Procura por cirurgias plásticas aumenta por causa de redes sociais
Não adianta inventar moda, as selfies são uma febre -
tanto que nem precisam mais de definição. A Copa do Mundo proliferou o
vício de tirar as fotos com algum craque (de qualquer time), estádios,
bares e torcedores de outras nacionalidades. O negócio é sério e,
segundo a Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia
Reconstrutiva, um em cada três cirurgiões plásticos registrou "um
aumento nos pedidos de procedimentos porque os pacientes estão mais
preocupados com os olhares nas redes sociais". Constatou-se um aumento
de 10% nas cirurgias no nariz, 7% nos implantes de cabelo e 6 % em
cirurgias da pálpebra - tudo isso em apenas um ano.
“Hoje as fotos de redes sociais são a primeira impressão que as pessoas
causam. É por meio delas que conhecem ou se conectam com amigos,
companheiros e até oportunidades de emprego. Todos querem apresentar uma
boa primeira impressão - mesmo que para isso eles acreditem que seja
necessário submeter-se a cirurgias plásticas”, diz Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba (PR).Outro fato é a procura de intervenções por jovens com menos de 30 anos – principalmente as mulheres, 81% do público. No Brasil, foram feitas 1,5 milhão de plásticas no ano passado, sendo um milhão delas com fins estéticos. “É difícil afirmar com certeza o que motiva tamanho número de cirurgias, mas o hábito de se observar mais em fotografias pode aumentar a percepção de defeitos. Já recebi pacientes que diziam ter encontrado 'falhas' em fotos nas redes sociais", diz Pacheco. "O Facebook é tão real quanto um reality show, e as pessoas tentam sempre expor o seu melhor – mesmo que seja uma ilusão e isso afeta a autoestima das pessoas e pode resultar até em problemas mais sérios de saúde, como depressão e distúrbios alimentares”, ressalta Pacheco. No entanto, ele diz que o problema não é só a foto de rosto: "O selfie, por si só, não é perigoso – é o mesmo que culpar o revólver por um assassinato, não faz sentido".
Nenhum comentário:
Postar um comentário