Ao Vivo

2 de fevereiro de 2016

Ex-SBT, humorista Batoré fará "Velho 


Chico": "Vão me confundir com Santoro"

Paulo Pacheco
Do UOL, em São Paulo
  • Montagem/Ivann Gomes/Arquivo pessoal
    O humorista Ivann Gomes como Batoré (à esquerda) e como delegado em "Velho Chico"
    O humorista Ivann Gomes como Batoré (à esquerda) e como delegado em "Velho Chico"
Há 12 anos sem contrato na TV, o humorista Batoré conseguiu um papel improvável na carreira. O comediante, famoso pelas aparições em "A Praça É Nossa", do SBT, está escalado para "Velho Chico", próxima novela das nove da Globo, com estreia prevista para março.
Na trama, Batoré (nome artístico de Ivann Gomes) fará um delegado "meio nojento e cínico", como explica o ator ao UOL, emendando uma piada a outra durante a entrevista. O personagem, sem nome, terá ligações com o coronel Afrânio (Rodrigo Santoro) e o capitão Rosa (Rodrigo Lombardi).
"Minha participação vai durar entre seis e oito capítulos, mas será importante porque o delegado fica muito próximo dos protagonistas. A produção é cinematográfica. Em 20 anos de televisão, nunca tinha ficado espantado com tanta estrutura", conta.
Batoré passou o mês de janeiro no Nordeste gravando a novela. Voltará em fevereiro para as últimas cenas de seu personagem. "Gravei com Chico Diaz e Rodrigo Lombardi. Logo de cara, essas feras. Dia 5 vou gravar com o Rodrigo Santoro. Tenho medo de as atrizes confundirem na hora de beijar", brinca.
Durante as gravações, Batoré recebeu o apoio de Rodrigo Lombardi, que tietou o humorista nos bastidores. "Rodrigo Lombardi foi extremamente atencioso comigo. Quando me viu, ficou surpreso, disse que era meu fã, tirou foto. Almoçamos juntos, batemos texto, me ajudou muito", elogia.
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"Velho Chico"4 fotos

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Rodrigo Lombardi e Batoré nos bastidores gravação de "Velho Chico" Ivann Gomes/Arquivo pessoal
Retorno à TV
Nascido em Serra Talhada, no sertão pernambucano, o humorista conta não acreditou quando foi procurado pela direção de "Velho Chico" para atuar na novela: "Ligaram na pousada onde eu estava. Quase mandei tomar naquele lugar, porque pensei que fosse trote. Estavam havia três semanas atrás de mim, fiquei envaidecido com isso".
"Velho Chico" é o primeiro trabalho fixo de Batoré desde quando deixou o elenco de "A Praça É Nossa", há 12 anos. Saiu do humorístico brigado com Carlos Alberto de Nóbrega, com quem nunca mais teve contato. 
Após "Praça", peregrinou por emissoras em participações pequenas e se apresentou no teatro. Também fez parte da "Escolinha do Gugu", na Record. Foi vereador em Mauá, cidade da Grande São Paulo onde mora há 45 anos, porém foi cassado por infidelidade partidária. De volta à TV, o humorista deseja retomar sua carreira na Globo.
"['Velho Chico'] passa a ser um divisor de águas na minha carreira, 'Antes da Globo' e 'Depois da Globo'. Isso mostra que consigo fazer outra coisa além do humor. Jô Soares sempre fala que o humorista é mais ator do que o próprio ator. Não sinto dificuldade, porque foi um dom que Deus me deu", diz, esperançoso.
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'É um tríplex Minha Casa Minha Vida', 


