25 anos de saudade de J. Castor
A voz inesquecível de Gravatá

João Castor Sobrinho, mais conhecido como J.
Castor Publicidade nasceu na cidade de Gravatá, interior pernambucano, no dia
12 de outubro de 1937, na Rua Sete de Setembro. Filho de Antônio Castor da Rosa
e Severina Emília Castor da Rosa. Iniciou sua vida profissional fazendo placas
e abrindo letreiros para fachadas de lojas. Mais tarde passou a fazer trabalhos
de locução. Com sua voz forte e imponente, arrancava vários elogios por onde
passava. Trabalhou em algumas emissoras de rádio no Rio de Janeiro, Vitória de
Santo Antão e Gravatá.
Castor foi
uma figura que marcou a história desta cidade, deslumbrando os gravataenses e
não gravataenses que nos visitavam, com sua voz de ouro, inesquecível e
inconfundível conseguiu se perpetuar na comunicação radiofônica, sendo
protagonista e locutor de grandes solenidades, anúncios comercias, crônicas e
reportagens que selecionava para os momentos mais importantes de sua trajetória. Na verdade, Castor abrilhantava e dava um
colorido especial e adequado a tudo que transmitia, ele buscava perfeição, seu trabalho
era único, inigualável.
J. Castor foi o pioneiro da comunicação em
Gravatá. Em 1971 implantou a 1ª divulgadora da cidade, no prédio do Cine
Holanda, onde fazia o maior sucesso com suas propagandas, além de exercer um
papel fundamental que era o de deixar a todos bem informados e cientes de seus
compromissos. Sempre cheio de ideias e inovador para sua época, Castor se fazia
ouvir em toda Gravatá, sua voz ecoava pelos quatro cantos da cidade.
Não
podemos falar em J. Castor, sem lembrar seu lado político, engajado em
campanhas eleitorais, sempre defendendo com firmeza seus ideais e lutando pela
melhoria da nossa cidade. Castor emprestava sua voz e seu talento às causas em
que acreditava. Era um cidadão atuante e apaixonado por sua cidade.
Castor era
um locutor eclético, ele estava presente em tudo que acontecia na cidade,
anunciando, informando, esclarecendo. Como não lembrar do Castor do carro de
som, das procissões, dos bailes carnavalescos, das festas, dos comícios, das
grandes inaugurações, dos anúncios, do Baile da Saudade, onde se apresentavam
grandes artistas.
Como
produtor de eventos Castor trouxe para Gravatá grandes personalidades da música
como: Nelson Gonçalves, Núbia Lafayette, Noite Ilustrada, Adilson Ramos, Ângela
Maria, Altemar Dutra, Gilliard, Almir do The Fevers, Trio Nordestino, Renato e
Seus Blue Caps, entre
outros.
No dia 03
de dezembro de 1990, Castor iniciou na extinta emissora de Rádio Vale do
Ipojuca o Programa Saudade Somente Saudade, programa este de grande repercussão
na cidade. Com um repertório musical boêmio, saudosista e de bom gosto, como
ele dizia: um desfile dos melhores nomes da Música Popular Brasileira.
No dia 01 de novembro de 1991, Gravatá perdia
um filho ilustre, J. Castor aos 54 anos, sua voz se calara dando espaço a
recordações e saudade.
Castor
mesmo ausente sempre será lembrado, porque seu nome, sua voz, seu trabalho e
seu talento marcaram época. Ainda hoje temos a oportunidade de ouvir sua voz
forte e marcante que era sua marca, ecoando no centro da cidade em gravações
raras, através de sua divulgadora que continua em funcionamento sob a direção
de seu filho Adelson Castor. Um pouco dele ficou para ser revivido todos os
dias.
Hoje o
Studio J. Castor leva ao ar a saudade inesquecível relembrada através das suas
músicas preferidas, da sua poesia e da sua arte. Castor é lembrança viva que a
morte não pode apagar.
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