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Padre volta a celebrar missas
Após a polêmica da versão de funk nas redes sociais, padre Hewerton di Castro retoma obrigações
O padre Hewerton di Castro Alves, 37 anos, quebrou, ontem, o silêncio e decidiu falar sobre a repercussão envolvendo seu nome após aparecer nas redes sociais cantando e dançando uma versão religiosa do funk Show das poderosas, da cantora Anitta. Aparentemente abatido, mas tentando retomar a rotina, o religioso celebrou, na manhã de ontem, as missas das 9h, na Capela de Santo Antônio, em Vila Tamandaré, na Estância, e das 11h, na Comunidade Divino Pai Eterno, na Vila Cardeal e Silva, após ausentar-se das pregações do sábado. O religioso disse ao Diario que, após a polêmica, decidiu que não irá mais cantar ou mesmo continuar com perfis no Facebook, onde tinha cerca de 14 mil seguidores.
| Religioso não se referiu à polêmica durante os sermões. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press |
O padre Hewerton di Castro Alves, 37 anos, quebrou, ontem, o silêncio e decidiu falar sobre a repercussão envolvendo seu nome após aparecer nas redes sociais cantando e dançando uma versão religiosa do funk Show das poderosas, da cantora Anitta. Aparentemente abatido, mas tentando retomar a rotina, o religioso celebrou, na manhã de ontem, as missas das 9h, na Capela de Santo Antônio, em Vila Tamandaré, na Estância, e das 11h, na Comunidade Divino Pai Eterno, na Vila Cardeal e Silva, após ausentar-se das pregações do sábado. O religioso disse ao Diario que, após a polêmica, decidiu que não irá mais cantar ou mesmo continuar com perfis no Facebook, onde tinha cerca de 14 mil seguidores.
Durante a
missa, o padre evitou falar na polêmica do vídeo na hora do sermão, mas
recebeu apoio do público enquanto desejava a paz a cada um deles, como
faz costumeiramente. “Ele agiu conforme a conveniência dele e o vídeo
não agride. Se fosse outra música, não haveria tanta confusão”, defendeu
uma mulher, que participou da missa. A celebração da manhã costuma ser
frequentada por pessoas mais idosas e ontem a igreja estava cheia, mas
não lotada.
O vídeo no qual o padre aparece
cantando e dançando o funk religioso foi gravado durante um culto
ecumênico de uma turma de direito da Universidade Católica de
Pernambuco, na Arcádia Paço Alfândega. O material foi postado, no último
dia 17, no YouTube. A releitura foi criada pelo músico Thiago Pigozzo e
ficou conhecida durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de
Janeiro, em julho, onde não causou polêmica.
Até
ontem à tarde, quase 65 mil pessoas já haviam visto o vídeo. Na última
sexta-feira, os formandos de direito que assistiram à apresentação do
padre publicaram uma carta aberta no Facebook defendendo o religioso.
Hewerton tornou-se padre em dezembro de 2012, após entrar para o
Seminário de Olinda. Chegou a iniciar cursos em duas universidades, mas
preferiu não informar quais foram. É considerado um padre extrovertido e
vaidoso e chega a frequentar a academia três vezes por semana. Filho de
mãe judia, preferiu optar pelo catolicismo, onde costumava fazer a
liturgia com músicas e danças, dentro do Movimento de Renovação
Carismática.
Entrevista >> Padre Hewerton
Entrevista >> Padre Hewerton
“Não canto mais”
O senhor acha que errou ao interpretar um funk religioso?
Acho
que não errei. Mas, se fiz algo e causei polêmica e respostas
agressivas, não é bom voltar a fazer. Não é essa a minha função como
padre. Eu não sou padre cantor. Acho que se fosse a versão da música de
outro cantor, não teria essa polêmica.
O senhor critica a atuação dos padres cantores?
Acho o máximo, mas esse recurso não vou mais usar. Não vou mais cantar.
Como o senhor se sente hoje após a repercussão?
É
tudo tão surreal o que está acontecendo comigo. Você liga a TV, vê a
internet, e eu estou lá. Claro que já pedi desculpas a quem ofendi. A
intenção não foi ser polêmico ou ficar famoso. Quem criticou é gente de
fora da diocese. São Paulo dizia que tudo converge para o bem daqueles
que amam a Deus, então tudo isso trará algum benefício para a igreja,
tudo bem, mas não para mim.
O senhor produziu camisas e canecas com sua imagem.
Foi
para angariar fundos para a construção da casa paroquial. Também fiz
dois shows, um no Conjunto Inês Andreazza e outro e no Clube dos
Fornecedores de Cana. A música que foi divulgada na internet aconteceu
durante um culto ecumênico, onde eu preguei. Inclusive, tiraram a parte
da pregação e colocaram só a dança.
Como foi a conversa com dom Fernando Saburido?
A conversa foi de um filho com um pai. Já cheguei para ele dizendo que não iria mais fazer esse tipo de apresentação.
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