diz advogado em defesa de Lula


Do Rio
  • Eduardo Knapp/Folhapress
Integrante da equipe de defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o criminalista e ex-governador do Rio Nilo Batista classificou de "factoides" as suspeitas de que o petista tenha sido proprietário oculto de um tríplex no Guarujá e se beneficiado da obra da construtora Odebrecht em sítio frequentado por ele em Atibaia. "É um tríplex Minha Casa Minha Vida", disse Batista, para quem o serviço no sítio não passou de "um puxadinho com corredor e quatro quartos".
De acordo com Batista, que governou o Estado do Rio em 1994, quando o governador Leonel Brizola se desincompatibilizou para disputar a Presidência da República, "o presidente (Lula) se dá conta de que é uma luta antes de mais nada política e sente ser injustiçado e achincalhado sem ter feito nada".
"Tem candidato a presidente com apartamento na Vieira Souto (avenida valorizada na orla de Ipanema, zona sul carioca). Este de Guarujá é um tríplex Minha Casa Minha Vida, coisa modesta", comparou o advogado, sem citar diretamente o tucano Aécio Neves, que perdeu a disputa presidencial para Dilma Rousseff em 2014. Na época da campanha, Aécio morava com a mulher e os filhos em um apartamento na Vieira Souto, de frente para a praia.
Segundo Batista, a mulher de Lula, Marisa Letícia, comprou cotas da cooperativa Bancoop para o empreendimento do Condomínio Solaris, no Guarujá. O condomínio foi assumido pela empreiteira OAS depois que a Bancoop quebrou. Batista diz que Leo Pinheiro, ex-presidente da empresa Leo Pinheiro investigado na Operação Lava Jato, foi quem teve a iniciativa de reformar o apartamento que caberia ao casal Lula da Silva e que o petista nunca soube do custo da obra.
Para Batista, é natural que presidentes de empresas tenham contato direto com o ex-presidente. "Se o Lula for comprar um sabonete na Granado, o presidente vai querer atendê-lo. Lula fez muitos amigos não só na indústria da construção civil, mas no agrobusiness, no setor automotivo, na siderurgia, no empreendedorismo financeiro. Lula conversa com Leo Pinheiro, mas desde o primeiro momento achou o apartamento inadequado" disse o advogado.
O ex-presidente achava que seria muito assediado e não teria condições, por exemplo, de fazer um passeio na praia, afirmou o criminalista. "Dona Marisa foi lá (no apartamento em obras) duas vezes. Leo Pinheiro fez obras por iniciativa própria. Lula nunca soube o preço das obras. No fim do ano passado, dona Marisa desistiu da compra", acrescentou.
Sobre obras no sítio em Atibaia frequentado por Lula e Marisa, que teriam sido pagas e executadas pela empreiteira Odebrecht, Batista disse ser possível que "algum amigo empresário tenha ido visitar (Lula) e achado que devia fazer obras". "Mas está é uma questão entre particulares", sustentou. O advogado afirmou que ainda está reunindo mais informações sobre o sítio, mas minimizou a importância da obra. "É um puxadinho com corredor e quatro quartos."
Batista criticou a ex-dona de uma loja de materiais de construção que disse que a Odebrecht gastou cerca de R$ 500 mil na obra do sítio, por não ter emitido notas fiscais em nome da empreiteira. Patrícia Fabiana Melo Nunes, antiga dona do Depósito Dias, disse à "Folha de S. Paulo" que recebia pagamentos em dinheiro vivo e que emitiu recibos em nome de outras empresas, mas afirmou ter certeza de que eram ligadas à Odebrecht. Parte do material, segundo ela, foi vendida sem registro fiscal. "Se ela tivesse as notas, teríamos hoje o valor integral da obra", afirmou Batista.
O criminalista ironizou a notícia, também publicada pela "Folha de S. Paulo", de que Marisa comprou um barco, no valor de R$ 4.126, em setembro de 2013, e mandou entregá-lo no sítio em Atibaia, o que comprovaria a ligação de Lula com a propriedade.
"Será que o erro foi ter mandato o bote para um açudezinho? Será que ela deveria ter mandado para o apartamento em São Bernardo (onde vivem Lula e Marisa) e botado flores dentro?", questionou o advogado, que se incorporou à defesa do ex-presidente em dezembro passado e disse não cobrar honorários pela causa.
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Moro condena Zelada a 12 anos de prisão


