Marco Aurélio vai quebrar o sigilo do caso Siemens e promete divulgar nomes
Ministro quer liberar parte das
informações sobre a investigação que apura a suposta formação de cartel
por multinacionais durante governos do PSDB no estado paulista
Correio Braziliense
O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio de Mello
afirmou ontem que abrirá o sigilo do inquérito que investiga o suposto
cartel no metrô e nos trens de São Paulo envolvendo as multinacionais
Siemens e Alstom durante governos tucanos. Relator do inquérito, Marco
Aurélio disse que manterá o sigilo somente nas situações previstas em
lei, como o fiscal e o bancário. Os nomes dos envolvidos serão
divulgados, informou.
“Vou preservar o sigilo no que a lei impõe. Agora, no mais, não. Vamos abrir, inclusive, com os nomes dos envolvidos”, declarou. O ministro está analisando o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para compartilhar as informações sobre o caso com uma comissão de sindicância instaurada na Procuradoria da República em São Paulo, que apura possível desvio de conduta do procurador da República Rodrigo de Grandis. Ele deixou de tomar medidas para as investigações a pedido da Justiça suíça, alegando esquecimento. O pedido, segundo ele, teria sido colocado em uma gaveta errada e esquecido.
“Vamos aguardar, porque o procurador preconizou que eu abra vista das peças a uma comissão de sindicância instaurada na Procuradoria de São Paulo. Vou verificar a problemática do compartilhamento da prova e o que está sob sigilo. E também ver o problema do sigilo que hoje é linear. Esta semana deve sair alguma coisa”, anunciou o ministro do STF.
Correio Braziliense
| 'Esta semana deve sair alguma coisa', anunciou o ministro do STF foto: Carlos Humberto/SCO/STF |
“Vou preservar o sigilo no que a lei impõe. Agora, no mais, não. Vamos abrir, inclusive, com os nomes dos envolvidos”, declarou. O ministro está analisando o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para compartilhar as informações sobre o caso com uma comissão de sindicância instaurada na Procuradoria da República em São Paulo, que apura possível desvio de conduta do procurador da República Rodrigo de Grandis. Ele deixou de tomar medidas para as investigações a pedido da Justiça suíça, alegando esquecimento. O pedido, segundo ele, teria sido colocado em uma gaveta errada e esquecido.
“Vamos aguardar, porque o procurador preconizou que eu abra vista das peças a uma comissão de sindicância instaurada na Procuradoria de São Paulo. Vou verificar a problemática do compartilhamento da prova e o que está sob sigilo. E também ver o problema do sigilo que hoje é linear. Esta semana deve sair alguma coisa”, anunciou o ministro do STF.
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