Indicado ao Oscar, filme Nebraska estreia nesta sexta-feira no Brasil
Filme dirigido por Alexander Payne coleciona seis indicações ao maior prêmio do cinema
Estado de Minas
Depois de receber pelo correio uma carta de um sorteio, um pai rabugento, Woody Grant (Bruce Dern), acredita ter tirado a sorte grande e discute com o filho, David Grant (Will Forte), até que este decide levá-lo numa longa viagem de carro para reivindicar sua fortuna. Filmado em preto e branco e tendo percorrido quatro estados, Nebraska conta as histórias de vida de uma família no coração dos EUA. Também no elenco, Stacy Keach, June Squibb e Bob Odenkirk.
Rodado em cinemascope em preto e branco para refletir a beleza sombria das cidades do interior dos EUA e os enormes contrastes entre o humor e o desgosto no filme, a história agrega contornos cômicos a questões como raízes e segredos familiares, desilusão, dignidade, valor próprio e o anseio silencioso por um arremedo de salvação.
Frequentemente citado como “diretor de atores”, Alexander Payne incentiva seus atores a criarem desempenhos despojados, naturais, apenas com os elementos essenciais de comédia, tragédia e humanidade. Payne sabia que a história sutil e emocional de Nebraska só funcionaria bem com desempenhos arriscados e naturalistas.
Payne também se interessou pelo que se tornou uma experiência quase universal na sociedade atual que vem envelhecendo: ver nossos pais envelhecendo de maneiras que podem ser ao mesmo tempo desconcertantes e reveladoras. “Como eu próprio tenho pais idosos, identifiquei-me com David. Não passei exatamente pela mesma situação, é claro, mas conheço as mesmas emoções”, afirma o ator Bruce Dern. “Uma das coisas que realmente me agradaram na história foi a vontade de David de dar um pouco de dignidade ao pai. Esse era um tema importante e pessoal para mim”, conclui.
O filme, que tem estreia prevista para sexta-feira (7/2), tem seis indicações ao Oscar, inclusive a de melhor diretor para Alexander Payne e a de melhor ator para Bruce Dern.
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| Alexander Payne, diretor de Nebraska. Foto: Echo Lake/Divulgação |
Depois de receber pelo correio uma carta de um sorteio, um pai rabugento, Woody Grant (Bruce Dern), acredita ter tirado a sorte grande e discute com o filho, David Grant (Will Forte), até que este decide levá-lo numa longa viagem de carro para reivindicar sua fortuna. Filmado em preto e branco e tendo percorrido quatro estados, Nebraska conta as histórias de vida de uma família no coração dos EUA. Também no elenco, Stacy Keach, June Squibb e Bob Odenkirk.
Rodado em cinemascope em preto e branco para refletir a beleza sombria das cidades do interior dos EUA e os enormes contrastes entre o humor e o desgosto no filme, a história agrega contornos cômicos a questões como raízes e segredos familiares, desilusão, dignidade, valor próprio e o anseio silencioso por um arremedo de salvação.
Frequentemente citado como “diretor de atores”, Alexander Payne incentiva seus atores a criarem desempenhos despojados, naturais, apenas com os elementos essenciais de comédia, tragédia e humanidade. Payne sabia que a história sutil e emocional de Nebraska só funcionaria bem com desempenhos arriscados e naturalistas.
Payne também se interessou pelo que se tornou uma experiência quase universal na sociedade atual que vem envelhecendo: ver nossos pais envelhecendo de maneiras que podem ser ao mesmo tempo desconcertantes e reveladoras. “Como eu próprio tenho pais idosos, identifiquei-me com David. Não passei exatamente pela mesma situação, é claro, mas conheço as mesmas emoções”, afirma o ator Bruce Dern. “Uma das coisas que realmente me agradaram na história foi a vontade de David de dar um pouco de dignidade ao pai. Esse era um tema importante e pessoal para mim”, conclui.
O filme, que tem estreia prevista para sexta-feira (7/2), tem seis indicações ao Oscar, inclusive a de melhor diretor para Alexander Payne e a de melhor ator para Bruce Dern.
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