Stephen Hawking analisa chances da Inglaterra na Copa do Mundo
Físico britânico levanta dados, mas afirma: "seria um tolo se não apostasse no Brasil"
REDAÇÃO ÉPOCA
Stephen Hawking, um dos físicos mais famosos do mundo, é conhecido por
seu trabalho nas áreas da cosmologia teórica e gravidade quântica.
Nestes dias, o britânico deixou de lado as dúvidas que envolvem o Big
Bang e o início do Universo para "pesquisar" algo um pouco mais
cotidiano: a Copa do Mundo.
>> Mais notícias de Copa do MundoConvidado por um site de apostas, o cientista levantou cálculos capazes de mostrar que peculiaridades do jogo podem fazer a Inglaterra, 48 anos depois, voltar a ser campeã do mundo. Duas perguntas conduziram seu trabalho: “Quais são as condições ideais para o triunfo da Inglaterra?” e “Como você acerta uma cobrança de pênalti?”.
Brincando com a situação, Hawking afirmou que o convite da casa de apostas é uma prova de que “eles reconhecem que, como um físico teórico, estou ligeiramente mais qualificado para fazer previsões do que o Polvo Paul” – o molusco que ficou famoso em 2010 por acertar resultados das partidas da Copa.
Segundo o físico, as chances de vitória da Inglaterra podem ser constatadas analisando variáveis ambientais, fisiológicas, psicológicas, políticas e táticas. E, diferentemente dos que acham os tabloides londrinos, “a presença de WAGs (termo que, no Brasil, pode ser considerado “marias-chuteira”) é irrelevante”.
O estudo
Stephen Hawking analisou dados desde o último (e único) triunfo inglês, em 1966. Citando um trabalho de estudiosos alemães, Hawking afirmou que usar o uniforme vermelho é melhor para a seleção da Inglaterra. “O vermelho faz o time se sentir mais confiante e pode fazê-lo parecer mais agressivo e dominante”, afirmou.
Se Hawking fosse um técnico de futebol, já saberia qual esquema tático utilizar: 4-3-3. Segundo a análise do físico, a Inglaterra venceu em 58% das oportunidades que jogou com tal esquema (contra 48% do usual 4-4-2). Além disso, o 4-3-3 é uma formação que dá maior confiança, beneficiando psicologicamente a equipe (de forma similar ao uso da cor vermelha).
Há de se torcer também por árbitros europeus. O estudo de Stephen Hawking mostra que a Inglaterra venceu 68% das partidas apitadas por juízes do velho continente (contra 38% de vitórias com árbitros de outras localidades). “Juízes europeus são mais complacentes ao futebol inglês do que para bailarinas como (Luiz) Suárez”, afirmou o físico, brincando com as polêmicas simulações de falta do atacante uruguaio.
Horário, temperatura e local da partida também influenciam. O físico garante que equipes inglesas se dão melhor em clima temperado, baixas altitudes e com partidas iniciadas às 15h. Ou seja, quanto mais próximo da realidade inglesa, melhor. Um aumento de 5º C, por exemplo, reduz, estatisticamente, em 59% as chances de vitória da Inglaterra.
Pênaltis
Hawking analisou todas as cobranças em Copas desde o mundial de 1978 e afirma: nas cobranças de pênalti, a velocidade é primordial. Para isso, o ideal é que o jogador dê três ou mais passos para pegar impulso. Dessa forma, as chances de conversão são de 87% (contra 58% daqueles que deram menos passos).
Chutes altos, para a esquerda ou para a direita, são bem sucedidos em 84% dos casos. Mas não só isso, chutar com a parte lateral do pé é 10% mais eficiente do que uma cobrança realizada utilizando a região dos cadarços, segundo Hawking. E não esqueça de escolher atacantes para cobrar um pênalti. Eles acertam mais do que meiocampistas e zagueiros.
Stephen Hawking também descobriu um novo grande mistério da ciência. Jogadores de cabelos escuros têm uma taxa de acerto menor do que atletas carecas e de cabelos claros. Somente 69% das cobranças são convertidas, diante de 71% dos calvos e 84% dos loiros.
E, sim, aqueles pulos e o balançar de braços dos goleiros funciona! Quando o adversário é distraído de tal forma, há um acréscimo de 18% nas chances do camisa 1 fazer a defesa.
Por fim, Hawking assumiu não ser um grande fã de futebol. Mas, “eu sou inglês e estarei torcendo pelos nossos garotos no caminho até a final no Rio”, disse. No entanto, suas apostas serão direcionadas ao Brasil. “Eu seria um tolo se ignorasse o Brasil. Anfitriões ganharam mais de 30% das Copas do Mundo. Como soubemos pelo estudo, há benefícios ambientais e psicológicos significantes ao estar próximos de casa”, afirmou.
O que achou das previsões de Hawking? Compare com as previsões de especialistas de outra área, ouvidos por ÉPOCA: um astrólogo e um numerólogo.
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