2 de dezembro de 2015
Pelé supera Messi em Bolas de Ouro após
revisão da revista France Football
Do UOL, em São Paulo
- Michael Probst / APEm nova contagem, Pelé teria sete Bolas de Ouro. Messi vem atrás com quatro
Considerado o maior atleta do século XX, Pelé ultrapassou Messi na lista de maior vencedor de Bolas de Ouro, prêmio criado pela revista France Football em 1956.
Em edição especial de 60 anos do prêmio publicada nesta terça-feira (1), a revista francesa revisou a premiação desde sua criação e homenageou Pelé.
A revisão acontece porque até 1995 somente jogadores europeus concorriam à Bola de Ouro. Até 2010, quando o prêmio foi unificado com o da Fifa, apenas jogadores de clubes europeus entravam na lista da France Football.
Se consideradas as regras atuais do prêmio concedido pela revista, com jogadores do globo inteiro, Pelé teria sete troféus, deixando Messi para trás com quatro.
O tricampeão mundial com a seleção brasileira teria sido o melhor jogador do mundo em 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1965 e 1970. Pior para nomes como Alfredo Di Stefano, eterno ídolo do Real Madrid, e Gerd Müller, artilheiro do Bayern de Munique, que perderam o posto.
Além de Pelé, outros dois brasileiros foram lembrados na revisão de prêmios da Bola de Ouro da France Football: Garrincha e Romário.
Garrincha ficou com o prêmio em 1962, quando foi o melhor jogador da Copa que deu o bicampeonato mundial à seleção brasileira. E Romário levou o de 1994, quando liderou o Brasil ao tetra nos EUA.
Maradona também foi lembrado pela France Football e ficou com a Bola de Ouro de 1986, quando carregou a Argentina ao seu último título mundial, com direito ao gol mais bonito da história das Copas.
Reprodução
Pelé é homenageado pela France Football e ganha sete Bolas de Ouro
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"Astro pornô feminista", James Deen é
acusado de estupro por ex e colegas
Do UOL, em São Paulo
- Gabriel Bouys/AFPO ator pornô James Deen está sendo acusado de estupro
Chamado de "astro pornô feminista" pela imprensa norte-americana, o ator James Deen foi acusado de estrupo por três mulheres, incluindo sua ex-namorada Stoya, também atriz pornô.
A primeira acusação contra Deen veio de Stoya, que publicou um desabafo em seu Twitter no último sábado (28). "Aquele momento em que você entra na internet por um segundo e vê pessoas idolatrando o cara que te estuprou como um feminista. James Deen me segurou e me estuprou enquanto eu dizia 'não, pare' e usava minha palavra de segurança. Eu não posso simplesmente acenar e sorrir quando as pessoas falam dele", afirmou. Os dois namoraram em 2013.
Na segunda-feira, outra atriz da indústria, Tori Lux, disse ter sido estuprada pelo ator, em um artigo para o site The Daily Beast. Segundo Lux, Deen a atacou após os dois gravarem uma cena, na presença de outras pessoas, que não fizeram nada para contê-lo.
Uma terceira atriz, Ashley Fires, disse ao Daily Beast que também foi assediada por Deen em um estúdio, após filmar. Fires relatou que o ator tentou agarrá-la enquanto ela saía do banho e que, um ano depois, veio confrontá-la por ela ter contado o ocorrido a outras pessoas, justificando o porquê de não trabalhar com ele. Ele ainda teria aconselhado a atriz a mentir sobre o motivo: "Você pode dizer outra coisa? Fale que eu pareço com seu irmão".
Em seu Twitter, Deen negou as acusações. "Algumas acusações odiosas foram feitas contra mim nas redes sociais. Quero assegurar meus amigos, fãs e colegas que essas alegações são falsas e difamatórias. Eu respeito as mulheres e respeito limites tanto profissional quanto privadamente".
Consequências
Desde que as acusações vieram à tona, James Deen já sofreu consequências profissionais. Uma web série culinária que ele apresentava não foi renovada e a coluna sobre amor e sexo que escrevia para o site The Frisky foi cancelada.
Segundo o site TheWrap, os representantes de Deen não comentaram sobre esses projetos, e disseram que o ator está dando sequência a outros trabalhos, incluído um piloto para a TV e um documentário sobre sua vida, que deve ir ao ar em 2016.
