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27 de abril de 2015

ONU pede para Indonésia não executar condenados por tráfico

Segundo Ban Ki-moon, a pena de morte só deve ser aplicada, com salvaguardas, a crimes violentos. Brasileiro e mais oito estão no corredor da morte indonésio

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em foto de março de 2015 (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu neste sábado (25) ao governo da Indonésia para parar o processo de execução de nove prisioneiros - entre eles o brasileiro Rodrigo Gularte - que estão no corredor da morte condenados por narcotráfico.
"Sob a legislação internacional, se for usada, a pena de morte deve ser imposta apenas para os crimes mais sérios, como, por exemplo, assassinatos, e só com as salvaguardas adequadas", disse Ban em comunicado de seu porta-voz.
Ban Ki-moon disse que a ONU se opõe à pena de morte em todas as circunstâncias e, por isso, urgiu ao presidente Joko Widodo a considerar "urgentemente a declaração de uma moratória da pena capital na Indonésia, com vistas a sua abolição".
Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, os crimes vinculados ao narcotráfico não são considerados geralmente como delitos do tipo mais grave.
O brasileiro Rodrigo Gularte está na lista de nove pessoas condenadas à morte por narcotráfico na Indonésia que serão executadas a partir da próximo terça-feira. Além dele, podem ser executados dois australianos, uma filipina, três nigerianos, um ganês e um indonésio.
Um décimo prisioneiro, o francês Serge Atlaoui, não recebeu a notificação que as autoridades indonésias entregam 72 horas antes da execução.
bc

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