Papa tirou 80 mulheres da prostituição na Argentina
Garotas de programa eram exploradas por
máfia que atuava no país
Francisco também ajudou centenas de pessoas durante a ditadura militar argentina (foto: ANSA)
28 MARÇO, 19:43•MADRI•ZLR
(ANSA) - Nos anos 1980, o papa Francisco salvou em Buenos Aires, capital da Argentina, 80 mulheres que estavam sendo exploradas por esquemas de prostituição. A informação foi revelada à ANSA pelo jornalista Armando Puente, autor do livro "A vida oculta de Bergoglio", ainda sem edição no Brasil.
Segundo o repórter, Jorge Mario Bergoglio, no papel de arcebispo da cidade e cardeal, arriscou a vida para enfrentar as máfias que atuavam nos prostíbulos bonaerenses e conseguiu que algumas garotas de programa mudassem de vida. "Mas não lhes pediu que fossem à igreja", conta Puente.
O jornalista argentino também relata em seu livro, que acaba de ser lançado na Espanha, como o futuro Papa tentou salvar centenas de pessoas durante a ditadura militar em seu país natal na década de 1970. Bergoglio chegou a libertar prisioneiros e a esconder estudantes em universidades e casas que só ele conhecia.
"Ele salvou muitos e fracassou algumas vezes. Bergoglio até brigou em 1976 com o almirante Emilio Massera, quando tentava salvar dois membros da Companhia de Jesus que estavam sendo perseguidos", acrescenta.
Em outro caso, o então arcebispo de Buenos Aires soube que um pároco na Argentina havia expulsado um casal homossexual catequizado de uma igreja. Bergoglio viu que os dois tinham uma fé muito forte e disse ao padre que ele não podia lhes fechar a porta. "O Papa não aprova o casamento gay, mas ama os homossexuais e compartilha o seu sofrimento", afirma Puente.
(ANSA)
Segundo o repórter, Jorge Mario Bergoglio, no papel de arcebispo da cidade e cardeal, arriscou a vida para enfrentar as máfias que atuavam nos prostíbulos bonaerenses e conseguiu que algumas garotas de programa mudassem de vida. "Mas não lhes pediu que fossem à igreja", conta Puente.
O jornalista argentino também relata em seu livro, que acaba de ser lançado na Espanha, como o futuro Papa tentou salvar centenas de pessoas durante a ditadura militar em seu país natal na década de 1970. Bergoglio chegou a libertar prisioneiros e a esconder estudantes em universidades e casas que só ele conhecia.
"Ele salvou muitos e fracassou algumas vezes. Bergoglio até brigou em 1976 com o almirante Emilio Massera, quando tentava salvar dois membros da Companhia de Jesus que estavam sendo perseguidos", acrescenta.
Em outro caso, o então arcebispo de Buenos Aires soube que um pároco na Argentina havia expulsado um casal homossexual catequizado de uma igreja. Bergoglio viu que os dois tinham uma fé muito forte e disse ao padre que ele não podia lhes fechar a porta. "O Papa não aprova o casamento gay, mas ama os homossexuais e compartilha o seu sofrimento", afirma Puente.
(ANSA)
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