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29 de agosto de 2014

Grampos revelam que Abdelmassih e a mulher faziam terapia de casal por telefone

do BOL, em São Paulo
  • Mário Angelo/ Folhapress
    Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por casos de estupros a ex-pacientes Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por casos de estupros a ex-pacientes
Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça de São Paulo revelaram que o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por uma série de estupros, utilizava o telefone para fazer sessões de terapia de casal enquanto esteve foragido no Paraguai com a mulher e os filhos gêmeos.
De acordo com o G1,  o ex-médico e a mulher, a ex-procuradora da República Larissa Sacco, se consultavam por telefone com um psiquiatra da capital paulista e pagavam cerca de R$ 9 mil pelo atendimento. O casal usava uma linha exclusiva para manter contato com o profissional.
Em uma das conversas reveladas por grampo, Abdelmassih falou de cometer suicídio caso seu esconderijo fosse descoberto no Paraguai. Roger também disse estar cansado, preocupado com os filhos e contou que a esposa andava muito "impaciente por carrregar um peso muito grande". Larissa Sacco contou ao especialista que iria trocar as crianças de escola para colocar em um colégio americano bilíngue pois não gostava dos locais (paraguaios).
 

Foragido desde 2011, médico Roger Abdelmassih é preso no Paraguai

19.ago.2014 - Foto cedida pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai) mostra o ex-médico Roger Abdelmassih momentos após sua prisão em Assunção, no Paraguai, na tarde desta terça-feira (19). Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 39 clientes e de uma funcionária de sua clínica de reprodução assistida em São Paulo, entre os anos de 1995 e 2008. Ele estava foragido desde 2011 Leia mais Senad/ EFE
Precupado com a possibilidade de ser rastreado, o fugitivo fala para o psiquiatra que vai se matar se for preso. "Resolvo num minuto", diz Roger, que mantinha um revólver calibre 38 na casa alugada em Assunção.
O especialista aconselha o casal, dizendo que não terão "uma vida normal" e os compara aos personagens literários Robinson Crusoé e Sexta-feira (náufrago e índio, respectivamente, que convivem numa ilha no clássico de Daniel Defoe). O psiquiatra comenta que a família deles poderia se inspirar na do navegador brasileiro Amir Klink, que viaja pelo mundo com ele.
Ainda segundo informações do G1, as consultas eram pagas pelo casal e aconteciam quinzenalmente. De acordo com o Ministério Público, o pacote com as sessões de psicanálise custaria até R$ 9 mil. O pagamento seria feito por intermédio de parentes, amigos ou colaboradores de Abdelmassih no Brasil.
A investigação conta com 130 interceptações; além de ligações telefônicas feitas por fixos e celulares, mensagens pelo Whats App, Instagram e Facebook foram rastreadas para saber o que o fugitivo conversava e quem financiava a sua clandestinidade do ex-médico.
Condenado por estuprar e abusar sexualmente de 37 ex-pacientes, Roger Abdelmassih cumpre a pena na Penitenciária de Tremembé, interior de São Paulo. Ele foi detido em Assunção pelo governo paraguaio com apoio da Polícia Federal no dia 19 de agosto.
(Com informações do G1)

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