VIDA
Um olhar por trás das câmeras
Um livro reúne imagens clássicas dos bastidores de cinema feitas por Ernst Haas, um pioneiro da fotografia colorida
ANDRÉ SARMENTO
Num primeiro momento, a imagem parece mostrar um campo de batalha depois do enfrentamento – um homem caído com duas flechas cravadas nas costas e um caubói a seu lado com ferimentos na perna e no ombro. Atrás deles, um terceiro rasteja tentando escapar com vida. Do alto da colina, os índios observam a cena, vitoriosos.
Num segundo momento, ao observar com atenção os detalhes, percebemos que se trata do intervalo de uma filmagem. O filme, neste caso, é Pequeno grande homem, produção hollywoodiana de 1970 do diretor Arthur Penn. Dustin Hoffman é o protagonista. Ele aparece na foto como o caubói que evita olhar enquanto mais “sangue” é colocado em sua coxa.
Assim – contando uma história dentro de outra história – são asfotos dos bastidores do cinema feitas pelo australiano Ernst Haas(1921-1986) nas décadas de 1960 e 1970.
Enquanto os atores se concentravam em suas falas, os diretores se preocupavam com as cenas e os executivos dos estúdios administravam os gastos, coube a Haas documentar o espírito e a complexidade de uma superprodução. Sua lente mostra o que acontece por trás das câmeras, usando de forma pioneira o filme colorido que o tornaria famoso – embora ele também fotografasse magistralmente em preto e branco. Agora, esse material foi reunido no livro On set, lançado neste mês nos Estados Unidos. São imagens cheias de nostalgia que capturam a grandiosidade, a graça e a loucura presentes nos sets.
Num segundo momento, ao observar com atenção os detalhes, percebemos que se trata do intervalo de uma filmagem. O filme, neste caso, é Pequeno grande homem, produção hollywoodiana de 1970 do diretor Arthur Penn. Dustin Hoffman é o protagonista. Ele aparece na foto como o caubói que evita olhar enquanto mais “sangue” é colocado em sua coxa.
Assim – contando uma história dentro de outra história – são asfotos dos bastidores do cinema feitas pelo australiano Ernst Haas(1921-1986) nas décadas de 1960 e 1970.
Enquanto os atores se concentravam em suas falas, os diretores se preocupavam com as cenas e os executivos dos estúdios administravam os gastos, coube a Haas documentar o espírito e a complexidade de uma superprodução. Sua lente mostra o que acontece por trás das câmeras, usando de forma pioneira o filme colorido que o tornaria famoso – embora ele também fotografasse magistralmente em preto e branco. Agora, esse material foi reunido no livro On set, lançado neste mês nos Estados Unidos. São imagens cheias de nostalgia que capturam a grandiosidade, a graça e a loucura presentes nos sets.
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