Nos últimos anos, Deen buscava estender sua carreira para além do pornô. Ele contracenou com Lindsay Lohan em 2013 no filme "The Canyons".
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STF autoriza abertura de inquéritos contra
Delcídio, Renan, Jader e Aníbal Gomes
Os pedidos de abertura de inquérito foram encaminhados ontem ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Hoje, Zavascki abriu as investigações e já determinou a realização de diligências, com a remessa dos dois casos para a Polícia Federal. Os parlamentares são investigados pelas práticas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Com a abertura das novas investigações, o número de inquéritos da Lava Jato na Corte sobe para 35 e o total de investigados cresce para 68, com 14 senadores na lista.
As peças são mantidas em segredo de Justiça no tribunal e têm como fundamento duas petições ocultas. Na Lava Jato, procedimentos desse tipo têm sido usados para abrigar delações premiadas ainda mantidas em sigilo na Corte. Uma das delações homologadas pelo ministro Teori Zavascki, do STF, em data próxima à das petições que originaram as novas investigações, é a do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.
Em delação premiada, Baiano citou os nomes de Renan, Jader, Delcídio e do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, ao narrar suposto recebimento de US$ 6 milhões em propinas em contratação do navio-sonda Vitória 10.000, em 2006. Baiano também afirmou em delação que Delcídio teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O lobista é tido como um operador do PMDB no esquema de corrupção e desvios na Petrobras e, em delação premiada, também fez menção ao nome do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
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No Brasil, 20% recebem pena alternativa; na Europa, proporção é inversa
Bernardo Barbosa
Do UOL, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
- Marlene Bergamo - 6.jan.2014/FolhapressPresos em cela lotada no Maranhão; juízes resistem a penas alternativas, diz pesquisa
O uso no Brasil de penas alternativas à prisão, como prestação de serviços comunitários e pagamento de multas, é limitado na comparação com países desenvolvidos e esbarra na resistência de juízes à sua aplicação, indicam estudos e especialistas. A política, no entanto, é defendida por magistrados como o presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), José Renato Nalini, chefe do Poder Judiciário estadual com a maior população carcerária do Brasil em números absolutos (cerca de 220 mil pessoas).
A pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) feita a pedido do Ministério da Justiça mostra que, em 1.394 processos concluídos com condenação a penas privativas de liberdade ou a penas alternativas, apenas 20,7% receberam essa última punição. O restante foi condenado a prisão, regime semiaberto ou aberto.
Publicada na íntegra em março, a pesquisa do Ipea foi feita em Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo com base em processos que tiveram baixa em 2011.
Em São Paulo, Estado com a maior população carcerária do país, o panorama é similar. Em setembro, o TJ-SP fez 41.399 execuções de penas alternativas, contra 130 mil em regime fechado. Somadas as execuções para regimes fechado, semiaberto, aberto e de penas alternativas, o último grupo representa 12% do total.
Já em alguns países europeus, a proporção é quase oposta. Na Inglaterra e no País de Gales, segundo informações do governo do Reino Unido, 19% dos condenados cumpriram alguma pena restritiva de liberdade em 2014. A multa foi a punição determinada pelos juízes em 70% dos casos - 9% prestaram serviços comunitários.
Na Alemanha, em 2010, 79% dos infratores foram condenados a pagar multa, enquanto os 21% restantes representam quem foi para a prisão ou cumpriu regime aberto. Os números são de pesquisas acadêmicas locais e foram reunidos pelo instituto Vera, ONG americana dedicada à fiscalização da Justiça dentro e fora dos EUA.
Segundo o Código Penal brasileiro, penas alternativas podem ser aplicadas a quem cometer crimes com pena inferior a quatro anos, sem violência ou "grave ameaça à pessoa", ou em casos de crimes culposos (sem intenção). Em todas as situações, o réu não pode ser reincidente em crimes dolosos (com intenção). A análise dos "antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado" também é citada na lei.
Um em cada quatro encarcerados poderia cumprir pena alternativa
De acordo com Raquel da Cruz Lima, coordenadora de pesquisa do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, é possível estimar que 150 mil pessoas no Brasil cumprem penas por crimes que podem ser punidos com penas alternativas. Isso equivale a 24,6% da população carcerária no país, que soma 607.731 pessoas, segundo o último Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, do Ministério da Justiça), com dados de junho de 2014.
