
1 de dezembro de 2015
Advogado de Zeca Pagodinho diz que
prisão de 3 anos é "absurda" e "injusta"
Do UOL, em São Paulo
O cantor Zeca Pagodinho foi condenado, pela Promotoria de Justiça de Defesa do Prodep (Patrimônio Público e Social), a três anos de detenção em regime aberto por causa de superfaturamento em dois shows feitos no dia 18 e 21 de abril de 2008 em Brasília. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa (ainda a ser definida), mas ainda cabe recurso. Para o advogado do cantor, Bernardo Botelho Pereira de Vasconcelos, a "condenação é absurda" e "não se sustenta na prova dos autos, nem mesmo diante dos fatos".
Segundo Vasconcelos, Zeca não participou do processo administrativo de contratação do show. "O que o artista fez foi assinar contrato para realizar show em Brasília. Para esse evento cobrou o cachê padrão e usual da época e fez a apresentação que constava do roteiro do show contratado", disse o advogado em comunicado.
De acordo com o Prodep, para o show do dia 18 de abril foram gastos R$ 170 mil apenas com o pagamento do cachê de Zeca Pagodinho, mas as apresentações realizadas meses antes custaram cerca de R$ 200 mil pelo cachê artístico e outros serviços.
Vasconcelos disse ainda que não houve qualquer diferença entre o show realizado em Brasília e qualquer outro feito por Zeca na mesma época. "Seja na sua duração, seja no seu valor, conforme foi provado nos autos. Assim, não há que se falar em superfaturamento, posto que o artista recebeu o que cobrava de todos", afirmou.
Zeca Pagodinho foi condenado junto com outras quatro pessoas: César Augusto Gonçalves, Ivan Valadares de Castro e Luiz Bandeira da Rocha Filho, ex-ocupantes de cargos em comissão na Brasiliatur, e Aldeyr do Carmos Cantuares, representante da empresa Star Comércio, Locação e Serviços Gerais Ltda.
Os três primeiros foram condenados a quatro anos e oito meses de detenção em regime semiaberto e multa no valor de 2% dos dois contratos. Já Cantuares, recebeu condenação de três anos e seis meses de detenção em regime aberto, além de multa no valor de 2% dos dois contratos. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de valor que ainda será estipulado pela Justiça.
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Após críticas, Roberta Miranda ri e
concorda: "Essa roupa está horrível"
Do UOL, em São Paulo
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Roberta Miranda chamou a atenção do público na manhã desta terça-feira (1) ao se apresentar com um look despojado durante o programa "Encontro com Fátima Bernardes", da Globo. A cantora estava de terninho roxo claro, uma blusa amarela por baixo e, para completar o figurino, bermuda jeans marrom e tênis. Nas redes sociais, internautas se dividiram entre elogios e críticas, e outros até compararam a bermuda da cantora ao do personagem Chaves. Roberta Miranda --mas podem me chamar de a "rainha do Instagram"-- chegou a um dos assuntos mais comentados no Twitter Reprodução/TV Globo
Após críticas recebidas pelo look despojado no "Encontro com Fátima Bernardes", da Globo, Roberta Miranda publicou um vídeo em seu perfil no Instagram na tarde desta terça-feira (1), no qual repercute o assunto e ri da situação.
"Ah, não, ah, não. Vendo agora a filmagem, parte de vocês tem razão: essa roupa está horrível, essa roupa está fod*", disse ela, sob gargalhadas. "Obrigado pelo toque, galera", escreveu a cantora na legenda.
Roberta Miranda chamou a atenção do público mais cedo ao se apresentar com um look irreverente durante o programa comandado por Fátima Bernardes. A cantora estava de terninho roxo claro, uma blusa amarela por baixo e, para completar o figurino, bermuda jeans marrom e tênis.
Nas redes sociais, internautas se dividiram entre elogios e críticas, e outros até compararam a bermuda da cantora ao do personagem Chaves, da série homônima exibida pelo SBT. Roberta Miranda --mas podem me chamar de a "rainha do Instagram"-- chegou a um dos assuntos mais comentados no Twitter.
