30 de novembro de 2013

Tributo a Cazuza tem ‘participação’ da holografia do homenageado

  • Músicos que foram amigos e parceiros do artista fazem show com seus hits
  • João Araújo, pai do músico, morto neste sábado, também será lembrado no evento

Memórias. A partir da esquerda: Brandão, Romero, Goffi, Israel e Meanda, membros da banda que inclui ainda Leoni
Foto: Fabio Seixo / Agência O Globo
Memórias. A partir da esquerda: Brandão, Romero, Goffi, Israel e Meanda, membros da banda que inclui ainda Leoni Fabio Seixo / Agência O Globo
RIO - Em volta da mesa na varanda do estúdio do Jardim Botânico, parceiros de Cazuza — reunidos para o tributo ao compositor que será apresentado neste sábado, às 19h, no Parque da Juventude, em São Paulo, e transmitido no site www.voltacazuza.com.br e no canal 1 da GVT HD — falam do amigo ausente. No show, sua presença (ali evocada pela conversa, pela memória) será simulada por uma holografia do artista, que será projetada em algumas canções. Mesmo com a morte do pai de Cazuza, João Araújo, na manhã deste sábado, o evento será mantido e incluirá um tributo ao produtor e fundador da gravadora Som Livre.
No papo do estúdio, eles riem muito, lembrando-se de seu humor ácido, de histórias ótimas impublicáveis num caderno cultural voltado para a tradicional classe média carioca. Até que o baixista Arnaldo Brandão fica com a voz presa na garganta e os olhos úmidos quando tenta contar a história de uma de suas parcerias com o poeta:
— Não consigo — diz, antes de respirar fundo e prosseguir. — Ele já estava bem doente. Entreguei o cassete com a melodia, ele ouviu e falou: “Parece Bob Dylan, vou fazer uma música de protesto”. E escreveu “O tempo não para”. A música acabou batizando o show, que já estava praticamente pronto. Fiquei assustado quando soube dessa história da holografia. “Será que vou aguentar?”, pensei. Porque é um pouco como ter o Cazuza de novo ali.
Projeção em 3D em 5 músicas
O guitarrista Rogério Meanda — a banda inclui ainda George Israel, Guto Goffi, Leoni e Nilo Romero — traz outra lembrança e outro Cazuza.
— Fiz uma melodia e entreguei para ele — conta. — Eu tinha sido abandonado por uma namorada, e ele fez uma letra me dando uns toques. Era “O nosso amor a gente inventa”, que trazia umas frases que ele já tinha me dito em conversas. Ele dizia: “Você é um otário, vê o mundo através de uma b... Deixa de ser babaca, o nosso amor a gente inventa”. E essa ideia do “corte lento e profundo”, ele também já tinha soltado num papo nosso.
O misto de lágrimas e gargalhadas antecipa de alguma forma o que deve acontecer na apresentação hoje — o show deve chegar ao Rio em janeiro. A ideia de trazer Cazuza de volta na forma de holografia veio do produtor Omar Marzagão. Para montar o show, convidou George Israel — que já havia feito em 2010 um disco com suas parcerias com o compositor (entre elas “Brasil” e “Solidão que nada”).
— Pensei que não seria legal fazer aquilo sozinho. Cazuza era um aglutinador, então decidi chamar esses músicos que tocaram com ele, seus parceiros — explica Israel, diretor artístico do show.
Entre as 22 músicas do roteiro estão “O nosso amor a gente inventa”, “Pro dia nascer feliz”, “Malandragem” (nunca gravada por Cazuza) e “Brasil”.
— Queríamos usar umas batidas de tamborim na bateria eletrônica — conta Israel, lembrando a origem de “Brasil”.
Romero, diretor musical do show, completa:
— A letra era: “computadorizada pra só dizer sim”. Mas Cazuza não conseguia cantar isso, era muita sílaba. Até que veio o estalo: “programada!”.
A holografia foi desenvolvida com o auxílio de um dublê e baseada nas imagens do show “O tempo não para”. A projeção em 3D da imagem de Cazuza estará em cinco músicas.
— “O tempo não para” é uma delas. Outra vai ser uma surpresa, não é um hit — adianta Israel. — É algo tipo: “Vou mostrar uma coisa diferente para vocês”.

