Spotify, serviço de música por assinatura, chega ao Brasil
Usuário acessa biblioteca de 30 milhões de músicas por uma assinatura mensal de R$ 14,90
BRUNO FERRARI
Demorou, mas chegou. O principal serviço online de assinatura de música
do mundo, o sueco Spotify, estreou no Brasil. O evento de lançamento,
que ocorreu em São Paulo, contou com a presença de artistas como
Fernanda Takai, Gabi Amarantos e Marcelo Jeneci.
O Spotify oferece acesso a uma biblioteca de 30 milhões de músicas por
uma assinatura mensal de R$ 14,90 (US$ 5,99). “É menos do que o custo de
dois chopes”, diz Gustavo Diament, diretor do Spotify para a América
Latina. O acesso pode ser pelo computador e por celulares e tablets. Há uma versão gratuita, mas que traz publicidade e não permite armazenar músicas para ouvir offline.
Há mais de um ano que as datas de estreia do Spotify eram “chutadas” no
Brasil. A pressão era grande já que seus principais rivais, Rdio e
Deezer, operam por aqui há pelo menos dois anos. Segundo Gustavo
Diament, diretor do Spotify para a América Latina, o “atraso” ocorreu
por causa das adaptações que o serviço precisou passar para atender ao
público brasileiro. Houve, por exemplo, mudanças no software que faz as
recomendações de músicas e artistas com base no perfil de consumo do
usuário. “Também temos uma equipe de atendimento ao cliente formada por
brasileiros, o que é um diferencial em relação a outros serviços”, diz.>> Mais notícias de tecnologia
Para Diament, o fato de ser um dos últimos grandes serviços de streaming de música a chegar no Brasil não é um problema. O executivo acredita que, pelo menos por enquanto, seus maiores concorrentes não são o francês Deezer ou o americano Rdio. “Nosso maior rival é a pirataria. Pouca gente conhece os serviços de streaming de músicas no Brasil”, diz. “Nosso objetivo é repetir a trajetória do Spotify na Suécia, que ajudou a reduzir em 30% a pirataria de música no país.”
O Brasil é um dos 56 países em que o Spotify está presente hoje. Segundo a empresa, são cerca de 40 milhões de usuários globalmente. Desses, 10 milhões pagam pela assinatura mensal.
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