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3 de julho de 2014

Filme com Deborah Secco vivendo portadora de HIV é destaque em Paulínia

Do UOL, em São Paulo

Em meio a rumores de separação, Deborah Secco roda filme no Rio

14.fev.2013 - Em meio a rumores de separação do jogador Roger Flores, Deborah Secco roda filme na praia do Recreio, na zona oeste do Rio. No Carnaval, Roger foi sozinho ao camarote da Brahma na Sapucaí Leia mais AgNews
A volta de Deborah Secco ao cinema, no papel de uma portadora do vírus HIV em estágio terminal, e o documentário sobre a vida e a carreira de Cássia Eller são os destaques do 6º Festival de Paulínia. O evento acontece entre 22 e 27 de julho no Theatro Municipal de Paulínia, a cerca de 115 km de São Paulo.
Dirigido por Carolina Jabor, o filme com Deborah Secco leva o nome de "Boa Sorte" e é uma adaptação do conto "Frontal com Fanta", do escritor e cineasta Jorge Furtado. Para interpretar Judite, que reencontra o sentido da vida com João (João Pedro Zappa), Deborah precisou emagrecer 12 kg. O elenco também conta com Felipe Camargo, Cássia Kiss Magro e participação de Fernanda Montenegro.

Divulgação
Deborah Secco em cena de "Boa Sorte", onde vive Judith, portadora do vírus HIV em fase terminal
Já em "Cássia", o diretor Paulo H. Fontenelle (de "Dossiê Jango" e "Loki - Arnaldo Baptista") resgata a trajetória de Cássia Eller em forma de documentário.
A seleção de filmes nacionais foi divulgado nesta quarta-feira (2) pela Secretária de Cultura da cidade e contará com mais sete longas e oito curta-metragens inéditos. Entre eles, os novos filmes de Murilo Salles ("Aprendi a Jogar Com Você"), Domingos Oliveira ("Infância"), Lírio Ferreira ("Sangue Azul") e Juliana Rojas ("Sinfonia da Necrópole"), que após dividir a direção com Marco Dutra em "Trabalhar Cansa" volta a flertar com o terror.
Entre os documentários, "A Neblina", de Fernanda Machado, revisita as ruínas de Paranapiacaba, em São Paulo. Completam a seleção "Casa Grande", de Fellipe Barbosa (do curta "Beijo de Sal") e "Castanha", de David Pretto.
Exibido no festival de Berlim deste ano, na seção "Fórum", "Castanha" narra a existência de João Carlos Castanha, que interpreta a si mesmo, mostrando com crueldade a luta de um transformista que trabalha em um bar de variedades enquanto procura completar suas aspirações como ator sério. A seleção foi realizada pelo curador do Festival, Rubens Ewald Filho.

Divulgação
No meio do caminho entre documentário e ficção, "Castanha" narra saga de um transformista
As obras cinematográficas concorrerão a prêmios em 23 categorias, que somam R$ 800 mil. A categoria principal de melhor filme de longa-metragem premia o vencedor com R$ 300 mil. O filme de abertura do festival ainda não foi divulgado.

A volta do festival

O festival estava suspenso desde 2012, quando a prefeitura de Paulínia anunciou o cancelamento do evento alegando necessidade de economizar verbas para investimentos na área social. Em dezembro de 2013 ocorreu uma espécie de prévia do festival, depois de a prefeitura ter anunciado a retomada das atividades do Polo Cinematográfico de Paulínia. O 6º Festival de Paulínia ocorrerá novamente nas dependências do Theatro Municipal Paulo Gracindo e do Polo Cinematográfico da cidade, que recebe workshops, debates e palestras. Dois júris --um para longas e outro para curtas-- compostos por cinco profissionais de entidades representativas da área audiovisual, que não tenham ligação direta com os títulos inscritos no evento, escolherão os melhores filmes e os melhores profissionais das categorias concorrentes.
Nesta edição, o festival conta ainda com seis filmes infantis com entrada gratuita: "Amazônia", "Meu Pé de Laranja Lima", "O Pequeno Nicolau", "Zarafa", "A Guerra dos Botões" e "Minhocas - O Filme".
Veja a seleção da 6° Festival de Paulínia:

