Deborah Secco estreia ‘Boa sorte’ e diz que o filme mudou sua vida: ‘Fiquei muito apegada à morte’
— A saudade que eu senti da Judite e a dor de me afastar dela foi o que me levou à internação. Embora muita gente possa achar frescura, já que isso não é detectado em exames, esse sentimento foi muito forte — conta Deborah, de 35 anos, que carregou a energia do papel para a própria vida: — Trouxe comigo esse desinteresse pelos prazeres básicos e passei a achar tudo sem sentido. Fiquei muito apegada à morte.
— Nosso primeiro foco no filme é esse romance dentro de uma situação improvável, adversa, que é alguém se entregar a uma história de amor independente da finitude da vida. Junto disso, há uma crítica ao uso indiscriminado de drogas lícitas, num paralelo entre loucura e sanidade — explica a diretora Carolina Jabour, que adaptou o conto “Frontal com Fanta”, de Jorge Furtado, para o cinema.
Deborah diz que se tivesse que escolher uma entre todas as personagens que já interpretou para passar uma noite junto, sem dúvidas seria com Judite, “a mulher mais apaixonante que conheci”. Na ficção, João compartilha dessa opinião. Com Judite, ele descobre o amor e o sexo, sem se preocupar com riscos, embora ela insista no uso do preservativo toda vez que os dois transam.
— Ela tem vários anos ali na clínica e o dobro da idade de João, que está apenas começando a descobrir a vida. É um encontro muito bonito e potente entre dois mundos completamente diferentes. Ela o inicia sexualmente, o pega pela mão e ele fica fascinado. Em contrapartida, Judite também se apaixona de uma forma que talvez nunca tenha experimentado — detalha João Pedro Zappa.
Se Deborah emagreceu de forma drástica para o filme, o ator também teve sua parcela de sacrifício: depilou quase todo o corpo para parecer mais jovem em cena (ele tem, na verdade, 25 anos).
— Não é nada chocante, se comparado à transformação da Deborah, mas doeu bastante arrancar os pelos com cera. Na minha vida pessoal, nunca me depilaria — afirma Zappa.
É muito amor à arte!
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