Ao Vivo

2 de julho de 2015

"Amo música sertaneja e estou me lixando


 para quem não gosta", diz Datena

Do UOL, em São Paulo
  • Divulgação/Band
    José Luiz Datena faz desabafo e manda o seu recado sobre a polêmica da música sertaneja
    José Luiz Datena faz desabafo e manda o seu recado sobre a polêmica da música sertaneja
Sem citar nomes diretamente, José Luiz Datena fez um desabafo e mandou o seu recado durante a edição do "Brasil Urgente", da Band, nesta quarta-feira (1). O jornalista falou sobre a "excepcional" carreira de Cristiano Araújo e aproveitou o assunto para afirmar que "ama a música sertaneja", mas está se "lixando para quem não gosta".
"Não era só uma. Ele [Cristiano Araújo] tinha várias músicas estouradas. Ele tinha uma carreira excepcional, que, infelizmente, foi interrompida. E só para dizer: eu adoro música sertaneja", exclamou o apresentador. "Eu amo o Zezé, o Leonardo. Agora vão pegar no meu pé porque eu gosto de música sertaneja? Quando você gosta de uma coisa, o cara te arrebenta. Eu amo, eu acompanho e sou amigo de muitos caras aí. Eu gosto e acho que faz parte da riqueza cultura do brasileiro. Esse negócio de ser 'nariz empinado e fresco', para mim, não funciona, não. Estou me lixando para quem não gosta de música sertaneja", completou Datena, sem citar nomes.
"O cara pode até não gostar de algum gênero musical, mas você não gostar, não significa que você tenha que atacar, ser intelectual. Para quê atacar o gênero musical se tem tanta gente que gosta?", acrescentou.
Em seguida, Datena interrompeu o programa policial, buscou o celular no carro (que estava no estacionamento da emissora) e mostrou as músicas baixadas no aparelho. 
No último domingo, Zeca Camargo provocou polêmica ao fazer uma análise para o "Jornal das Dez", da Globo News. Ele disse que Cristiano Araújo "talvez tenha morrido cedo demais para provar que poderia ser uma paixão nacional". Ele listou as mortes de Ayrton Senna, Mamonas Assassinas e Lady Di para questionar: "Como, então, fomos capazes de nos seduzir emocionalmente por uma figura relativamente desconhecida? A resposta está nos livros de colorir", comparou. Segundo Zeca, esse fenômeno editorial destaca "a pobreza da atual alma cultural brasileira".
A crítica fez com que os sertanejos protestassem nas redes sociais. Artistas como Israel Novaes, Fernando e Sorocaba, Marcos e Belutti, Munhoz e Mariano, e Henrique e Juliano publicaram imagens em que aparecem tampando os ouvidos após o apresentador afirmar que "de uma hora para outra, fãs e pessoas que não tinham ideia de quem era Cristiano Araújo partiram para o abraço coletivo".
"Tentando tapar o ouvido para tanta bobagem. É triste ver em rede nacional o jornalista Zeca Camargo subestimando, nas entrelinhas da sua reportagem, a força da nossa música sertaneja e a força dos nossos ídolos", reclamou Sorocaba, da dupla Fernando e Sorocaba.
A dupla Henrique e Juliano publicou a imagem de um vaso sanitário com o nome do apresentador. "Tive o desprazer de ouvir suas palavras na televisão e é claro que fiquei espantado com o tamanho do teu despreparo e incompetência. O senhor estava sob efeito de alguma droga?", questionou a dupla no Instagram. "Não é porque o senhor acha que 'cultura' está na tua cintura com a sua dança do ventre, que o senhor tem o direito de desrespeitar quem admira e respeita aqueles que trabalham arduamente para ter o trabalho reconhecido usando um 'microfone diferente' dos que o senhor usa para ganhar o seu", diz o texto.
Desde a notícia da morte de Cristiano Araújo, a fama do sertanejo tem sido questionada por quem nunca havia ouvido falar dele. O cantor foi o artista mais ouvido da Rádio UOL em 2014.
Na crítica para a TV, Zeca afirmou que a música pop brasileira "não precisa ser assim". "Nossa história musical, e mesmo o passado recente, prova que temos tudo para adoramos ídolos de verdade, e para chorar de verdade pela presença deles no palco, ou na saudade da perda. Mas olhando em volta, parece que não temos nada", diz o apresentador.

