Costa reafirma encontro com tucano
Sérgio Guerra para tratar de propina
De Brasília
- Alan Marques 21.set.2012/FolhapressEx-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu no ano passado
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa reafirmou em seu depoimento à CPI da Petrobras que manteve encontros com o então senador tucano Sérgio Guerra (PE), morto em 2014, para tratar de propina para evitar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito.
Segundo Costa, a empreiteira Queiroz Galvão, de Pernambuco, efetuou o pagamento ao tucano. "Não sei se foi doação oficial ou não", declarou o ex-diretor, ressaltando que independentemente da forma como foi pago, o dinheiro era fruto de "desvio de recursos" da Petrobras.
Costa reiterou sua relação com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que o teria apresentado ao senador Sérgio Guerra. Ele também confirmou ligação com o doleiro Alberto Youssef e o ex-deputado José Janene, morto em 2010.
Ao falar da necessidade de apoio político para ocupar a diretoria da Petrobras, o ex-diretor contou que leu nos jornais que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria admitido a indicação de políticos para a Petrobras. "FHC lembrava de ter indicações políticas quando ele era presidente da República", disse.
Delator da Lava Jato diz que repassou
dinheiro para a campanha de Eduardo
Campos
De Brasília
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou nesta terça-feira (5) que foi procurado para providenciar "ajuda financeira" à campanha de Eduardo Campos (PSB) para o governo de Pernambuco.
Segundo Costa, um "secretário" de Campos e que hoje ocupa uma vaga no Senado, teria pedido dinheiro para a campanha.
"Esse contato foi feito e esse recurso foi repassado", confirmou. Ele não citou o nome do hoje senador que teria intermediado a negociação.
Costa disse que nunca esteve pessoalmente com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, mas que uma vez viu o petista em um restaurante. Na ocasião, Costa estava acompanhado do doleiro Alberto Youssef, que acenou para Vaccari.
Campos morreu em um acidente aéreo em agosto do ano passado, no litoral paulista, quando estava em campanha à Presidência.
Fundo de quintal
Costa admitiu à CPI da estatal que houve falhas internas na empresa e que alguns, como ele, erraram no processo. "Houve uma falha? Houve, mas a Petrobras não é empresa de fundo de quintal", afirmou.
Entre as falhas apontadas estão a autorização, por toda a diretoria executiva da companhia, para obras sem projeto pronto e, por consequência, a necessidade de realização de aditivos contratuais. "Algumas vezes os aditivos tinham de ser refeitos", disse.
Ele contou que havia urgência na realização dos contratos. "Responsabilizem todos os diretores e seu presidente", disse.
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