Gilberto Gil diz que "é bom que axé esteja em crise"
Carlos Minuano
Do UOL, em Recife
Do UOL, em Recife
"O axé está em crise sim, e isso é bom", disse Gilberto Gil ao UOL, durante entrevista coletiva na noite deste sábado (1º), antes de se apresentar no Marco Zero, principal polo de atrações do Carnaval do Recife.
Segundo ele, não é só o ritmo baiano que atravessa águas turvas. "A civilização ocidental está toda em crise, a economia mundial também, a crise é uma oportunidade, como dizem os chineses", afirmou.
"A crise é muito boa", reafirma o músico. "Em relação ao Carnaval, toda a sociedade, assim como poderes públicos, estão atentos à necessidade de reciclar, de transformar os modelos de negócio, de apoiar mais fortemente a iniciativa e a criatividade dos pequenos, dos que estão surgindo agora", disse.
A reportagem do UOL perguntou a Gil, qual o ritmo do Carnaval do Recife. "É o frevo", respondeu o artista. "É o gênero que extrapola as fronteiras pernambucanas, não só de agora, mas de muito tempo".
Ele lembra que o frevo é que criou o trio elétrico, que migrou para muitos lugares, em especial para a Bahia, e que também é fonte de inspiração para as manifestações de rua que se espalham por cidades brasileiras.
"O frevo é a marcha de carnaval mais acelerada, com uma percussão mais sofisticada, é o tempo do coração acelerado do Carnaval", disse.
Se o frevo é uma contribuição pernambucana que se esparramou pelo Brasil inteiro, maracatu é único no Carnaval do Recife, ressalta Gil. "Frevo tratado como orquestra, com sequencias melódicas típicas, também é um diferencial, mas o ritmo já foi para o Brasil inteiro", disse. "Maracatus só têm aqui", completou.
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