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Almir Sater, Renato Teixeira e Sérgio
Reis dividem o palco em show em BH
Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte
- DivulgaçãoOs músicos Sérgio Reis e Renato Teixeira apresentam a turnê "Amizade Sincera II"
O Chevrolet Hall, no bairro da Savassi, recebe no próximo sábado (5), a partir das 22h, apresentação única que reúne três dos principais nomes do sertanejo de raiz: Almir Sater,Renato Teixeira e Sérgio Reis.
Os ingressos para o show já estão no 5º lote de vendas, por R$ 300 (inteira) e R$ 150 (meia-entrada); para o setor Mesas, os bilhetes já estão esgotados. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Chevrolet Hall (diariamente, das 12h às 20h) ou pelo site Tickets for Fun.
O show, registrado recentemente no DVD "Amizade Sincera II" é resultado não apenas de uma afinidade musical, mas também de companheirismo - Sérgio Reis e Renato Teixeira são amigos desde a década de 60.
No repertório estarão temas de Teixeira e Almir Sater, como "Romaria", "Um violeiro toca" e "Tocando em frente", além de músicas do cancioneiro tradicional, como "Cuitelinho" e "Beijinho doce".
Serviço
Almir Sater, Renato Teixeira e Sérgio Reis
Quando: sábado, 5 de dezembro, às 22h
Onde: Chevrolet Hall (Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 - Savassi)
Quanto: 5º lote - R$ 300 (inteira) R$ 150 (meia); ingressos esgotados para Mesas
Vendas: www.ticketsforfun.com.br
Mais informações: chevrolethallbh.com.br
Almir Sater, Renato Teixeira e Sérgio Reis
Quando: sábado, 5 de dezembro, às 22h
Onde: Chevrolet Hall (Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 - Savassi)
Quanto: 5º lote - R$ 300 (inteira) R$ 150 (meia); ingressos esgotados para Mesas
Vendas: www.ticketsforfun.com.br
Mais informações: chevrolethallbh.com.br
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No STJ, Benedito Ruy Barbosa busca "vingança" contra Silvio Santos
Colunas - Ricardo Feltrin
- Marcos Ribas/Brazil NewsBenedito Ruy Barbosa move ação contra SBT por conta dos direitos de "Pantanal"
O novelista Benedito Ruy Barbosa, da Rede Globo, torce para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) lhe dê ganho de causa nesta terça-feira (1º), em ação que move contra o SBT.
Benedito exige indenização por danos morais do SBT por causa da reexibição da novela "Pantanal" em 2008. Na ação, o novelista afirma que jamais cedeu os direitos da novela ao SBT, e sim à Globo.
O caso é um tanto confuso. O SBT alega que comprou os direitos diretamente do espólio da falida TV Manchete, que era a real proprietária dos direitos na leitura dos advogados do SBT. Já Benedito alega que os direitos eram dele, e que só poderiam ser negociados por seus representantes.
Por trás da briga, porém, está um velho histórico de amor e ódio entre Benedito e Silvio Santos.
Explico: em meados dos anos 90, Silvio Santos conseguiu contratar Benedito, Gloria Perez e Walter Negrão para um núcleo de dramaturgia que estava montando no SBT. Silvio havia decidido enfrentar a Globo em seu principal produto – as novelas – e para isso precisava de um time de primeira linha de novelistas.
Os três assinaram contrato, mas, dias depois, pressionados pela Globo, voltaram atrás e o rescindiram. Silvio entrou então com uma ação milionária contra os três.
A ação já rolava havia mais de 20 anos e, após 10 anos de seu início, em 2006, o SBT venceu o primeiro dos processos, contra Negrão. Ele foi condenado a pagar R$ 15 milhões e recorreu. Três anos depois, em 2009, foi a vez de Benedito ser condenado em primeira instância pela Quarta Turma do STJ, em valor semelhante.
O processo ainda não terminou mas os três autores já teriam depositado em 2009, cerca de R$ 25 milhões em juízo. Dos bastidores saíram informações de que quem fez esse depósito, na verdade, foi a Globo, mas ao longo dos anos a emissora sempre negou isso.
