Sarkozy é detido em investigação sobre tráfico de influência
Ex-presidente da França ficará sob custódia policial por até 48 horas. Ele foi intimado a depor sobre acusações de tráfico de influência
REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O ex-presidente da França
Nicolas Sarkozy foi detido para um interrogatório nesta terça-feira
(1º) e colocado sob custódia da Polícia Judiciária da cidade de
Nanterre, pelas suspeitas de seu envolvimento num caso de tráfico de
influências. Sarkozy foi colocado sob regime de "garde à vue" (prisão
preventiva) - medida inédita para um ex-presidente do país. Ao fim do
interrogatório, que acontecerá dentro das próximas 48 horas, Sarkozy
será liberado.
As investigações procuram esclarecer se Sarkozy recebeu financiamento
ilegal para sua campanha presidencial de 2007 por parte da
multimilionária Liliane Bettencourt, herdeira do grupo de cosméticos
L'Oréal, e do ditador líbio deposto Muammar Khadafi. Além disso, os
investigadores querem apurar se Sarkozy foi informado ilicitamente de
que a Justiça havia autorizado, em setembro do ano passado, a escuta de
suas conversas telefônicas para investigar as acusações de que Sarkozy
estava sendo financiado pelo governo líbio. Segundo as investigações, Khadafi destinou 50 milhões de euros para a campanha de Sarkozy.Sarkozy foi detido um dia depois que foram interrogados seu advogado, Thierry Herzog, e dois juízes do alto escalão da Corte de Apelação francesa, Gilbert Azibert e Patrick Sassoust, que permanecem em regime de prisão preventiva. Azibert, que é ligado ao advogado de Sarkozy, é suspeito de receber informações de conselheiros do Supremo Tribunal francês sobre os avanços no processo que investigava financiamento ilegal da campanha que levou Sarkozy à Presidência. De acordo com a acusação, o advogado de Sarkozy prometeu ao magistrado, em contrapartida, que o ex-presidente o ajudaria a conseguir um cargo na administração de Mônaco.
Sarkozy, de 59 anos, foi derrotado nas eleições de 2012 pelo socialista François Hollande. A atual investigação pode complicar seriamente qualquer tentativa de retorno ao cenário político, nas eleições de 2017.
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