Cientistas uruguaios estudarão influência da maconha no sono
AFP - Agence France-Presse
Cientistas uruguaios vão estudar, nos próximos meses, os possíveis efeitos da maconha no sono e na vigília, uma área de estudo que promete aumentar nos próximos anos, graças à regulação do mercado da erva, aprovada em dezembro.
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| Os usuários de maconha nos Estados Unidos finalmente poderão, a partir de 1º de janeiro, consumir o produto legalmente com fins recreativos em dois estados do oeste do país, Washington e Colorado. Foto: AFP Frederic J. Brown |
Cientistas uruguaios vão estudar, nos próximos meses, os possíveis efeitos da maconha no sono e na vigília, uma área de estudo que promete aumentar nos próximos anos, graças à regulação do mercado da erva, aprovada em dezembro.
Um grupo multidisciplinar de
pesquisadores da Universidade da República Uruguaia (estatal) esperam a
regulação da lei que legaliza a produção de maconha para iniciar um
estudo sobre quais dos 500 componentes da planta promovem sono e
vigília, noticiou o jornal El Observador na edição de domingo.
"Temos
uma oportunidade histórica interessante porque está o marco legal que o
habilita", afirmou Búrix Mechoso, professor de Ciências Biológicas.
Em
dezembro passado, o Uruguai se tornou o primeiro país a aprovar o
controle do mercado de maconha e derivados, um projeto inédito promovido
pelo presidente de esquerda José Mujica.
A
regulamentação da polêmica lei - que deve ser concluída em abril - vai
determinar as variedades da droga que serão produzidas, o grau de
concentração e como serão concedidas as licenças para plantar, inclusive
os casos em que a maconha colhida tiver como finalidade a pesquisa ou a
industrialização para uso farmacêutico.
"Há
usos e efeitos atribuídos à maconha que nos interessam analisar pelas
temáticas que trabalhamos", afirmou Atilio Falconi, professor do
Laboratório de Neurobiologia do Sono da universidade.
A
princípio, a pesquisa estará concentrada na ciência básica, mas os
cientistas não descartam no futuro repassar as conclusões de seus
estudos a interessados da medicina clínica.
A
aprovação da norma pôs o país sul-americano no foco da atenção mundial e
atraiu laboratórios estrangeiros que consultaram o governo local sobre
como será implementada a produção e se poderão adquirir a droga.
Laboratórios
de Canadá, Israel e Chile são alguns interessados, segundo fontes
oficiais. As mesmas consideram que a implantação da produção de maconha
atrairá investimentos do setor farmacêutico, em um momento em que os
possíveis benefícios da droga com fins medicinais ganhem terreno em
nível global.
Após sua regulamentação, os
maiores de 18 anos poderão adquirir maconha mediante o cultivo, em
clubes de consumidores ou comprando-a em farmácias, em todos os casos
com limites e registro prévio junto ao Estado.
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