Ao Vivo

2 de novembro de 2016

25 anos de saudade de J. Castor

A voz inesquecível de Gravatá




   João Castor Sobrinho, mais conhecido como J. Castor Publicidade nasceu na cidade de Gravatá, interior pernambucano, no dia 12 de outubro de 1937, na Rua Sete de Setembro. Filho de Antônio Castor da Rosa e Severina Emília Castor da Rosa. Iniciou sua vida profissional fazendo placas e abrindo letreiros para fachadas de lojas. Mais tarde passou a fazer trabalhos de locução. Com sua voz forte e imponente, arrancava vários elogios por onde passava. Trabalhou em algumas emissoras de rádio no Rio de Janeiro, Vitória de Santo Antão e Gravatá.
    Castor foi uma figura que marcou a história desta cidade, deslumbrando os gravataenses e não gravataenses que nos visitavam, com sua voz de ouro, inesquecível e inconfundível conseguiu se perpetuar na comunicação radiofônica, sendo protagonista e locutor de grandes solenidades, anúncios comercias, crônicas e reportagens que selecionava para os momentos mais importantes de sua trajetória.  Na verdade, Castor abrilhantava e dava um colorido especial e adequado a tudo que transmitia, ele buscava perfeição, seu trabalho era único, inigualável.

    J. Castor foi o pioneiro da comunicação em Gravatá. Em 1971 implantou a 1ª divulgadora da cidade, no prédio do Cine Holanda, onde fazia o maior sucesso com suas propagandas, além de exercer um papel fundamental que era o de deixar a todos bem informados e cientes de seus compromissos. Sempre cheio de ideias e inovador para sua época, Castor se fazia ouvir em toda Gravatá, sua voz ecoava pelos quatro cantos da cidade.
    Não podemos falar em J. Castor, sem lembrar seu lado político, engajado em campanhas eleitorais, sempre defendendo com firmeza seus ideais e lutando pela melhoria da nossa cidade. Castor emprestava sua voz e seu talento às causas em que acreditava. Era um cidadão atuante e apaixonado por sua cidade.

   Castor era um locutor eclético, ele estava presente em tudo que acontecia na cidade, anunciando, informando, esclarecendo. Como não lembrar do Castor do carro de som, das procissões, dos bailes carnavalescos, das festas, dos comícios, das grandes inaugurações, dos anúncios, do Baile da Saudade, onde se apresentavam grandes artistas.



    Como produtor de eventos Castor trouxe para Gravatá grandes personalidades da música como: Nelson Gonçalves, Núbia Lafayette, Noite Ilustrada, Adilson Ramos, Ângela Maria, Altemar Dutra, Gilliard, Almir do The Fevers, Trio Nordestino, Renato e Seus Blue Caps, entre outros.  

   No dia 03 de dezembro de 1990, Castor iniciou na extinta emissora de Rádio Vale do Ipojuca o Programa Saudade Somente Saudade, programa este de grande repercussão na cidade. Com um repertório musical boêmio, saudosista e de bom gosto, como ele dizia: um desfile dos melhores nomes da Música Popular Brasileira.
  No dia 01 de novembro de 1991, Gravatá perdia um filho ilustre, J. Castor aos 54 anos, sua voz se calara dando espaço a recordações e saudade.                     
   Castor mesmo ausente sempre será lembrado, porque seu nome, sua voz, seu trabalho e seu talento marcaram época. Ainda hoje temos a oportunidade de ouvir sua voz forte e marcante que era sua marca, ecoando no centro da cidade em gravações raras, através de sua divulgadora que continua em funcionamento sob a direção de seu filho Adelson Castor. Um pouco dele ficou para ser revivido todos os dias.

  Hoje o Studio J. Castor leva ao ar a saudade inesquecível relembrada através das suas músicas preferidas, da sua poesia e da sua arte. Castor é lembrança viva que a morte não pode apagar.

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