"Humilhada", diz transexual barrada em loja de lingerie, nos EUA
Kylie Jack se sentiu humilhada e iniciou um boicote à marca da cidade de Austin, no Estado do Texas
REDAÇÃO ÉPOCA
A americana Kylie Jack teve uma infeliz surpresa ao tentar comprar
lingerie na segunda-feira (28). Tudo parecia bem até o momento em que
ela decidiu provar algumas peças e foi impedida por uma funcionária.
Segundo Kylie uma das vendedoras perguntou se ela era “anatomicamente
mulher” e disse que teria que apresentar documentos comprovando o status
legal feminino. Para a funcionária, a única possibilidade de ela ser
admitida nos provadores era se tivesse passado por uma cirurgia de troca
de sexo.
>> Facebook inclui novas opções de gênero além de "masculino" e "feminino"
A transexual logo utilizou as redes sociais para expor o caso e pediu
que seus seguidores fizessem um boicote à loja Petticoat Fair, da cidade
de Austin, nos EUA. A marca está há 50 anos no mercado e afirma em seu
site que “atende todos os tipos de mulheres”.>> Facebook inclui novas opções de gênero além de "masculino" e "feminino"
Ainda que tenham dito também que estavam abertos a encontrar com líderes da comunidade LGBT para discutir melhores abordagens, os internautas continuaram a fazer ataques com base no tom preconceituoso da resposta.
“Mulheres transexuais não são homens. Suas regras de uso para os provadores demonstra que você não entende isso. Até que isso mude, eu farei o meu melhor para trazer má publicidade e estou certo de que não serei o único”, afirmou o internauta Billy Martin, de Nova Orleans, nos comentários do comunicado – sua opinião foi curtida 155 vezes.
No entanto, para isso, seria necessário que a loja cumprisse algumas exigências:
1. O estabelecimento deve se desculpar com a comunidade transexual como um todo, dizer o que aprenderam e quais ações tomariam para agir diferentemente;
2. Atualizar as regras para respeitar diferentes identidades de gênero, atualizar o site e o perfil do Facebook com base em um documento da prefeitura de Austin contra a discriminação;
3. Doar US$ 1000 para uma instituição de apoio à educação de transexuais;
4. E não demitir a vendedora em questão, já que estava seguindo a política da loja.
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