Longas-metragens
"A Neblina", de Fernanda Machado (Doc, SP)
"Aprendi a Jogar com Você", de Murilo Salles (Doc, RJ)
"Boa Sorte", de Carolina Jabor (Ficção, RJ)
"Casa Grande", de Fellipe Barbosa (Ficção, RJ)
"Cássia", de Paulo H. Fontenelle (Doc, RJ)
"Castanha", de David Pretto (Ficção, RS)
"Infância", de Domingos Oliveira (Ficção, RJ)
"Sangue Azul", de Lírio Ferreira (Ficção, PE)
"Sinfonia da Necrópole", de Juliana Rojas (Ficção, SP)
Curtas-metragens
"De Bom Tamanho", de Alex Vidigal
"Edifício Tatuapé Mahal", de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum
"Jessy", de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge
"190", de Germano Pereira
"O Clube", de Allan Ribeiro
"O Bom Comportamento", de Eva Randolph
"O Menino que Sabia Voar", de Douglas Alves Ferreira
"Recordação", de Marcelo Galvão

Premiação
Filmes de longa-metragem
Melhor filme: R$ 300 mil
Melhor direção: R$ 50 mil
Melhor ator: R$ 30 mil
Melhor atriz: R$ 30 mil
Melhor ator coadjuvante: R$ 15 mil
Melhor atriz coadjuvante: R$ 15 mil
Melhor roteiro: R$ 15 mil
Melhor fotografia: R$ 15 mil
Melhor montagem: R$ 15 mil
Melhor som: R$ 15 mil
Melhor direção de arte: R$ 15 mil
Melhor trilha Sonora: R$ 15 mil
Melhor figurino: R$ 15 mil
Especial júri: R$ 100 mil
Filmes de curta-metragem
Melhor filme: R$ 30 mil
Melhor direção: R$ 20 mil
Melhor roteiro: R$ 15 mil
Especial júri: R$ 20 mil
Júri Popular
Melhor longa-metragem: R$ 50 mil
Melhor curta-metragem : R$ 20 mil
Theatro de Paulínia preparado para a cerimônia de encerramento do Festival de Cinema de Paulínia (14/7/11) AgNews
Hollywood brasileira
O Polo de Paulínia estava paralisado desde abril de 2012, quando o então prefeito José Pavan Junior anunciou o cancelamento do festival de cinema realizado na cidade, que iria para sua quinta edição, alegando que direcionaria a verba para programas sociais. A última edição ocorreu em 2011.

A retomada das atividades foi anunciada em novembro de 2013 pela secretária de Cultura Mônica Trigo, que, na época, informou ao UOL que estúdios, cursos e editais seriam retomados e confirmou a realização do festival para julho deste ano. "Vamos dar ao projeto nova roupagem para que se estabeleça como uma política permanente", disse.
Idealizada para ser a "Hollywood brasileira", estima-se que cerca de R$ 490 milhões já tenham sido gastos no polo de Paulínia, desde a década de 1990, quando iniciaram as obras. Os recursos são oriundos dos royalties do petróleo. Entretanto, um imbróglio político interrompeu as atividades do complexo, que possui estúdios de gravação, teatro, escola, escritório de captação de projetos e um restaurante.
O projeto foi criado pelo ex-prefeito, Edson Moura (PMDB), que elegeu o filho Edson Moura Júnior (PMDB), na eleição de 2012, como manobra para escapar da Lei da Ficha Limpa. Moura disputou a eleição por força de uma liminar a seu favor, mas já havia sido condenado duas vezes pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por improbidade administrativa.
Depois de recorrer na justiça, quem acabou ocupando o cargo na ocasião foi o segundo colocado em Paulínia, José Pavan Junior (PSB). Em abril passado, Pavan que já havia abandonado a estrutura do polo e interrompido editais, cancelou o festival de cinema da cidade.
A prefeitura anunciou, em fevereiro, a abertura de editais para retomar as produções no Polo Cinematográfico de Paulínia. No valor total de R$ 8,98 milhões, os editais visavam financiar a produção de 14 curtas e dez longas metragens. Entre as produções que se beneficiaram com verbas de Paulínia nos últimos anos estão filmes como "Bruna Surfistinha", "De Pernas Pro Ar", "Ensaio sobre a Cegueira" e "O Palhaço".

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