Avaliação
Jornal britânico expõe desafios do Nordeste brasileiro
O Financial Times chama atenção para a economia da região que cresceu a um ritmo mais forte do que a média nacional nos últimos anos
Da AE
O caderno traz uma visão relativamente otimista sobre a região, com destaque para Pernambuco
Foto: Reprodução
O jornal britânico Financial
Times publica na edição desta quinta-feira um caderno especial sobre a
região nordeste do Brasil. Com o título "Fazendo negócios no nordeste do
Brasil", o caderno de quatro páginas traz uma visão relativamente
otimista sobre a região, destaca o Estado de Pernambuco e cita o Porto
de Suape como um exemplo de grande projeto da região. Mesmo com o elogio
aos grandes projetos, o FT diz que a região enfrenta desafios enormes
para continuar crescendo.
O FT chama atenção para a economia da
região que cresceu a um ritmo mais forte do que a média nacional nos
últimos anos. "Mesmo com a desaceleração da economia brasileira, partes
do nordeste continuaram melhores que a média. Pernambuco, por exemplo,
cresceu 2,3% em 2012, mais que o dobro da taxa nacional", diz o FT. O
jornal afirma ainda que essa melhora econômica aconteceu junto com o
avanço dos indicadores sociais.
Pernambuco, inclusive, é um dos Estados
mais citados no caderno especial. Três grandes textos tratam
exclusivamente do Estado que é berço político de Eduardo Campos. Em uma
das reportagens, o FT elogia o impacto econômico do projeto de Suape que
tem atraído outras empresas para a região e deve gerar até 40 mil
empregos.
"Suape tem contribuído para o rápido
crescimento de Pernambuco e ironicamente para a presidente Dilma
Rousseff e o PT, alavancando a carreira do governador Eduardo Campos,
que concorrerá contra Dilma nas eleições este ano", diz o texto, que
reconhece problemas no projeto, como os custos extras na refinaria Abreu
e Lima da Petrobras e a parceria com a venezuelana PDVSA.
Entre os demais problemas da região, o
FT cita a logística e dá como exemplo a dificuldade para um turista
estrangeiro interessado em visitar a praia da Pipa, no Rio Grande do
Norte. Normalmente, é preciso estender a viagem em várias horas para uma
conexão aérea em São Paulo ou Rio de Janeiro, cita o texto. Outro
exemplo é a atrasada, longa e cara obra do metrô de Salvador.
Nenhum comentário:
Postar um comentário