Rusgas no palco
Em 1998, apesar do processo judicial em andamento, Benedito foi até o SBT receber o troféu Imprensa de Melhor Novela, por "O Rei do Gado" (exibida dois anos antes). Foi recebido no palco por um Silvio Santos brincalhão e jocoso, que o apresentou assim:
Em 1998, apesar do processo judicial em andamento, Benedito foi até o SBT receber o troféu Imprensa de Melhor Novela, por "O Rei do Gado" (exibida dois anos antes). Foi recebido no palco por um Silvio Santos brincalhão e jocoso, que o apresentou assim:
"Ah, mas nós temos que bater muitas, mas muitas palmas para essa pessoa. Sem gozação! Agora vamos falar sério", riu Silvio em um momento em que já era pública a briga entre ambos na Justiça (este colunista estava presente no corpo de jurados).
Benedito passou quase 5 minutos no palco mas, ao final, chegou a lacrimejar enquanto Silvio o cutucava por causa de sua desistência do contrato. Benedito praticamente se desculpou, mas Silvio continuou irônico e disse algo do tipo: "Sem problemas, a gente se vê por aí, nos tribunais". Essas imagens nunca foram exibidas. A edição do Troféu Imprensa as retirou da montagem final que foi ao ar em 1998.
Mas o novelista Benedito nunca engoliu nem o processo e, aparentemente, nem o gracejo do ex "patrão" temporão.
Dependendo do que decidir sobre a reexibição de "Pantanal" pelo SBT em 2008, o STJ pode dar a Benedito alguma vingança para saborear.
Novelas têm mais autores do que parece: conheça dia a dia dos colaboradores
Giselle de Almeida
Do UOL, no Rio
Do UOL, no Rio
- Arquivo pessoalEquipe de "Os Dez Mandamentos": os escritores Emilio Boechat, Marcella (consultora de hebraico), Irene (pesquisadora), Alexandre Teixeira, Vivian de Oliveira, Paula Richard e Joaquim Assis
Eles são responsáveis por criar as cenas da sua novela favorita, mas escrevem praticamente no anonimato. Com um dia a dia tão pesado quanto o do autor principal, os colaboradores não só passam boa parte do tempo (incluindo fins de semana e feriados) envolvidos com a história, como precisam ficar à disposição. As demandas de trabalho não param de chegar, já que se trata de um produto diário que passa facilmente de 150 capítulos.
"Ter uma rotina é o nosso sonho, mas a gente fica em função da necessidade. Novela é um bicho doido que engole todo mundo. Em geral são umas dez horas por dia, mas pode ser que a gente trabalhe três dias seguidos e tenha um dia inteiro de folga. No final, se os filhos lembrarem o nosso nome e os amigos ainda nos cumprimentarem estamos no lucro", brinca Paula Rachid, da equipe de "Os Dez Mandamentos".
Isso sem contar os imprevistos, que acontecem em qualquer trabalho, mas impactam ainda mais um programa que está no ar diariamente e envolve tantas pessoas. "Em 'Chamas da Vida', um ator teve diverticulite, e tivemos que reescrever as cenas dele em cima da hora. Em 'Os Dez Mandamentos', um dos atores teve que se afastar porque o filho nasceu em Belo Horizonte! E foi na reta final, quando a gente tinha menos frente, foi uma loucura. Ninguém vai ao médico, a gente falta a aniversários ou então sai de casa com computador. Já distribuí escaleta (resumo do capítulo) de um restaurante em pleno Dia dos Namorados", conta ela, que também escreveu em "Ribeirão do Tempo" e "Plano Alto", ambas de Marcílio Moraes.
Diferentes métodos de trabalho
Em geral, o autor toma as principais decisões sobre a trama, faz um resumo do que vai acontecer em cada capítulo e distribui as cenas entre sua equipe. Reuniões periódicas fazem parte do processo, mas a frequência varia de acordo com o método de trabalho de cada novelista.
João Emanuel Carneiro, de "A Regra do Jogo", centraliza bastante a produção e raramente reúne sua equipe pessoalmente. Em "Os Dez Mandamentos", Vivian de Oliveira já comandou conversas via Skype, pois um dos roteiristas mora em São Paulo e outro passou uma temporada em Portugal. Já Rosane Svartman e Paulo Halm, de "Totalmente Demais", escrevem num apart hotel enquanto seus colaboradores trabalham na sala ao lado.
