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5 de julho de 2014

As polêmicas declarações de Maradona sobre a Copa


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Maradona - ex-jogador é o craque das confusões  (Foto: Aporrea)
Se Pelé é o Rei do futebol, Diego Maradona tem se mostrado o Rei da confusão. O ex-jogador argentino está no topo da lista de declarações polêmicas nesta Copa do Mundo. A última do ídolo esportivo foi criticar o time de seu país e dizer que Lionel Messi joga sozinho. “Há jogadores que ainda não começaram a disputar o Mundial. Não tem mudança de ritmo, não tem movimentos na frente”, reclamou Maradona no De Zurda, programa da TV venezuelana TeleSur que comanda ao lado de Víctor Hugo Morales. Maradona criticou a apresentação da seleção argentina diante da Suíça, detonando o técnico Alejandro Sabella, cujo esquema tático, sengundo ele, deixa o atual camisa 10 sozinho em campo, sem condições de criar. “O menino (Messi) está muito sozinho. Se a Argentina não despertar, estaremos em dificuldades", disse ele sobre o jogo contra a Bélgica nas quartas de final.
Dias antes, o falastrão chamou Pelé de 'idiota' e vociferou  contra o alemão Franz Beckenbauer, afirmando que ambos defendem a Fifa por causa de interesses particulares. "Estive revendo algumas estupidezes que disseram Pelé e Beckenbauer, que estavam de acordo com a Fifa, claro. Os dois, que saíram do museu, dizem coisas estúpidas porque são dois idiotas", atacou Maradona, sobre a punição dada ao atacante uruguaio Luis Suárez, por causa da mordida no italiano Giorgio Chiellini - ele ficou suspenso por nove jogos e quatro meses longe do futebol. "Fico louco com essa gente, porque defendem o indefensável", disse ele, qua mandou Pelé e Beckenbauer calarem a boca.
"Quem ele matou? Futebol tem contato. Por que não o mandam para Guantánamo? A punição é injusta e parece coisa de máfia", disse Diego sobre o uruguaio em referência à prisão de uma base militar dos Estados Unidos em Cuba.
Quando esteve no Brasil para acompanhar a Copa - ele esteve no jogo Argentina X Irã, dia 21 de junho, no Mineirão - teve mais um surto. Desta vez, quando tentou entrar no Maracanã para assistir à seleção do seu país jogar contra a Bósnia e foi impedido. "Foi má fé da organização. Não me deixavam entrar por nenhum lado. Uma coisa é não poder, outra coisa é quando não te deixam. Quando há boa fé, te deixam entrar; quando há má fé, pode esquecer e voltar ao hotel, como nós fizemos", disse ele à emissora argentina TyC Sports.
No entanto, ele garantiu que tinha credenciamento de imprensa pelo programa De zurda, mesmo assim não conseguiu o acesso. Ele voltou ao hotel ao lado do filho, Diego Fernando, de um ano, para assistir ao jogo pela TV.  No dia anterior, ele foi a uma churrascaria no Rio com amigos e até equilibrou uma taça de vinho na cabeça.
Quanto aos boatos que surgiram de que ele treinaria o time da Venezuela, a Federação Venezuelana de Futebol (FVF) descartou qualquer possibilidade de o contratar como técnico. "Não cogitamos a contratação do destacado ex-atleta e treinador argentino Diego Armando Maradona como se veio insistindo nas últimas horas pelos diferentes meios de comunicação e pelas redes sociais", comunicou a FVF. A disputa ao cargo estaria entre o sérvio Ratomir Dujkovic e os argentino Carlos Bianchi e Gerardo 'Tata' Martino, que dirigiu o Barcelona na última temporada.

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