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28 de junho de 2014

Vitória espanta fantasma das oitavas e fortalece Copa

Maior medo do Palácio do Planalto era uma derrota nas oitavas de final

ALBERTO BOMBIG E LEOPOLDO MATEUS

Torcedora reza durante cobrança de pênaltis entre Brasil e Chile, no Mineirão (Foto: Matthias Hangst/Getty Images)
Com a classificação sobre o Chile, a Seleção Brasileira deixa para trás aquele que até agora era o maior medo da torcida e até do Palácio do Planalto: o de uma eliminação vexatória nas oitavas-de-final da Copa do Mundo 2014. O triunfo de Julio César e companhia no Mineirão também ajuda a incrementar o sucesso da realização do torneio no Brasil.
No final do segundo tempo, quando o jogo permanecia empatado em 1 a 1, e o Chile era superior taticamente, a pressão que se abateu sobre o Mineirão trazia embutida temores em relação à continuidade da Copa do Mundo no país.
A torcida oscilava entre momentos de euforia e leve depressão, denunciada por longos silêncios no segundo tempo. A do Chile, localizada, em sua maioria, atrás do gol onde foram realizadas as cobranças de pênalti, mostrava confiança na vitória. Antes do início da partida, os brasileiros chegaram a vaiar os rivais quando eles entoavam, à capela, o hino do Chile. Um momento constrangedor.
Como o humor dos torcedores brasileiros reagiria com o time desclassificado? Os protestos, até agora minguados, ganhariam força? A cordialidade com os turistas seria substituída por um ressentimento invejoso? Eram essas, entre outras ligadas diretamente ao futebol praticado em campo, as dúvidas levantadas pelos jornalistas, colunistas e correspondentes estrangeiros.
Desde o sorteio dos grupos da competição, o maior temor verde-amarelo sempre foi ser eliminado nas oitavas-de-final, pois essa fase nos reservaria o segundo colocado do grupo de Espanha, Holanda e Chile. Além disso, desde 1990 o Brasil não cai nas oitavas. Até entre os políticos governistas, cair no primeiro degrau da fase decisiva era o pesadelo.
Após a desclassificação da Espanha, os ânimos dos brasileiros foram melhorando, afinal, o Chile é um "freguês" da seleção do Brasil em Copas do Mundo. A partir de agora, na pior hipótese, se perder a próxima decisão, a seleção será eliminada no mesmo estágio do torneio em que ficou pelo caminho em 2006 e 2010. O Brasil segue vivo na competição, e a presidente Dilma Rousseff, que confirmou anteontem a presença na final no Maracanã, pode seguir sonhando em entregar a taça para o capitão do time brasileiro.
A própria Dilma, que foi insultada e vaiada na abertura da Copa pelos torcedores presentes na Arena Corinthians, comemorou a vitória brasileira. "Foi difícil. Foi com raça, garra, lágrimas e defesas de Júlio Cesar. vencemos!", disse Dilma, no Twitter.

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