Ao Vivo

2 de dezembro de 2015


Hino contra a ditadura, "Caminhando", de Vandré, perdeu festival em 1968


  • Revista Manchete/Divulgação
    Público de 30 mil pessoas consagrou Geraldo Vandré e a canção "Caminhando (Pra Não Dizer que não Falei das Flores)"
    Público de 30 mil pessoas consagrou Geraldo Vandré e a canção "Caminhando (Pra Não Dizer que não Falei das Flores)"
Leia, em primeira mão, trechos do capítulo "A Vida não se Resume a Festivais" da biografia "Geraldo Vandré - Uma Canção Interrompida" (Ed. Kuarup), em que o jornalista Vitor Nuzzi reconta o anúncio dos vencedores do Festival Internacional da Canção em 1968:
"O público, estimado pela imprensa da época em 20 mil a até 30 mil pessoas, queria a vitória de "Pra não Dizer que não Falei das Flores". E se manifestou com veemência após conhecer a decisão dos jurados. O áudio é inequívoco. Mas, infelizmente, não há imagens conhecidas daquele momento. O Centro de Documentação da TV Globo diz possuir alguns poucos takes do festival, mas nenhum em que apareça Vandré. Mesmo a interpretação disponível de Sabiá, com Cynara e Cybele, já é a da fase internacional.
Quando foi entrevistado para a GloboNews, em 12 de setembro de 2010, Geraldo chegou a pedir ao jornalista Geneton Moraes Neto que localizasse as imagens do festival. "Lá na sua estação deve ter", afirmou. Mas elas não foram encontradas, assim como as da entrevista forjada de 1973, na volta do artista ao Brasil. Ao pesquisar para o documentário Uma Noite em 1967, sobre o festival da Record daquele ano, os diretores Renato Terra e Ricardo Calil também não acharam uma única imagem de Vandré. O "sumiço" de Vandré nos arquivos foi tema de uma reportagem publicada em abril de 2011 pelo jornal Brasil de Fato.
Os nomes foram sendo anunciados. (...)
A tensão cresce. E aumenta quando o apresentador Hilton Gomes anuncia que o segundo lugar é de "Pra não Dizer que não Falei das Flores". As vaias tomam conta do ginásio. É preciso que se saiba que não estamos vaiando "Sabiá", mas a decisão do júri, afirmou um espectador ao jornal Última Hora.
Luiz Roberto, parceiro de Vandré em Tristeza de Amar e Ninguém pode mais Sofrer, também estava no Maracanãzinho. E ficou impressionado. "A ideia de entrar sozinho no palco foi genial. Aquilo foi arrasador. Se pusesse aquela orquestra acompanhando – e era uma orquestra muito boa –, não ia ter o mesmo impacto, porque ele foi na essência, foi incrível."
Divulgação
"Geraldo Vandré - Uma Canção Interrompida" (Ed. Kuarup)
Como as vaias não paravam, o próprio Vandré decidiu interceder, defendendo os vencedores do festival, que ainda nem haviam sido anunciados.