Enrique Iglesias foi preso por dirigir 


com a habilitação suspensa

Do UOL, em São Paulo
  • Reprodução/Facebook
    No começo do mês de junho, Enrique Iglesias se feriu com hélices de um drone
    No começo do mês de junho, Enrique Iglesias se feriu com hélices de um drone
Enrique Iglesias foi preso no último mês de maio. O cantor, que recentemente teve que reconstruir os ligamentos da mão após se ferir com hélices de um drone, foi detido por estar dirigindo com a habilitação suspensa.

Segundo o "TMZ", Iglesias estava dirigindo um Cadillac Escalade em Miami, quando percebeu a presença das autoridades e tentou passar para o banco de trás, deixando seu empresário assumir a direção. O problema é que o truque foi flagrado pelos policiais e ele foi preso junto com seu manager.
Após ficarem detidos por algumas horas, os dois foram liberados e assinaram notificações para comparecer ao tribunal. A equipe do cantor ainda não se pronunciou sobre o caso.
Apesar de Enrique Iglesias ter sido detido há dois meses, o fato só vazou nesta quarta-feira (1°) na imprensa internacional.

Atriz americana com anorexia dá primeiros passos após conseguir tratamento


Atriz americana Rachael Farrokh, 37, deu seus primeiros passos após meses sem andar por causa de uma severa anorexia nervosa. O marido dela, Ron Edmondson, postou o momento na sua conta no Facebook. Rachael recebe tratamento contra o distúrbio alimentar no UC San Diego Medical Center, na Califórnia (EUA), depois de iniciar em maio uma campanha pela internet para arrecadar fundos Reprodução/Facebook/Ron Edmonson
Leia mais em: http://zip.net/bcrwTn

Apesar de maioria a favor, Câmara rejeita redução da maioridade penal

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília
A Câmara dos Deputados rejeitou na madrugada desta quarta-feira (1º) a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 171/93, que previa a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos de idade para os crimes considerados "graves". No total, a proposta recebeu 184 votos contra, 303 votos a favor e 3 abstenções - por se tratar de emenda constitucional, eram necessários 308 votos a favor para que fosse aprovada. A votação contrária à proposta é vista como um duro golpe ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos principais incentivadores da medida.
Como o texto rejeitado foi o substitutivo apresentado pelo relator Laerte Bessa (PR-DF), a Câmara poderá votar, ainda nesta quarta-feira, a proposta original apresentada pelo ex-deputado federal Benedito Domingos (PR-DF), que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade para todos os crimes, e não apenas para os crimes hediondos e outros tipos considerados graves.
A PEC 171/93 foi apresentada em 1993 e, inicialmente, previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para todos os crimes. Em abril deste ano, uma comissão especial foi criada para analisar os detalhes da proposta. No último dia 17 de junho, com amplo apoio da chamadas bancadas da "Bala" e da "Bíblia", o relatório apresentado pelo relator da matéria, Laerte Bessa (PR-DF), foi aprovado.
O relatório apresentado por Bessa foi resultado de uma série de acordos organizados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que temendo que a redução não fosse aprovada em plenário, aceitou fazer concessões ao texto.
Em vez da redução da maioridade para todos os crimes, o novo texto da PEC previa apenas a redução nos casos em que os jovens a partir de 16 anos cometessem crimes considerados graves. Nessa categoria encontram-se os chamados crimes hediondos, como estupro, sequestro, tortura, por exemplo, além de outros crimes avaliados como graves como a lesão corporal seguida de morte.
Desde que voltou a tramitar na Câmara, a PEC da maioridade penal foi alvo de inúmeras polêmicas. Organizações em defesa dos direitos humanos como a Anistia Internacional, Human Rights Watch e organismos internacionais como o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) se manifestaram contra a medida alegando que não há indícios de que a redução da maioridade penal iria contribuir para a redução da violência.
O governo também se posicionou contrário à proposta. Em abril, a presidente Dilma Rousseff (PT) declarou ser contra a proposta. Em seu perfil no Facebook, a presidente argumentou que "os adolescentes não são responsáveis por grande parte da violência praticada no país". 
Nesta terça-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que também diz ser contra a medida, comparou o impacto da redução da maioridade penal a uma "bomba atômica". "Não vejo consequência só para o governo, vejo para o país. É uma bomba atômica para o sistema prisional dos Estados", disse.
A derrota da proposta que previa a redução da maioridade penal é vista como uma vitória do governo, que se articulou junto a setores da oposição, inclusive do PSDB, para encontrar uma alternativa à PEC.
Entre as medidas apresentadas pelo governo, estão projetos de lei que alterem o ECA e aumentem as penas de internação a jovens infratores. Hoje, a pena máxima de internação para um menor de idade é de três anos de reclusão. O governo já acena com projetos que preveem uma ampliação dessas penas para até oito anos

