Nicole Puzzi acertou o tom em seu programa
Pornolândia
- exibido pelo Canal Brasil desde junho -, tanto que vai entrar para a
grade fixa da emissora com temporada garantida para 2015. Foram exibidos
22 dos 26 episódios programados, entre eles, um papo com Catia
Carvalho, a rainha do strip-tease virtual, Pietro Luigi, cartunista e
designer, a atriz pornô Patrícia Kimberly, entre tantos. Puzzi foi uma
das musas da pornochanchada e habita o imaginário masculino, acreditem,
até hoje "O programa tem um lado underground, porque tem a ver com a
marginalidade da pornochanchada, mas ao mesmo tempo é muito bonito", diz
ela, afirmando que não se sente sexy, mesmo usando roupas provocantes
no quadro. "Nunca me senti sensual a não ser quando estou representando.
Tenho 56 anos e não é possível que essa imagem de sexualidade esteja
impregnada em mim, mas lido muito bem com isso. A pornochanchada é um
cinema marginal criativo e as pessoas têm preconceito porque não viveram
a época, mas eu sim e fui muito feliz. Se eu tivesse recusado meu
passado eu estaria gorda, feia e amargurada. Tudo o que eu fiz me deixou
com ar de gostosa, embora não saiba de onde, mas os 'véios' ficam
loucos quando me vêem", diz ela.
Sobre os entrevistados e tema ela afirma que "não tenho nenhum tipo de
preconceito e não me espanto nem glorifico nada. Sou resolvida
sexualmente e sei o que gosto e fiz tudo o que quis. Gosto do
papai-mamãe e não sou uma pessoa curiosa em nenhum sentido. Eu vendia um
imaginário de mulher gostosa, de uma sensualidade que nunca tive.
Decepcionei muito homem na cama porque eles me viam como uma máquina.
Mas tenho esse jeito avoada, de mulher determinada, que fala o que pensa
e beira a grosseria. Hoje eu posso ser assim por causa da idade. Quando
ficar velhinha quero ser a nova Dercy Gonçalves e falar muito
palavrão".
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