Brasil e Argentina empatam no quesito decepção
As duas seleções consideradas favoritas para decidir a Copa do Mundo passam de fase aos trancos e barrancos – e enfrentam problemas parecidos
RODRIGO TURRER
A final dos sonhos para quase todos que acompanham a Copa do Mundo
é um jogo entre Brasil e Argentina. A rivalidade histórica com nossos
vizinhos transformou o Mundial no país em uma oportunidade única para
mostrar a teórica superioridade brasileira dentro de campo. Para os
argentinos, um segundo Maracanazo seria a maior redenção do futebol
albiceleste. Mas a cada jogo que passa, as duas equipes decepcionam seus
fãs. O Brasil penou para eliminar o freguês de longa data, o Chile
– e precisou dos pênaltis para tanto, depois de quase ser eliminado,
aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, quando o chileno Pinilla
mandou um balaço no travessão de Julio Cesar.
Com a Argentina e seu quarteto mágico, Messi, Di Maria Aguero e Higuain, não tem sido muito melhor. Apesar dos 100% de aproveitamento em quatro jogos, continua devendo futebol. Só passou das oitavas de final contra a medíocre Suíça graças a uma jogada de Messi e um gol de Dí Maria aos 28 minutos do segundo tempo da prorrogação – e uma trave salvadora nos últimos minutos da peleja, que evitou a decisão por pênaltis.
>> Vídeo: Hermanos querem final contra o BrasilCom a Argentina e seu quarteto mágico, Messi, Di Maria Aguero e Higuain, não tem sido muito melhor. Apesar dos 100% de aproveitamento em quatro jogos, continua devendo futebol. Só passou das oitavas de final contra a medíocre Suíça graças a uma jogada de Messi e um gol de Dí Maria aos 28 minutos do segundo tempo da prorrogação – e uma trave salvadora nos últimos minutos da peleja, que evitou a decisão por pênaltis.
Até agora, Brasil e Argentina estão empatadas no quesito decepção, e seguem adiante na Copa do Mundo aos trancos e barrancos. Os problemas brasileiros são conhecidos e fartamente explorados: falta um meio de campo eficiente, que troque passes e crie jogadas. O Brasil trocou apenas 1.316 passes certos na Copa, e apenas 1.400 passes no total. É o sexto colocado no fundamento entre os oito times classificados para as quartas de final. O Brasil se apoia excessivamente em lançamentos longos e ligações diretas da zaga para o ataque, que depende demais dos brilhos individuais de Neymar. Até mesmo a zaga, ponto forte da Seleção, vêm falhando em alguns jogos.
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Assim como o Brasil, a Argentina também vem contando com a sorte. "A partida foi muito difícil e sabíamos que seria assim. Poderíamos ter que decidir nos pênaltis, mas o gol saiu no fim. A sorte esteve do nosso lado", afirmou Messi, na saída da Arena Corinthians, na última terça-feira (1º). Mas as coincidências não param na sorte e na trave. Até agora, brasileiros e argentinos não justificaram o carimbo de favorito ao título. Desde o pontapé inicial na fase de grupos, só corresponderam em raros momentos, mesmo diante de adversários tecnicamente inferiores. A Argentina tem ao menos uma vantagem em relação ao Brasil: o meio de campo funciona e troca passes. A equipe é a segunda no quesito, com mais de 2200 passes trocados na Copa, 1955 certos - apenas a Alemanha troca mais passes.
Em uma Copa do Mundo de muitos gols, em que todos as seleções tradicionais estão suando sangue para eliminar seus adversários no mata-mata, Brasil e Argentina seguem favoritos para fazer uma final histórica.
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