Marcos de Paula/Estadão Conteúdo
O escritor e roteirista Antonio Prata
No time das 21h, Antonio Prata conta que a comunicação entre a equipe acontece basicamente por e-mail. "Já passei mais de um mês sem falar com o João [Emanuel Carneiro] diretamente. Ele cria muito sozinho, já aponta até os diálogos. Só de vez em quando, quando precisa de ajuda em alguma trama paralela, quando empaca, chama a gente para uma reunião, mas é raro. É uma produção industrial e solitária. Tem colaborador que vi duas vezes na minha vida", afirma o escritor, que já colaborou com o autor em "Avenida Brasil" e estreou na função auxiliando o pai, Mario Prata, em "Bang Bang" (2005).
Cada autor também tem seu estilo no jeito de conduzir a história. "[Walther] Negrão é um autor mais das antigas, old school. É uma característica dele não planejar muito, não ter uma sinopse muito rígida, vai fazendo a novela enquanto vai ao ar. Gosta de ouvir, até para decidir os rumos da novela. A Duca Rachid e a Thelma Guedes têm sinopse, mas gostam bastante de ouvir sugestões, principalmente nas tramas que não são a principal", compara Alessandro Marson, atualmente em "A Regra do Jogo", mas que também já escreveu em novelas como "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" e seriados como "Sob Nova Direção" e "Casos e Acasos".
As trocas de informação, no entanto, são constantes entre os roteiristas, que têm sempre a sinopse como referência, mas consultam um ao outro para dados mais recentes, como o nome de alguém que apareceu apenas em um capítulo, por exemplo. E é preciso haver um consenso de que cada frase não destoe de cada personagem.
Embora o produto final seja escrito a uma dezena de mãos, Prata diz que é possível se reconhecer na novela que vai ao ar. "Sempre dá para botar um pouco da sua voz. O autor diz que o cardápio é frango com batata, aí você bota um alecrim, um molho", compara.
Reprodução/Instagram/fabrisantiago
Equipe de "Totalmente Demais": os colaboradores Felipe Cabral, Claudia Sardinha, Mario Viana e Fabrício Santiago com os autores Paulo Halm (de barba) e Rosane Svartman (de jaqueta preta)
Improvisos
Os colaboradores foram a salvação da dupla Svartman e Halm quando souberam que "Totalmente Demais" havia sido aprovada para a faixa das 19h, porque estavam completamente envolvidos com "Malhação: Sonhos", ainda no ar. "Adorávamos as duas. Para nossa felicidade, 'Malhação' teve o maior ibope e foi esticada para 280 capítulos! Trouxemos o Felipe Cabral para nos ajudar. Não embaralhamos nenhuma trama", conta Rosane, que também conta com Mário Viana, Claudia Sardinha e Fabrício Santiago.
Em televisão, os prazos normalmente já são apertados, imagine em uma novela que foi esticada e ainda ganhou continuação, como é o caso de "Os Dez Mandamentos". Assim como os demais colaboradores da trama bíblica, Joaquim Assis vai ter apenas alguns dias de descanso antes de mergulhar na segunda temporada da história de Moisés (Guilherme Winter). Segundo ele, muita coisa já está estruturada, mas vários detalhes ainda precisam ser criados pela equipe.
"Inventar é um prazer, porque a gente vive disso, mas inventar correndo é outra coisa. Já fiz novelas que esticaram, mas com temporada é estreia mundial", brinca. "A gente tem 24 horas para escrever. Às vezes até consigo ir ao cinema à tarde, mas o preço vai ser passar a noite em cima do computador. É uma 'escrevidão' (risos)", conta o roteirista, que começou na função na década de 80, na Globo.
