Vice de Marina Silva diz que avião de Eduardo Campos não é problema do PSB
do BOL, em São Paulo
- Edson Silva /Folhapress
Beto Albuquerque aparece ao lado de Marina Silva durante evento do setor sucroenergético
"Isso está bastante claro. A compra do avião não é um problema nosso. Deve-se buscar os proprietários, que têm nome, sobrenome e endereço. Os custos [do uso do avião] serão lançados na prestação de contas do Eduardo Campos", afirmou ele, segundo a Folha de S.Paulo, em entrevista após visita à Fenasucro (evento do setor sucroenergético).
O candidato a vice ainda tentou blindar Marina, que se esquivou e não respondeu a nenhuma das três perguntas sobre a aeronave.
O jato, usado pela campanha de Eduardo Campos desde maio, pode ter sido ter sido comprado com recursos de caixa dois de empresários ou do próprio PSB , uma das hipóteses investigadas pela PF.
Beto ainda comentou a notícia divulgada pelo "Valor Econômico" de que a PF descobriu que uma das empresas envolvidas na compra do avião foi beneficiada por decreto assinado por Campos quando ele era governador, em 2011.
"Nenhum governo está proibido de dar incentivo fiscal para qualquer setor. Nós estamos em 2014, o benefício foi em 2011. Fazer um link entre os casos pode ser ilação", comentou o político, reforçando que o partido não tinha obrigação de pesquisar a história de compra e venda da aeronave: "Ninguém pergunta ao taxista se o táxi é roubado".
Incentivos fiscais
Uma das empresas apresentadas que aparece como compradora do jato recebeu incentivos fiscais e linha de crédito subsidiada do governo de Pernambuco em 2011, época em que Eduardo Campos administrava o Estado.
Segundo informações da Folha, ele renovou um decreto que reduzia os impostos para a Bandeirantes Companhia de Pneus importar o produto para carros, caminhões e máquinas agrícolas.
O decreto original é de 2006 e havia sido assinado pelo antecessor de Campos no governo do Estado. O governo, por sua vez, afirma que o incentivo existe desde 1999, e que tem como objetivo atrair investimentos e gerar empregos. Reforçando que a Bandeirantes recebeu o incentivo em 2004 e 2006, quando o atual dono da Bandeirantes, Apolo Santana Vieira, não era sócio da empresa.
A empresa, ao ser questionada pela publicação, afirmou que não comentaria os incentivos que recebeu.
(Com informações da Folha de S.Paulo)
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