Tensão

A votação desta terça-feira foi marcada pela tensão. No início da noite desta terça-feira, a Polícia Legislativa chegou a usar gás de pimenta para dispersar um grupo de manifestantes contrários à redução da maioridade penal e que tentavam ingressar na Câmara. 
Também nesta terça-feira, grupos contra e a favor da medida se enfrentaram dentro da Câmara e tiveram de ser separados por policiais. 
Para controlar o acesso às galerias, a direção da Câmara distribuiu senhas. Mesmo assim, um grupo de manifestantes que havia conseguido uma decisão liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele pudesse acompanhar as votações dentro da Câmara foi impedido de entrar nas galerias.
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Veja protestos contra e a favor da redução da maioridade penal58 fotos

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30.jun.2015 - Estudantes protestam contra o projeto de redução da maioridade penal que deve ser votado nesta terça-feira (30) na Câmara do Deputados, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Alheio à pressão dos partidos governistas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quer colocar em votação nesta terça a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que estabelece a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos Leia mais Pedro Ladeira/Folhapress

1 de julho de 2015

Mario Testino será o fotógrafo oficial do 


batizado da princesa Charlotte

Do UOL, em São Paulo
  • Reprodução/Twitter
    Príncipe George com a irmã recém-nascida, a princesa Charlotte
    Príncipe George com a irmã recém-nascida, a princesa Charlotte
O renomado fotógrafo peruano Mario Testino será o responsável pelo retrato oficial da princesa Charlotte, filha de Kate Middleton e príncipe William, no dia do batizado dela. O anúncio foi feito pelo palácio de Kensington nesta terça-feira (30).
"Estou muito honrado em ser escolhido para documentar este momento", falou o fotógrafo. "Fazer o registro da família que é a alma deste país, um país que tem me proporcionado tanto significado", completou.
Testino realizou a foto oficial do noivado do duque e duquesa de Cambridge em 2010. Ele também fotografou a princesa Diana em 1997, momentos antes do trágico acidente de carro que ocasionou a sua morte.
Um representante de Kate e William disse ao jornal britânico "Daily Mail" que o casal está encantado por ter Testino como o fotógrafo deste momento especial para a família real. Ele se tornou famoso pelas fotos que fez de celebridades para editoriais de moda, como Kate Winslet, Kristen Stewart, Catherine Zeta-Jones e Cameron Diaz
O batizado de Charlotte será celebrado na Igreja de Mary Magdalene, em Sandringham, no dia 5 de julho. Kate deu à luz sua primeira filha com o Príncipe William no dia 2 de maio, no hospital St. Mary, em Londres – na mesma ala, chamada de Lindo Wing, onde nasceram os irmãos William e Harry, além de George, primogênito dos duques de Cambridge. 

Cantor Roberto Carlos será avô de uma 


menina

Do UOL, em São Paulo
  • Amauri Nehn/Photo Rio News
Filho de Roberto Carlos, o músico Dudu Braga será pai de uma menina. A notícia foi revelada nesta terça-feira (30) na página oficial de Roberto no Facebook.
"Acertou quem disse que Roberto Carlos será avô de mais uma menina. Dudu e Valeska esperam para outubro a chegada de sua primeira filha!", diz o post na rede social do cantor. O nome da menina, segundo a conta do Rei, será Laura.
Dudu é casado com Valeska, que está grávida de cinco meses. Roberto Carlos já tem seis netos. 
 