A pesquisadora faz a ressalva de que é difícil fazer o cálculo de quantas pessoas exatamente poderiam ter pena alternativa pela falta de informações. O Infopen, por exemplo, não indica a quantidade exata de pessoas condenadas por crimes com penas de até quatro anos.
"Só considerando furto, receptação, estelionato e crimes de trânsito, são mais de 37 mil pessoas presas, considerando apenas dois terços da população presa no Brasil, já que o Estado de São Paulo, que tem um terço da população carcerária do país, não forneceu esses dados", diz Raquel. "É seguro fazer uma estimativa de serem pelo menos 150 mil pessoas que, pelo tipo de crime, poderiam receber alternativas."
À frente do programa Justiça sem Muros, de monitoramento do sistema carcerário, Raquel diz que esse número pode ser uma estimativa modesta caso o tráfico de drogas seja levado em conta. Um recente estudo da USP aponta, inclusive, que a preferência pela prisão como punição ao tráfico e ao uso de drogas pode estar diretamente ligada ao aumento da população carcerária brasileira e à consequente superlotação nas cadeias.
Legalmente, o tráfico de drogas é um crime sem violência e que, no caso de réus primários, de bons antecedentes e que não integram organizações criminosas, pode ter pena inferior a quatro anos. Mas a visão preconceituosa dos juízes e promotores faz com que eles dificilmente admitam aplicar penas alternativas para esse crime
Raquel da Cruz Lima
Raquel da Cruz Lima
'Portas de entrada para o crime'
Segundo juízes citados no estudo do Ipea, "a droga e o furto ligados ao tráfico são as portas de entrada para a criminalidade", enquanto as penas alternativas são vistas como "sinônimo de impunidade" e de difícil fiscalização. Os magistrados cujas opiniões foram publicadas não são identificados no documento.
De acordo com o Infopen, 27% dos registros de presos no Brasil, provisórios ou não, têm o crime de tráfico de drogas. Roubo e furto somam 32%.
A situação não é muito diferente em São Paulo, cuja população carcerária fica perto de 220 mil pessoas, segundo o governo estadual. Nas celas paulistas, 82% dos internos respondem por ao menos um dos três delitos, segundo levantamento da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) com base em junho de 2015.
Entre os que cumprem pena alternativa, de acordo com a pasta, furto (18%) e tráfico (10,7%) lideram. Cerca de 11 mil pessoas foram cadastradas no programa paulista de penas alternativas entre janeiro e setembro deste ano - número que equivale a aproximadamente 5% do número de presos no Estado.
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Defesa de historiador diz que Lula é
"avesso à liberdade de expressão"
De São Paulo
O advogado Luís Francisco Carvalho Filho disse nesta terça-feira (1º) que estuda a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para trancar a ação penal aberta pela Justiça de São Paulo a pedido do ex-presidente Lula contra o historiador Marco Antônio Villa, comentarista da TV Cultura e da Rádio Jovem Pan.
Carvalho Filho alega "falta de justa causa" para a ação. "O Villa se limitou a exercer o direito de crítica. A reação do presidente Lula é absolutamente descabida, reação de alguém que, mais uma vez, se revela avesso à liberdade de expressão", assinala o advogado do historiador.
A queixa-crime foi proposta pela defesa de Lula que atribuiu a Villa calúnia, injúria e difamação. Os advogados do ex-presidente sustentam que o historiador fez "afirmações caluniosas" no Jornal da Cultura, edição de 20 de julho. "No referido comentário, Villa disse que o ex-presidente 'mente, mente', que é 'culpado de tráfico de influência internacional', além de 'réu oculto do mensalão', 'chefe do petrolão', 'chefe da quadrilha' e teria organizado 'todos os esquemas de corrupção'", afirmam os advogados de Lula.
A ação foi aberta dia 25 de novembro pelo juiz André Carvalho e Silva de Almeida, da 30ª Vara Criminal da Capital.
O advogado de Villa disse que a decisão judicial o surpreendeu. "Sim, porque eu imaginava que em uma questão como essa a liberdade de imprensa falasse mais alto, que a liberdade de imprensa fosse um elemento que vingasse nesse momento processual."
"A essência da fala do Villa, do historiador e do comentarista, é de que tudo deve ser investigado, tanto as ações pessoais do ex-presidente como a de seus familiares e amigos", pondera Carvalho Filho. "Estamos estudando a possibilidade de ingressarmos com um habeas corpus para trancar a ação penal."
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