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3 de julho de 2014

Na Copa dos gols, oitavas de final consagram goleiros

Em cinco das oito partidas, goleiros foram eleitos craques do jogo. Conheça quem brilhou evitando o lance mais desejado do futebol

REDAÇÃO ÉPOCA
A Copa do Mundo do Brasil está a caminho de quebrar o recorde da Copa de 1998 em número de gols. Com muitos artilheiros na disputa - entre eles Neymar e Messi -, esse Mundial tem tudo para ser o mais ofensivo da história. Talvez exatamente por isso os goleiros também estejam brilhando. Em cinco das oito partidas das oitavas de final, goleiros foram eleitos os melhores jogadores em campo. Mesmo em partidas que atacantes receberam o prêmio, os goleiros fizeram bonito, como o caso do nigeriano Eneyama e do suíço Benaglio. Confira abaixo os cinco goleiros que se consagraram em uma das fases mais difíceis da Copa.
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Julio César, dois pênaltis e sorte de campeão

Goleiro Julio César defende pênalti em partida contra o Chile (Foto: GettyImages)
Julio César sabe como uma queda pode doer. Ele foi considerado um dos "vilões" da desclassificação do Brasil na Copa do Mundo de 2010, quando falhou em um dos gols da Holanda. O Queens Park Rangers, onde jogava na Inglaterra, foi rebaixado. Sem clube, ele foi atuar no Canadá, no Toronto FC, um time sem nenhuma tradição no futebol. Ainda assim, Felipão confiou no seu goleiro, e na partida contra o Chile ele teve a chance de lavar a alma. Julio César fez duas defesas importantes durante o jogo e contou com a sorte – que a torcida já está considerando que é de campeão – no final da prorrogação, quando Pinilla acertou a trave. Nos pênaltis, se consagrou: defendeu duas, garantindo o Brasil nas quartas de final. A torcida cantou seu nome no estádio: "É Julio César, é Julio César".
O melhor goleiro sem clube da Copa

O goleiro Guillermo Ochoa, do México, faz bela defesa após cabeçada de Neymar (Foto: Miguel Tovar/Getty Images)
Ochoa, o goleiro que fez milagres na seleção do México, era dúvida até mesmo como titular. O técnico Miguel Herrera não sabia se optava por ele ou pelo jovem Jesús Corona. Ochoa fez uma péssima temporada e seu clube, o Ajaccio, foi rebaixado no Campeonato Francês. Seu contrato não foi renovado, e ele foi para a Copa sem clube. O Mundial o consagrou. Ochoa fez brilhante partida contra o Brasil na primeira fase, fechando o gol, e repetiu o ótimo desempenho contra a Holanda. Não foi suficiente para classificar o México, mas ainda assim ele foi escolhido como o melhor jogador em campo – e pode esperar boas propostas para o futuro.
O goleiro da "zebra" da Copa

Goleiro Navas, da Costa Rica, comemora gol em pênalti convertido por Campbell. Costa Rica eliminou a Grécia nos pênaltis (Foto: Ricardo Mazalan/AP)
Se algum time surpreendeu neste Mundial, com certeza foi a Costa Rica. Antes do torneio, a expectativa era de que eles fossem se tornar o saco de pancadas da Copa. Não foi o que aconteceu. A Costa Rica derrubou três campeões do mundo e se classificou em primeiro no grupo da morte. Nas oitavas de final, contra a Grécia, Navas fez o seu nome. Em um jogo com poucos chutes, Navas fez milagres defendendo algumas bolas certeiras dos gregos. O jogo terminou empatado, e a decisão foi para os pênaltis. Navas defende a cobrança de Gekas e coloca os Ticos nas quartas de final pela primeira vez na história.
Fazendo jus ao apelido "Guerreiros do Deserto"

o goleiro argelino Rais M’Bolhi defende chute de Philipp Lahm em partida entre Alemanha e Argélia (Foto: Sergei Grits/AP)
A Alemanha entrou em campo como favorita absoluta contra a Argélia. Com grandes craques, como Müller, Klose e Özil, três títulos mundiais na história e uma convincente goleada contra Portugal, ninguém esperava que os argelinos fossem dar trabalho. Mas o goleiro Rais M'Bolhi mostrou o significado do apelido de "Guerreiros do Deserto" da Argélia. Os alemães tentaram gols de todas as maneiras: de cabeça, com jogadas ensaiadas, em chutes. M'Bolhi pegou todas. Infelizmente para os africanos, ele não conseguiu fechar o gol na prorrogação, mas ainda assim saiu aplaudido e se tornou o melhor jogador em campo na partida.
Recorde de defesas em uma partida

O goleiro Tim Howard, dos Estados Unidos, defende chute em partida entre EUA e Bélgica (Foto: Felipe Dana/AP)
O que Tim Howard, o goleiro dos Estados Unidos, fez em partida na Arena Fonte Nova com certeza entrou para a história. A Bélgica atacou. Atacou. E atacou ainda mais. O time belga precisou de 32 chutes para conseguir abrir o placar contra os americanos – e o gol saiu apenas na prorrogação. Howard foi enorme. Ele fechou o gol, fez defesas impossíveis e bateu o recorde de defesas em uma única partida de Copa do Mundo. Os Estados Unidos foram eliminados, mas não podem reclamar – em uma Copa que conquistou o coração dos americanos, Tim Howard se transformou em herói.

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