Olha... Sabe o que eu acho? Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Hollanda merecem o nosso respeito(aplausos e vaias). A nossa função é fazer canções. A função de julgar, neste instante, é do júri que ali está.
Vaias, muitas vaias, para o eclético júri, formado por Alceu Bocchino, Ary Vasconcelos, Bibi Ferreira, Billy Blanco, o maestro Carioca (Ivan Paulo da Silva), Carlos Lemos, Donatello Grieco, Eli Halfoun, Eneida Costa Martins, Isaac Karabtchevsky, Justino Martins, Nilo Scalzo, Paulo Mendes Campos, Ricardo Cravo Albin e Ziraldo.
Vandré continua: Pra vocês... Pra vocês que continuam pensando que me apoiam vaiando... O público começa a gritar "É marmelada" repetidas vezes, enquanto Vandré, parecendo aflito, tenta falar.Gente! Por favor! Por favor!
A intensidade das vaias diminui, e ele completa, pausadamente. Tem uma coisa só mais. A vida não se resume em festivais. E começa a dedilhar o violão. Enquanto cantava, a multidão agitava lenços brancos – "caloroso adeus ao artista cuja canção vai ser cantada por muito tempo", descreveu o jornal O Globo na edição de 30 de setembro. (...)
Vandré deixou o Maracanãzinho em seu Galaxie e foi para o hotel Plaza, em Copacabana, onde outros artistas estavam hospedados. Depois, saiu para a noite carioca. O desenhista Ziraldo fazia parte do grupo – ele conheceu Vandré exatamente naquela noite. "Ficamos, um bando de amigos, flanando por Copacabana, na madrugada. Pareciam-me, todos, muito despreocupados", conta Ziraldo, que recorda ainda de uma rápida conversa com Vandré. "Ele me disse: Precisava ganhar esse festival. E, com um jeito de mistério: Eu tinha exatamente o que fazer com o dinheiro. Os companheiros precisavam dessa ajuda. Nunca soube que companheiros eram esses. Naquela noite a frase me pareceu qualquer coisa meio parecida com bravata. Soube mais tarde que jovens militares andavam rondando a gente naquela noite com a pior das intenções."
Talvez o receio de Vandré fosse justificado. (...)
Na autobiografia escrita em 1991 com o auxílio do jornalista Gabriel Priolli, o ex-diretor da Globo Walter Clark conta que recebeu uma "ordem" para que Caminhando ou América, América não vencesse. O recado, segundo ele, partiu do ajudante de ordens do general Sizeno Sarmento.
Não era um recado qualquer. Comandante do I Exército, Sizeno havia sido major da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na 2ª Guerra Mundial – é citado várias vezes pelo escritor Rubem Braga em seus relatos de guerra para o Diário Carioca. No início do governo Castello Branco, após a derrubada de João Goulart, foi chefe de gabinete de Costa e Silva quando este era ministro da Guerra. De acordo com o relato, a tal ordem foi ignorada e sequer chegou ao conhecimento dos jurados.
Boni assegura que o júri não sofreu qualquer tipo de pressão. "Não houve nenhuma interferência, nem a mais leve sugestão. O júri foi soberano."
Sobre o relato de Clark relativo ao episódio com os militares, ele conta que não foi informado. "O Walter, talvez para não me preocupar, nunca mencionou esse fato. Quando conversávamos sobre consequências, a gente pensava no endurecimento da censura com nossos telejornais, novelas e outros festivais, mas estávamos acostumados com isso e a só agir quando surgiam problemas. O risco do endurecimento era permanente e não apenas uma consequência do festival."

Serviço:
Lançamento - "Geraldo Vandré - Uma Canção Interrompida"
Data: 2 de dezembro, 20h
Local: Biblioteca Mário de Andrade. Rua da Consolação, 94, Consolação, São Paulo – SP
Entrada gratuita

Bate-papo e noite de autógrafos com Vitor Nuzzi
Data: 11 de dezembro, 19h
Local: Livraria da Vila . Rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, São Paulo - SP
Entrada gratuita

 
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Escolas cariocas trazem a melhor safra


 de sambas dos últimos anos

Anderson Borde/AgNews
Anderson Baltar
Do UOL, no Rio
Lançado com uma festa para convidados na noite de terça (1), no Rio de Janeiro, o CD das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval carioca chega às lojas cercado de expectativa. Pelas quadras e barracões, a empolgação dos sambistas é movida pela percepção de que a safra de sambas-enredo pode ser a melhor dos últimos 15 anos. A coletânea das escolas, que até o início dos anos 90 liderava a lista dos mais vendidos na época natalina (em 1989, vendeu 1,5 milhão de cópias), viveu um longo período de ostracismo, sendo batida nas paradas e no inconsciente coletivo por ritmos como o axé.

Mas, na esperança dos especialistas que participaram de uma enquete organizada pela Rádio Arquibancada (webradio especializada em Carnaval), no que depender da qualidade das obras escolhidas para 2016, o samba-enredo poderá voltar à moda. "A safra de 2016 é uma das melhores dos últimos tempos e equilibrada em alto nível. Talvez tenhamos a melhor leva de sambas desde meados dos anos 90. O que mostra que o samba-enredo é um gênero musical que é sujeito a idas e vindas e renasce, de forma altamente surpreendente", acredita o jornalista e comentarista de Carnaval Fred Soares.