Sua primeira experiência na TV foi em "Roque Santeiro", com Marcílio Moraes e Aguinaldo Silva. "Quem inventou a novela foi o Dias Gomes, mas ela ficou proibida durante dez anos, e quando foi liberada, ele não queria mais escrever. Era uma equipe bem menor. A diferença é que a gente escrevia um capítulo inteiro. E era na máquina de escrever. Quando você tinha uma ideia nova, tinha que cortar e colar com durex, depois pedir para o motociclista buscar os capítulos e levar para a emissora. O ritmo das novelas hoje também é mais ágil", compara.
Reprodução/Instagram/ale_marson
Os colaboradores Thereza Falcão e Alessandro Marson com o autor João Emanuel Carneiro: parte da equipe de "A Regra do Jogo"
No ar é diferente
Assistir à novela também faz parte do ofício, já que muitas vezes as contribuições de elenco, cenografia, direção, arte, figurino e outras equipes inspiram o texto.
"No ar é muito diferente do que você imaginou.As camisetas do Romero(Alexandre Nero), por exemplo, compõem o personagem. Quando vi, pensei: 'Legal, a gente pode começar a pedir frases também'. Foi uma surpresa legal. Em 'Avenida Brasil', o José de Abreu passava horas na maquiagem para ficar com os dentes podres, mas usava uma barba imensa que não deixava ver. Aí ele inventou aquela risadinha que fez o maior sucesso. Depois a gente já começou a colocar no roteiro", diz Marson.
Embora seja o projeto de alguns, nem todo mundo tem vontade de escrever a própria novela. "O autor tem que lidar com emissora, discutir certos assuntos, e eu não tenho vocação para isso. A vantagem é ganhar mais dinheiro", brinca Assis.
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Renovado, Calendário Pirelli tem Serena
Williams entre estrelas para 2016
Do UOL, em São Paulo
- Annie Leibovitz/PirelliTenista foi fotografada por Annie Leibovitz e estampará mês de abril em publicação
Serena Williams é uma das estrelas do Calendário Pirelli 2016. As imagens foram feitas pela fotógrafa Annie Leibovitz e divulgadas nesta segunda-feira, em Londres, com uma drástica mudança editorial na publicação.
Ao longo de mais de 40 anos, o calendário se tornou mundialmente famoso por publicar algumas das mulheres mais sensuais do mundo, vestindo trajes sumários em cenários paradisíacos. No entanto, a edição lançada nesta segunda-feira adotou um tom bem mais recatado, deixando de lado a exploração dos corpos das escolhidas para posar.
"Um novo tipo de Calendário Pirelli foi revelado, apresentando 12 meses de mulheres escolhidas (principalmente) por seus feitos. Apesar de o calendário ter, em raras ocasiões, apresentado mulheres vestidas (notavelmente em 2013, quando foi fotografado no Brasil por Steve McCurry), esta é a primeira vez que não há poses provocantes", explica o jornal The New York Times. "Pela primeira vez, o atrativo das retratadas está em seus currículos, não em suas medidas", resume.
Dentre os nomes mais conhecidos do Calendário Pirelli 2016, estão Ava DuVernay (julho), diretora do longa-metragem Selma; Shirin Neshat (setembro), artista iraniana; Yoko Ono (outubro), artista e ativista política; e Patti Smith (novembro), roqueira.
Serena estampa o mês de abril no calendário e é uma das poucas exceções da publicação a aparecer seminua – a outra exceção é Amy Schumer (dezembro), atriz e comediante. A tenista aparece de costas, de topless, com os cabelos soltos. Já a comediante aparece propositadamente nua, fingindo não ter recebido o aviso de que poderia posar vestida.
"É impossível ignorer o empoderamento das mulheres", diz Jennifer Zimmermann, diretora de estratégia da McGarryBowen, agência de publicidade responsável pela publicação. "Além disso, quem é que usa um calendário hoje em dia? Ele tem que se posicionar para algo mais", completou, em declarações ao The New York Times.
Annie Leibovitz, por sua vez, disse que optou por fotos em preto e branco em estúdio para fazer "algo completamente diferente, mas ainda simples". "Sugeriram que fotografasse mulheres ilustres. Após termos concordado com isso, o objetivo era ser muito simples. Eu queria que as imagens mostrassem as mulheres exatamente como elas são, sem nenhuma pretensão", afirmou.
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