Dilma diz que acusações sem prova são 


"um tanto quanto Idade Média"

Do UOL, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff disse, em entrevista nos Estados Unidos nesta terça-feira (30), que as acusações sem provas a suspeitos de corrupção na Petrobras são "um tanto quanto Idade Média".
"Quando a gente fala em democracia, falamos é disso: a obrigação da prova ser formada com fundamentos, e não simplesmente com ilações e sem acesso às peças acusatórias. Isso é um tanto quanto Idade Média. Não é isso que se pratica hoje no Brasil."
Dilma disse ainda que não vai demitir ministros "pela imprensa". Dois componentes do primeiro escalão de Dilma, Edinho Silva (Comunicação Social) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), foram citados em delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, um dos delatores da operação Lava Jato, que investiga denúncias na estatal.
A petista disse ainda que, como o governo não tem acesso à delação, "vai aguardar toda a divulgação dos fatos" e acredita "que seja necessário que todos tenhamos acesso às mesmas coisas". "Aqueles que são mencionados [na delação] não têm como se defender porque não sabem do que são acusados", acrescentou, voltando a dizer que os vazamentos são "seletivos".
Dilma afirmou que um dos princípios da democracia é o respeito ao "direito de defesa" e que não ter acesso às peças acusatórias é "um tanto quanto Idade Média".
Dono da UTC, Pessoa afirmou ainda na delação que repassou R$ 3,6 milhões de caixa dois para o ex-tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, e para o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, entre 2010 e 2014.
Na última quinta-feira (25) o STF (Supremo Tribunal Federal) homologou a delação do empresário, o que significa que as informações prestadas por ele em depoimento à Procuradoria Geral da República poderão ser utilizadas como indícios para ajudar as investigações.
Pessoa entregou à Procuradoria-Geral da República planilha intitulada "Pagamentos de caixa dois ao PT" na qual lista repasse de R$ 250 mil à campanha do atual ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) ao governo de São Paulo, em 2010. O empresário acusa o também ministro Edinho Silva (atualmente na Secretaria de Comunicação Social) de tê-lo pressionado para doar R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma em 2014, sob o risco de perder contratos na Petrobras, segundo a revista "Veja". Os dois ministros negam as acusações e dizem que as doações foram legais.
Dilma deu entrevista a jornalistas ao lado do presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca, em Washington. Entre outros assuntos, os dois mandatários anunciaram um acordo para acelerar a emissão de vistos.
O presidente dos EUA evitou tecer comentários acerca das investigações de atos de corrupção na Petrobras. Durante a entrevista coletiva, ele afirmou que normalmente não comenta casos que ainda estão sendo investigados, pois nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça trabalha para a Presidência. "Portanto, não me cabe fazer comentários específicos", disse.


Durante encontro com Dilma, Obama diz ver Brasil como "potência global"



João Fellet e Alessandra Corrêa
Enviados especiais da BBC Brasil a Nova York (EUA)
  • Kevin Lamarque/ Reuters
    O presidente dos EUA, Barack Obama, acena para a presidente Dilma Rousseff durante entrevista na Casa Branca (Washington), nesta terça-feira (30)
    O presidente dos EUA, Barack Obama, acena para a presidente Dilma Rousseff durante entrevista na Casa Branca (Washington), nesta terça-feira (30)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira (30), durante entrevista coletiva com a presidente Dilma Rousseff, que "não vê o Brasil como uma potência regional, mas [como] uma potência global".
Obama e Dilma falaram a jornalistas após se encontrarem na Casa Branca quase dois anos depois de a brasileira cancelar uma visita aos EUA após denúncias de que havia sido espionada pelo governo norte-americano.
Questionada sobre o episódio, a presidente afirmou que o problema havia sido superado. "De lá para cá, algumas coisas mudaram", disse a presidente, citando declarações de Obama de que não haveria atos de "intrusão em países amigos".
"Eu acredito no presidente Obama, e ele também me disse que, se precisasse de alguma informação não pública do Brasil, me telefonaria."
Durante o encontro, Dilma parabenizou Obama pela reaproximação com Cuba: "É o fim da Guerra Fria e o estabelecimento de relação de qualidade [com a América Latina]", disse.
A presidente também afirmou que pretende transformar a cooperação na área de inovação em um dos "temas centrais" nas relações entre Brasil e EUA, e que o Brasil quer dobrar a corrente comercial com os Estados Unidos em uma década.
Informal, Obama chamava a presidente brasileira pelo primeiro nome: "Dilma, quero agradecê-la por elevar a relação bilateral a outro nível." Obama diz querer voltar ao Brasil: "Não tive a chance de ir ao Carnaval, e o vice-presidente [Joe] Biden foi à Copa do Mundo, não eu."