De acordo com os analistas, três sambas largam na frente dos demais em relação à sua qualidade: Imperatriz Leopoldinense, Unidos da Tijuca e Portela. Curiosamente, as duas primeiras escolas trazem enredos baseados no mundo rural. A Imperatriz faz uma homenagem à dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano e a Tijuca exalta a pujança do agronegócio da cidade mato-grossense de Sorriso. Mas, segundo o jornalista Fábio Fabato, a pouca familiaridade dos temas com a folia carioca não foi suficiente para atrapalhar a inspiração dos poetas: "São enredos que, num primeiro momento, causaram estranheza. Porém suas sinopses foram muito bem escritas e ajudaram a surgir bons sambas". A Portela, sob o comando do carnavalesco Paulo Barros, traz um samba com jeitão de anos 80 – o que despertou uma reação apaixonada de seus torcedores.

Na opinião dos analistas, Salgueiro, Beija-Flor, Mangueira, Vila Isabel e Estácio de Sá também contam com sambas de ótima qualidade. Mas, na opinião do produtor musical Chico Frota, ao contrário de anos anteriores, até as obras menos bem avaliadas têm suas virtudes. "Não temos, como em outros anos, sambas de nível muito ruim, que fazem o folião pular a faixa do CD. Temos sambas de qualidade muito boa puxando a safra e outros, bastante interessantes, que devem propiciar bons desfiles", acredita. O jornalista Ralph Guichard destaca como um diferencial nos sambas de 2016 o fato de que todos foram escolhidos em suas quadras com o apoio das comunidades das agremiações: "Sem dúvidas, quando o samba cai no gosto dos componentes da escola, suas qualidades se acentuam, já que o canto é muito mais apaixonado".

Gênero musical de características totalmente singulares, o samba-enredo é feito por encomenda pelos compositores, que buscam vencer a disputa interna  contando  uma história pré-definida pela escola a partir de uma sinopse. E, em um ano de crise, o Carnaval 2016 tem um fator que a distingue dos anos anteriores: a pouca presença de enredos patrocinados.

Na opinião do escritor e historiador Luiz Antônio Simas, as escolas tiveram que usar a cabeça para encontrar bons temas e, a partir daí, propiciar aos seus compositores a oportunidade de fazer sambas de melhor qualidade. "Um enredo ruim dificilmente consegue trazer um bom samba. Já, mesmo com um bom enredo, o samba, se não for brilhante, pode conquistar seus componentes e ser burilado até o desfile. O samba-enredo não é uma obra fechada; ele pode crescer muito nos ensaios e explodir na avenida. Muitas vezes um samba em que acreditamos muito não acontece e outro, que ninguém apostava, vira a sensação do carnaval", conclui Simas.
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Após cirurgia, Bonner estranha "umbigo 


novo" e Justin Bieber

Do UOL, em São Paulo
  • Reprodução/Instagram/realwbonner
    O jornalista William Bonner
    O jornalista William Bonner
Recuperado da retirada da vesícula, William Bonner comentou o resultado da cirurgia nas redes sociais. Em seu perfil no Twitter, o jornalista brincou que teve três "choques psicológicos pós-cirurgicos". Entre eles, Bonner estranhou seu "umbigo novo" e ter curtido Justin Bieber.
"Três choques psicológicos pós-cirúrgicos. 1) Não tenho vesícula; 2) Mudaram meu umbigo; 3) Eu... eu ouvi uma música do Justin Bieber. E gostei", escreveu Bonner no Twitter, com um "emoji" envergonhado.
O jornalista revelou que, além da cirurgia na vesícula, descobriu uma hérnia umbilical e teve que operar o umbigo. "Os médicos disseram assim: 'Olha, a gente tirou a vesícula, mas achou uma hérnia umbilical e resolveu consertar. Esperamos que você goste...", comentou.
Bonner continuou: "Ontem eu troquei o curativo do umbigo novo. Ficou meio... tipo: não é o meu umbigo, sabe? Fiquei olhando para ele, tipo: 'E aí? Beleza?".
O jornalista retirou a vesícula no último final de semana. Por causa da cirurgia, ele está afastado do "JN" desde segunda-feira (30) e voltará apenas na próxima segunda. Heraldo Pereira está substituindo Bonner.
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Mãe de Bimbi provoca climão e diz a


 Mara: "Não sei se Acre vai te perdoar"

