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4 de agosto de 2015

Diretor de "Transa 3D", que traz sexo 


explícito, diz que filme não é pornô


Paris (França)
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Transa 3D (2015)6 fotos

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Em "Transa 3D", Murphy (Karl Glusman) está frustrado com a vida ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia uma forte onda saudosista em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do antigo relacionamento. Estreia no dia 17 de setembro Divulgação
O cineasta italo-argentino Gaspar Noé garantiu nesta terça-feira que seu últimio filme, "Transa 3D", "não é pornografia", depois que um Tribunal francês proibiu sua exibição para menores de 18 anos por conter cenas de sexo explícito.

"Não é um filme pornográfico, é a história de amor de dois jovens que, apaixonados, perdem a cabeça, algo normal quando alguém se apaixona e, em consequência, faz amor", garantiu o cineasta à emissora televisão "BFMTV".

No jornal "Libération", Noé assegura que essa decisão é "um anacronismo dos reacionários" que se assemelha "ao do Estado Islâmico".

O filme em 3D, apresentado no passado Festival de Cannes, é projetado nas salas francesas proibido para menores de 16 anos desde meados do mês passado, após receber o aval de Comissão Nacional do Cinema.

Mas ontem o Tribunal Administrativo de Paris ordenou que seja também vetado aos menores de 18 anos, após a denúncia apresentada por uma associação de "defesa dos valores judeu-cristãos".

Noé, nascido em Buenos Aires há 51 anos, considerou que esta decisão não vai prejudicar seu filme, embora seu produtor, Vincent Maraval, tenha lamentado que o longa "vai beneficiar os filmes piratas", já que "os menores de 18 anos vão assistí-lo na internet de forma ilegal".

Maraval indicou que recorrerá da sentença do Tribunal Administrativo perante o Conselho de Estado.

André Bonnet, advogado da associação "Promouvoir", que promoveu o veto, garantiu que "não tem a ver com a censura".

"Temos que mostrar cenas pornográficas ou de extrema violência a menores que ainda não têm suficiente discernimento?", questionou o advogado à "BFMTV".
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