Mulheres terão vagão exclusivo em
trens e no metrô de São Paulo
A medida ainda terá de ser aprovada pelo governador do estado, Geraldo Alckmin, para entrar em vigor
REDAÇÃO ÉPOCA
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou nesta quinta-feira (3) o projeto de lei que obriga a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô a reservar espaço exclusivo para mulheres, o chamado vagão rosa.
No começo deste ano, a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) prendeu pelo menos 33 homens que se aproveitavam da superlotação nesses meios de transporte para abusar de passageiras.
>> As cantadas ofendem
O Projeto de Lei 175/2013, de autoria do deputado Jorge Caruso (PMDB), precisa ainda ser sancionado pelo governador do estado, Geraldo Alckmin, para entrar em vigor. Pela proposta aprovada, o trem e o metrô devem destinar um vagão em cada composição para as mulheres. O vagão rosa funcionaria diariamente, exceto fins de semana e feriados.
>> Eleonora Menicucci: "A violência contra a mulher não tem classe social"
Caso a lei seja sancionada, trem e metrô terão prazo de 90 dias para cumprir as normas, sob pena de pagamento de multa.
Modelo testado
Outras grandes cidades como Tóquio, Brasília e Rio de Janeiro já adotaram esta medida polêmica. Em São Paulo uma medida similar chegou a ser testada na CPTM em 1995, mas foi abandonada por falta de adesão dos passageiros.
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Caso a lei seja sancionada, trem e metrô terão prazo de 90 dias para cumprir as normas, sob pena de pagamento de multa.
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