Do UOL, em São Paulo
  • Reprodução/TV Record
    Mãe de Marcelo Bimbi provoca climão e responde a pedido de desculpas de Mara
    Mãe de Marcelo Bimbi provoca climão e responde a pedido de desculpas de Mara
Com o olhar extremamente irritado, a mãe do modelo acriano Marcelo Bimbi, décimo eliminado de "A Fazenda 8", respondeu na manhã de quarta-feira (2) a um pedido de desculpas feito por Mara Maravilha. A cantora e ex-apresentadora havia chamado o filho dela "a grande vergonha do Acre" durante participação no reality show."Eu sou humana o suficiente para pedir desculpas e dizer que o seu filho não é a 'vergonha do Acre', ele é o 'orgulho do Acre", disse Mara. "Olha, eu não sei se o Acre vai te perdoar", disse dona Alia, mãe de Bimbi. "Você já conhece o Acre?", perguntou ela a Mara.
Nesse momento, talvez percebendo o climão, os apresentadores do "Hoje em Dia" interromperam o diálogo ao vivo entre as duas.
Apesar de ter liderado a enquete do UOL, com 67,83% das intenções de votos, Marcelo Bimbi foi o décimo eliminado do reality show da Record com 44% dos votos na enquete oficial. O modelo acriano foi para a roça indicado pela última fazendeira da semana, Ana Paula Minerato. Já a modelo Rayanne Morais foi a participante que recebeu o maior número de votos na última formação de roça desta temporada.
Em 2008, Marcelo Bimbi ganhou ascensão como modelo após vencer o concurso "Tic Tac Mega Model". No ano passado, após estudar artes cênicas, o acriano garantiu um papel no elenco de apoio do "Zorra Total". Além disso, Bimbi contou no reality show que jogava em um time de futebol na Alemanha, em paralelo com os trabalhos de modelo e era babá nas horas vagas.
A participação do modelo em "A Fazenda 8" gerou algumas polêmicas. Sendo o primeiro fazendeiro da oitava edição do reality show, Marcelo foi acusado de ser o líder da equipe Machado e de ter tentando separar o casal Ana Paula Minerato e Thiago Servo. Bimbi também teve um affair com Veridiana Freitas, e disse que terá problemas com a sua assessora, pois as duas são brigadas. Acriano com orgulho, o peão levantou por diversas vezes a bandeira pelo seu estado, porém, foi chamado de "a vergonha do Acre" por Mara Maravilha, que acabou sendo eliminada pelo peão na última votação.
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Comédia da Globo indicada ao Emmy 


deve virar série nos EUA

Do UOL, em São Paulo
  • Alex Carvalho/TV Globo
    Alinne Moraes e Danton Mello em "Como Aproveitar o Fim do Mundo" (2012)
    Alinne Moraes e Danton Mello em "Como Aproveitar o Fim do Mundo" (2012)
A série "Como Aproveitar o Fim do Mundo", exibida pela Globo em 2012 e indicada ao Emmy Internacional, deverá ter uma versão nos Estados Unidos. Segundo o site Deadline, o canal CW vai adaptar a comédia brasileira, que se chamará "No Tomorrow". A Globo confirma as conversas para exportar a série, mas informa que "nada foi fechado ainda".
De acordo com o site norte-americano, "Como aproveitar o Fim do Mundo" será adaptada pela mesma equipe de "Jane The Virgin", atual sucesso do canal CW e também baseada em uma produção latina. O elenco e a data de estreia não foram divulgados.
Corine Brinkerhoff e Ben Silvermann, produtores-executivos de "Jane The Virgin", encabeçam o projeto. Brinkerhoff assinará o texto ao lado de Scott McCabe e Tory Stanton, e também será produtora executiva de "No Tomorrow" com Silvermann e Sean Canino.
"Como Aproveitar o Fim do Mundo", estrelada por Alinne Moraes, Danton Mello e Nelson Freitas, tem como história central a profecia maia de que o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012. foi exibida no final do ano e terminou na véspera da data em que o planeta "acabaria".
A série com oito episódios foi indicada ao 41º Emmy Internacional, em 2013, na categoria comédia. Naquele ano, a Globo levou dois prêmios, com "Lado a Lado" (novela) e Fernanda Montenegro (atriz).
A Globo explica que as conversas com o canal CW para exportar "Como Aproveitar o Fim do Mundo" estão no mesmo ritmo de outra produção da emissora que poderá virar série nos Estados Unidos. Segundo a imprensa norte-americana. a rede ABC comprou os direitos da novela "O Rebu". 
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Conheça 10 temperos e especiarias que 


