Cerimônia de posse de novos secretários de Pernambuco vira palanque
Discursos políticos exaltaram governo Eduardo Campos e criticaram diretamente o governo federal
Do JC Online
Foto: Clemilson Campos/JC Imagem
O que era para ser uma
cerimônia administrativa de posse dos novos secretários do Governo de
Pernambuco se mostrou um evento praticamente de campanha de olho nas
eleições deste ano. Secretários, ex-secretários e o próprio
governador-presidenciável Eduardo Campos (PSB) aproveitaram o evento
para exaltar a gestão socialista e criticar o governo federal.
Seis pessoas foram empossadas nesta
sexta-feira (3), na sede provisória do Governo, no Centro de Convenções,
em Olinda. Mudanças são resultado da reforma administrativa anunciada
pelo governador em novembro, que reduziu de 28 para 23 o número de
pastas.
Escalado para falar em nome dos seis
secretários empossados, o ex-presidente da Companhia Hidro Elétrica do
São Francisco (Chesf) João Bosco de Almeida, agora titular da pasta de
Infraestrutura, ao longo de aproximadamente 13 minutos de fala, listou
ações do governo Eduardo em diversas áreas.
No fim do discurso, após mencionar as
iniciativas durante cerca de 10 minutos, o tom da fala mudou do técnico
para o político. "Este será o caderno a ser apresentado ao Brasil por
Eduardo, mostrando o que foi feito e como foi feito para que a maioria
do povo brasileiro venha se juntar aos mais de 80% dos pernambucanos que
aprovaram este novo modo de governar e fazer política", exaltou.
O novo auxiliar ainda comparou a gestão
do presidenciável com o governo federal e avaliou que sua experiência
como presidente da Chesf serviu para mostrar "quão carente está o
governo da União destas práticas testadas aqui em Pernambuco".
Na mesma linha, Isaltino Nascimento, que
deixa o governo para voltar à Assembleia Legislativa (Alepe), destacou a
"transformação" vivida pelo Estado com a administração socialista, em
um discurso no qual pelo menos seis vezes mencionou "vossa excelência",
se referindo diretamente ao governador. "A marca do seu governo foi
ouvir a população".
NOVA POLÍTICA - Já
Eduardo Campos usou a aliança com o PSDB - que agora passa a integrar o
governo, ocupando os cargos deixados pelo PTB por causa da candidatura
do senador Armando Monteiro ao governo (Secretaria de Trabalho,
Qualificação e Empreendedorismo e a presidência do Detran) - para tentar
reforçar seu discurso em torno da nova política e da capacidade de unir
as pessoas.
"A velha política tem medo do debate. Eu
tenho falado em paz política e em aproveitar boas ideias independente
de alianças. Somos os bons em torno de interesses coletivos", disse.
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