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27 de março de 2014

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Rio 2 é a principal estreia desta semana Filme levanta a bandeira de preservação ambiental e tem tudo para mexer com o imaginário infantil

Júlio Cavani - Diario de Pernambuco



Foto: Fox/Divulgação
Foto: Fox/Divulgação

Toda criança gosta de bicho e Rio 2 tem tudo para remexer com o imaginário infantil. Apesar de ter pássaros como protagonistas, um dos maiores diferenciais do filme está nos mamíferos coadjuvantes. O filme leva a fauna brasileira para o cinema de animação e promove uma espécie de inclusão animal, com a participação de capivaras, botos cor-de-rosa, bichos-preguiça e tamanduás. A principal estreia desta semana é o maior lançamento já feito nos cinemas do país, com exibição em 1.271 salas (36 delas em Pernambuco).


No lugar do Rio de Janeiro, cenário do primeiro episódio, o novo filme é ambientado principalmente na Floresta Amazônica. Na viagem entre um lugar e outro, novas paisagens brasileiras são mostradas, como as cidades de Brasília, Ouro Preto e Salvador (eles se perdem no caminho). A cena inicial retrata o réveillon de Copacabana, onde os seres humanos confraternizam enquanto os pássaros fazem sua festa no mirante do Cristo Redentor. A família da ararinha azul Blu resolve ir à Amazônia para tentar encontrar novos sobreviventes de sua espécie, ameaçada de extinção.

A história é bem óbvia e previsível (bichos precisam salvar a floresta do desmatamento), mas esse tipo de redundância é importante para plantar as preocupações ecológicas no subconsciente infantil. A Amazônia é um clichê nacional diferente do Rio de Janeiro, do futebol e do carnaval (tudo isso está presente no filme), pois a questão florestal precisa mesmo ser reafirmada em nome da preservação da natureza.

Mesmo com tantos estereótipos, Rio 2 consegue encontrar espaço para detalhes com outros tipos de contribuição cultural. Entre eles, estão os vilões ligados ao teatro e à música clássica (uma referência à Ópera de Manaus), alegorias sobre a questão indígena, cores do folclore amazônico e uma música com elementos de maracatu. A direção é de Carlos Saldanha, brasileiro que ganhou espaço em Hollywood graças a sua participação em A era do gelo.

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