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23 de janeiro de 2014

Mulher faz falso comunicado de sequestro de filho para ter atendimento rápido da polícia

Eduardo Schiavoni
Do UOL, em Americana (SP)
Uma comerciante de 41 anos irá responder por falsa comunicação de crime após avisar à polícia que o filho dela, de sete anos, havia sido sequestrado em Campinas. Ela disse às autoridades que o menor estava dentro de um carro roubado por dois homens. O roubo do carro realmente ocorreu, mas o menor não estava dentro dele. A comerciante afirmou que mentiu para receber mais atenção e atendimento mais rápido da polícia. O carro foi recuperado rapidamente mas, como tinha problemas de documentação, acabou apreendido.
O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (22), no Parque Jambeiro, em Campinas. Na versão dada à polícia por Maria de Lourdes dos Santos, o carro dela foi roubado por dois homens armados, que teriam levado a criança com eles.
Com a possibilidade de um sequestro em curso, foram deslocadas à região 14 carros da Polícia Militar e da guarda municipal. Os policiais fizeram uma varredura para encontrar o carro, que foi achado, minutos depois, estacionado em uma rua do mesmo bairro, com as portas trancadas.
A empresária foi até o local e, quando a equipe fez sinal de arrombar o veículo, já que o garoto de 7 anos podia estar trancado no porta-malas, ela negou que o menor estivesse no carro. A partir dai, policiais e guardas desconfiaram da versão apresentada pela empresária e foram até a residência dela. Lá chegando, foram informados que o menor estaria com o pai, na casa dele. Eles partiram para a residência do mesmo e encontraram o menor no local.
Questionada pelas autoridades sobre o sequestro, Maria de Lourdes informou à polícia que o veículo foi roubado exatamente como descrito por ela na ocorrência, mas que ela pensou que, se a polícia acreditasse no sequestro, o caso dela seria atendido de forma mais célere.
Maria de Lourdes não poderá utilizar o carro tão cedo. Segundo a Guarda Municipal, o veículo tinha pendências na documentação e está apreendido. A comerciante foi levada para o 5º Distrito Policial, onde um Termo Circunstanciado de Conduta foi registrado.
O caso foi enviado ao Jecrim (Juizado Especial Criminal) e ela deve responder judicialmente por falsa comunicação de crime. Se condenada, ela pode ser obrigada a cumprir detenção de um a seis meses, além de multa. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e que a mulher não indicou advogado. Ela assinou o termo e foi liberada. A reportagem não conseguiu contato com a empresária para que ela comentasse o caso.

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