 por corrupção e lavagem de dinheiro


De São Paulo
  • Mauro Pimentel/Folhapress
O juiz federal Sérgio Moro condenou nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, o ex-diretor de área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Moro condenou, ainda, o lobista João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do PMDB na estatal e aliado do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), a seis anos e oito meses de reclusão. Foram condenados também Eduardo Costa Vaz Musa. ex-gerente da estatal petrolífera, a dez anos de reclusão e Hamylton Pinheiro Padilha Júnior a oito anos de prisão.
Segundo a denúncia da Procuradoria da República, Zelada, na condição de Diretor Internacional da Petrobras, e Eduardo Musa, gerente da área internacional da Petrobras, aceitaram propina de cerca de US$ 31 milhões de Hamylton Padilha e de Hsin Chi Su Nobu Su, para favorecer a contratação, em 22 de janeiro de 2009, da empresa Vantage Drilling Corporation para afretamento do navio sonda Titanium Explorer pela Petrobras ao custo de US$ 1,81 bilhão.
Moro decretou o confisco de R$ 123,6 milhões dos saldos sequestrados em duas contas em nome de Zelada e da offshore Rockfield International, constituída no Panamá, no Banco Julius Baer, no Principado de Monaco, com saldo total de cerca de 11,6 milhões de euros.
"As contas receberam os ativos criminosos decorrentes da propina paga no contrato que é objeto da presente ação penal e que há indícios de que receberam propinas também decorrentes de outros contratos da Petrobras, estando sujeitos os saldos à decretação de confisco em outras ações penais, o que significa que, apesar do elevado valor, não necessariamente será o confisco ora decretado suficiente para restituir à vítima o produto dos crimes que constituem objeto deste feito", assinalou o magistrado.
Na sentença, o juiz Moro assinalou: "No que se refere à Jorge Luiz Zelada, reitero a existência de provas de que seria titular de outras contas em nome de offshore no exterior e que não tiveram os saldos sequestrados por este Juízo, como as contas na Suíça (duas pelo menos), havendo também transferências dele significativas para contas na China e que podem ter como destino contas por ele controladas no referido país. As provas são de que ele movimentou seus ativos criminosos em 2014, já durante a investigação da Operação Lava Jato, tentando colocar seus ativos criminosos a salvo no Principado de Monaco, o que por si só representa a prática de novos atos de lavagem durante a investigação e tentativa de frustrar a aplicação da lei penal."
O juiz da Lava Jato destaca que Zelada foi denunciado em novas ações penais 'e por novos esquemas criminosos, pela prática de novos crimes de corrupção'.
Em relação a João Augusto Rezende Henriques, o juiz federal observou 'a persistência do risco à aplicação da lei penal, já que mantém diversas contas offshores no exterior (pelo menos duas na Suíça) cujos saldos ainda não foram sequestrados por este Juízo, tendo condições de frustrar a recuperação do produto do crime'.

Cunha

Sérgio Moro alertou para 'indícios de profissionalismo na prática de crimes de corrupção e lavagem'. O magistrado destacou 'a gravidade em concreto não só do crime que é objeto da presente ação penal, mas dos crimes por ele admitidos como o pagamento de propina ao atual presidente da Câmara dos Deputados, terceiro na linha da sucessão presidencial'. O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é alvo de investigação na Procuradoria Geral da República. Ele nega.

Defesas

Em suas alegações finais no processo, Jorge Zelada, por meio do criminalista Nélio Machado, argumentou que "não se configurou o crime de corrupção" e "que não houve irregularidades" na contratação do navio-sonda da Vantage. Argumentou que não houve prejuízo à Petrobrás e que os delatores e réus no processo Hamylton Padilha e Eduardo Musa disseram que nunca trataram diretamente com Jorge Zelada sobre a propina.
Por fim, a defesa pede a absolvição de Zelada. O criminalista alegou ainda que o juiz Sérgio Moro "é incompetente" e 'suspeito' para julgar o caso".
A defesa do acusado de operar propinas ao PMDB João Augusto Rezende Henriques argumentou em suas alegações finais que "mantinha amizades na Petrobras, por ter trabalhado na empresa, mas não praticou ilícitos criminais". Suas consultorias via Trend Empreendimentos foram licitas e "que não há prova material do crime". A defesa pede a "absolvição e a revogação da prisão preventiva".
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1 de fevereiro de 2016

29 de janeiro de 2016


Kim Basinger deve participar da continuação de "Cinquenta Tons de Cinza"






Do UOL, em São Paulo
  • Larry Busacca/Getty Images
    A atriz Kim Bassinger, 62 anos, deve estrelar novo "Cinquenta Tons Mais Escuros"
    A atriz Kim Bassinger, 62 anos, deve estrelar novo "Cinquenta Tons Mais Escuros"
A atriz Kim Basinger está em fase final de negociações para atuar em "Cinquenta Tons Mais Escuros", continuação do sucesso de bilheteria "Cinquenta Tons de Cinza", publicou o site da revista "The Hollywood Reporter".
No novo longa, Basinger deve interpretar a personagem Elena Lincoln, uma mulher de negócios e ex-amante do protagonista Christian Grey, que o apresentou às práticas do sadomasoquismo.
Caso a escalação seja de fato confirmada, será a volta da atriz, que ganhou fama nos anos 1980 com o filme "9 1/2 Semanas de Amor", ao universo do drama erótico.
A adaptação da obra da escritora E.L. James está prevista para 10 de fevereiro de 2017, novamente estrelada pelo casal Dakota Johnson e Jamie Dornan, que voltarão aos papéis de Anastasia Steele e Christian Grey. 
O filme será dirigido por James Foley ("Sucesso a Qualquer Preço" e "Medo"), com roteiro de Niall Leonard, escritor e marido de E.L. James.ja trailer de "Cinquenta Tons Mais Escuros".
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