Contrato foi omitido porque Neymar teme a violência no Brasil, diz presidente do Barça
O Barcelona saiu com uma nova justificativa pelo conflito nos valores da transferência de Neymar do Santos para a Europa...
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Neymar entra no segundo tempo e aparece pouco no empate do Barcelona com o Atlético de Madri
"Poderíamos ter revelado os valores antes, mas o jogador pediu que não para garantir a segurança da sua família em São Paulo, já que há certo medo da violência. Se fossem franceses, italianos ou ingleses não teriam a preocupação com a segurança que evidentemente têm", declarou Bartomeu.
Pressionado pela opinião pública, o Barça acabou divulgando o contrato da transação, que seria de 86,2 milhões euros e não 57,1 milhões, como vinha assegurando Rossel.
O valor divulgado na última sexta inclui bônus pela contratação, além de cláusulas como a prospecção de jovens jogadores, um repasse ao Instituto Neymar Junior e comissões ao pai do jogador. São, detalhadamente e com valores em euros: 40 milhões para a empresa N&N e 17,1 milhões ao Santos, como o clube havia divulgado antes.
Entre os pagamentos confidenciais, estão 10 milhões de luvas pela assinatura do contrato, 44 milhões de salários pelo período de 5 anos de contrato (8,8 milhões de euros anuais), além de 2,7 milhões repassados ao agente de Neymar, no caso o pai do jogador; há ainda 4 milhões de euros de direitos comerciais, 2,5 milhões repassados aos Instituto Neymar Junior, 7,9 milhões por três atletas do Santos e 2 milhões para que a N&N ajude a buscar novos jogadores no clube da Baixada.
Para efeitos legais - repasse ao Santos e à DIS, por exemplo - o Barcelona mantém o número anterior. "Esses valores incluem bônus e salários. Continuamos reafirmando que Neymar custou 57,1 milhões", diz Bartomeu.
O novo presidente afirma ainda que o recém-chegado Neymar não recebe salário maior que Messi, estrela máxima do time . "Messi é o mais bem pago do elenco. Neymar veio rejeitando ofertas maiores. Foi uma surpresa para muitos ver que Ney não ganha o que ganham outras estrelas."
Para o dirigente, os ataques ao Barça são obra de inveja. "Custa digerir que tenhamos Messi e Neymar. Pode ser que tenha algo a ver com o fato de dominarmos as competições desde 2004 e se não ganham no campo, tentam ganhar nos bastidores."
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