ajudam a acelerar o metabolismo



Cintia Baio
Colaboração para o UOL
  • iStock
Se o cansaço, o sono e a dificuldade de perder peso fazem parte de sua rotina, mesmo mantendo uma boa alimentação e os exercícios físicos em dia, talvez você precise dar um "empurrãozinho" extra no metabolismo. Alguns temperos e especiarias encontrados nas refeições podem ajudar na tarefa de acelerar o funcionamento das substâncias no corpo.
"O metabolismo deve funcionar bem para que o alimento seja digerido, os nutrientes, absorvidos e, também, utilizados como energia. Caso contrário, o gasto de calorias e o acúmulo de energia na forma de gordura ficam desregulados. O indivíduo começa a ganhar peso mais facilmente", explica Inarí Ciccone, nutricionista da Unifesp, especialista em obesidade.
É importante que a taxa metabólica basal, ou seja, a quantidade de energia que o corpo gasta somente para manter as funções vitais, fique sempre elevada. "O metabolismo acelerado garante uma queima maior de gordura, maior disposição e nos deixa mais atento durante o dia", completa a nutricionista Alyne Santim.
É aí que os chamados alimentos termogênicos podem colaborar. São ingredientes com capacidade de aumentar a temperatura corporal e, consequentemente, gastar mais energia na digestão. É como se o corpo precisasse trabalhar ainda mais para conseguir digeri-los. Este processo ajuda, principalmente, no emagrecimento. Mas não é tão simples assim. "Somente a ingestão deles, sem a prática de exercícios e uma alimentação saudável e hipocalórica, não é suficiente para perder peso", ressalta Inarí. 
Temperos e especiarias ganham destaque por serem facilmente encontrados nas refeições. Para a nutricionista Inarí, é melhor consumi-los frescos, em jejum e todos os dias. "Mas, se não for possível, a versão desidratada não altera as propriedades termogênicas. Também não há problemas se acompanharem as refeições principais", esclarece. 
 
No entanto, como qualquer alimento, não deve haver excesso, diz Inarí, alertando que gestantes, pessoas com arritmias, cardiopatas, hipertensos ou com doenças neurológicas devem consultar seus médicos antes de incluírem os termogênicos na alimentação.
 
Veja abaixo uma lista dos principais temperos e especiarias que podem ajudar a acelerar o seu metabolismo: 

Temperos termogênicos

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Gengibre

Além de acelerar o metabolismo, possui propriedades anti-inflamatórias e é benéfico para a imunidade. Pode ser usado na comida, em sucos, chás e até na infusão com água para ajudar a reduzir inchaço. A dose diária é de 5g, em média
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Canela

Possui ação termogênica, anti-inflamatória e ajuda a melhorar a circulação. É excelente para realçar o sabor de doces, bebidas e frutas
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Curry

Acelera o metabolismo e ajuda a retardar o envelhecimento celular. É excelente para temperar risotos, frango e peixes. Mas atenção a quantidade usada. Como possui sabor forte, não deve ser usado mais que uma colher de chá nas preparações
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Cúrcuma

Além da ação antioxidante, possui betacaroteno, composto que ajuda nas unhas, cabelos e pele. Geralmente usada como corante natural, realça a apresentação dos pratos e pode ser usada em carnes, arroz, legumes e tortas. O consumo máximo diário recomendado é de uma colher de sobremesa
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Semente de chia

A chia pode ser adicionada a saladas, enriquecer o arroz e vai bem até na massa da tapioca. Além de ação termogênica, possui fibras para o controle da glicemia, do colesterol e até da pressão arterial. A recomendação é de 4 colheres de sopa por dia
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Pimenta do reino

Realça o sabor em preparações como peixes, aves e molhos. Porém, deve ser usada em pequena quantidade. Além da ação termogênica, possui ação antioxidante
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Cominho

Indicado para temperar carnes brancas, especialmente peixes, o cominho também possui ação termogênica e a indicação de consumo é de 1 colher de chá por dia
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Vinagre de maçã

O tempero líquido tem ácido acético, que ajuda na queima de gordura, e quercetinas, que promovem a sensação de saciedade
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Mostarda

As sementes de mostarda tem propriedades anti-inflamatórias e ajudam a acelerar o funcionamento do intestino.
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Pimenta dedo de moça

É um excelente termogênico que pode ajudar a queimar mais calorias e até regular a pressão arterial. Não deve ser consumida em grande quantidade, já que pode aumentar a pressão e desencadear gastrite e hemorroidas. A recomendação é de apenas 3g ao dia, temperando carnes e saladas, por exemplo.
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