Clima

Pouco antes, em uma declaração conjunta sobre mudanças climáticas divulgada nesta terça-feira durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, o Brasil se comprometeu a implementar políticas para eliminar o desmatamento ilegal.
O país anunciou também que pretende que sua matriz energética (incluindo biocombustíveis) atinja em 2030 uma participação de 28% a 33% de fontes renováveis, sem contar a geração hidráulica.
A mudança climática vem sendo tratada como um dos principais temas da visita da presidente aos EUA. De acordo com o documento, divulgado durante reunião de trabalho entre Dilma e o presidente Barack Obama, os dois países disseram que pretendem atingir, individualmente, mais de 20% de participação de fontes renováveis, além da geração hidráulica, em suas respectivas matrizes elétricas até 2030.
Em 2012, ultimo ano com dados disponíveis, essa participação era de 12,9% nos EUA e de 7,8% no Brasil, sem contar as hidrelétricas.
O Brasil também promete restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. A meta de restauração, no entanto, é inferior ao total de áreas que devem ser recuperadas, de acordo com o Código Florestal.
Em artigo publicado na revista Science em 2014, pesquisadores afirmaram que o "passivo ambiental" do país, o total de áreas ilegalmente desmatadas que precisam ser recuperadas, soma 21 milhões de hectares.
Não está claro como a meta de recuperação anunciada no acordo com os EUA se relaciona com a previsão do Código Florestal.
Os presidentes lançaram ainda uma iniciativa conjunta sobre mudança climática, com um grupo de trabalho para ampliar a cooperação bilateral sobre o uso da terra e energia limpa.

Emissões de carbono

Os Estados Unidos pressionavam o Brasil a incluir no acordo metas de redução de suas emissões de carbono. O governo norte-americano já havia incluído o item em acordos com outros países, como a China. O Brasil, porém, preferiu anunciar suas metas mais à frente.
Na próxima cúpula do clima em Paris, em dezembro, espera-se que os países anunciem objetivos globais para a redução das emissões de carbono para frear o aquecimento global.
Ao fechar acertos com outros países antes da conferência, Obama tenta chegar a Paris fortalecido para as negociações. Ele diz que uma das prioridades de sua política externa é conseguir um acordo forte em Paris.
O Brasil, no entanto, reluta em se antecipar à cúpula do clima e se articula com outros países emergentes para a negociação em Paris. No domingo, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, se reuniu em Nova York com representantes da China, da Índia e da África do Sul para discutir suas posições.
Ao fim do encontro, ela disse que os quatro países --membros do bloco Basic, formado em 2009, pouco antes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas-- levarão a Paris discussões sobre os custos da transição para uma economia menos poluente.
Tradicionalmente, países emergentes cobram o apoio financeiro de nações ricas para alterar suas matrizes energéticas.

Obama e Dilma acertam aceleração de 


vistos


Do UOL, em São Paulo
  • Saul Loeb/AFP
A presidente Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concordaram nesta terça-feira (30) em tomar uma série de medidas para facilitar o trânsito de pessoas e produtos entre os dois países.
Os líderes concordaram em tomar medidas para que cidadãos norte-americanos e brasileiros possam viajar entre os dois países sem vistos e para permitir aos brasileiros se inscrever no programa de aceleração de entrada nos EUA conhecido como "global entry" quando visitarem os EUA a partir de 2016.
Obama saudou ainda que a aliança com o Brasil tenha alcançado um novo nível durante a visita da presidente Dilma à Casa Branca.
"Dilma, quero agradecer por ter levado a aliança entre nossos países a um novo nível", afirmou Obama durante coletiva conjunta, após uma reunião de duas horas. Ele também agradeceu a Dilma por sua amizade.
Obama afirmou que Brasil e EUA são "parceiros naturais".
"Há muito mais que Brasil e EUA podem fazer juntos", disse Obama, destacando que ambos os países são grandes democracias e que as diferenças sociais podem ser reduzidas quando há investimentos nas pessoas. "Como duas das maiores democracias do mundo, conhecemos as injustiças da pobreza e da desigualdade", observou Obama.
Segundo ele, desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos, as exportações do país para o Brasil aumentaram mais de 50%, com o comércio entre os países passando de US$ 1 bilhão por ano.
Obama destacou que a relação entre Brasil e Estados Unidos poderá ser aprimorada em infraestrutura, ciência e educação, defesa, energia e na luta contra a mudança climática, incluindo o combate ao desmatamento na Amazônia.
Em tom amigável, Obama ainda comentou que ganhou uma camisa verde e amarela da presidente Dilma, mas disse que não poderá usá-la em público porque precisa defender os EUA. (Com agências internacionais e o Estado de S.Paulo)