Garota de Ipanema" como uma das mais regravadas de todos os tempos. De acordo com o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), a música já ganhou 240 regravações. "Eu Sei Que Vou Te Amar", também com Tom Jobim, é a 2ª canção mais regravada do artista com 163 regravações.
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