Daniela Mercury e Malu Verçosa contam sua história em obra que inclui poemas eróticos

  • ‘Eu quero que você bote aí no título: o sexo com Malu é maravilhoso’, diz a cantora
  • ‘Daniela e Malu — Uma história de amor’ tem noite de autógrafos dia 9 no Rio

Capa do livro ‘Daniela e Malu: uma história de amor’
Foto: Divulgação
Capa do livro ‘Daniela e Malu: uma história de amor’ Divulgação
RIO - “Eu quero que você bote aí no título: o sexo com Malu é maravilhoso.” A voz do outro lado da linha é de Daniela Mercury, que revelou sua relação com a jornalista baiana Malu Verçosa, há oito meses, ao postar uma foto das duas no Instagram. Hoje casadas, elas contam como se apaixonaram no livro “Daniela e Malu — Uma história de amor” (Leya), que chega agora às livrarias e tem noite de autógrafos no próximo dia 9, às 19h, na Travessa do Leblon.
Não é uma obra com fofocas ou revelações. É, antes, um relato sobre seus sentimentos, que traz uma novidade: as poesias eróticas que Daniela escreveu pensando em Malu. É a primeira vez em que a cantora fala de seu casamento do ponto de vista sexual.
— Eu fiz questão de ter poesias eróticas, porque as pessoas acham que as mulheres não podem ter prazer entre elas. Somos seres com um hedonismo bastante avançado. É um erro achar que duas mulheres não têm um sexo maravilhoso. Isso é preconceito. Se era para quebrar tabus, quis quebrar logo vários — diz Daniela. — O grande tabu é o sexo. Algumas pessoas questionavam se eu ia ser feliz como mulher. O sexo é ótimo, e isso constrange as pessoas, o que dá espaço para o machismo.
Em uma das poesias, por exemplo, intitulada “A arte”, a cantora escreve: “Corpos nus/ peitos entre peitos,/ e bicos/ e coxas entre coxas/ bocas cegas entre pernas/ e o olhar como mais uma forma de tocar.”
— Eu sou uma militante social há muitos anos. No começo, queria uma dezena de textos com um conteúdo mais político. Mas Malu, como boa editora, me dissuadiu da ideia. Ficou um livro político, mas com uma história contada sob o ponto de vista do amor. Porque era o nosso amor que estava abrindo a mente das pessoas. Eu não preciso levantar bandeira, eu sou a própria bandeira — afirma Daniela.
O amor por Malu marcou também o novo disco da cantora, com o grupo Cabeça de Nós Todos. A artista baiana gravou “Paula e Bebeto”, de Caetano Veloso e Milton Nascimento, com o verso que, na boca dela, vira um recado para a sociedade: “Qualquer maneira de amor vale a pena.” Daniela gravou as faixas do disco ao voltar para a Bahia, por conselho de Malu, depois de um período morando em São Paulo. No fim da música “Carteira de estudante”, ela faz mais uma declaração de amor para a mulher: “Te amo como num filme, como num sonho.”
“Corri o risco”
Ao ser perguntada sobre outras celebridades que são homossexuais, mas nunca vieram a público levantar a bandeira da causa, Daniela diz que seria bom, mas não as julga por isso:
— Ninguém tem obrigação de vir a público. Mas acho que, se elas aproveitassem o momento e, juntas, ocupássemos esse espaço, ajudaríamos a naturalizar o assunto na sociedade brasileira. Mas isso depende de como cada um lida com sua vida pessoal e suas questões. Para os artistas, ainda há o risco de afetar a carreira. Eu corri esse risco, porque queria fazer uma declaração de amor pública.

  Durante a apresentação da minissérie "Amores Roubados", em que interpreta o par romântico da personagem de Isis Valverde, Cauã Reymond se viu diante de várias perguntas sobre sua vida pessoal, uma vez que boatos dizem que o casamento dele com Grazi Massafera terminou por causa de seu envolvimento com a colega de elenco. O galã se esquivou o quanto pode, mas acabou respondendo algumas questões e soltou frases bem marcantes em entrevista ao "Glamurama": "O que alguém precisa ter para que eu me apaixone? Não sei... Faz tanto tempo que não me apaixono", afirmou o ator. Ainda sobre relacionamentos amorosos que teve ao longo da vida, Cauã revelou: "Já traí". O que será que Grazi achou dessas declarações?

João Araújo, pai do Cazuza, morre aos 78 anos no Rio de Janeiro


  • Produtor João Araújo ao lado do filho, Cazuza
    Produtor João Araújo ao lado do filho, Cazuza
O produtor musical João Araújo, 78, morreu neste sábado (30), às 6h30, vítima de uma parada cardíaca, em sua casa no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por uma funcionária da ONG "Sociedade Viva Cazuza".
O velório será realizado na tarde deste sábado, na capela 1 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O enterro está marcado para às 17h no mesmo local.
Há cerca de duas semanas, João fez uma cirurgia na bacia, mas vinha se recuperando bem. O produtor se acidentou em Angra dos Reis, no Rio. Durante sua estadia no hospital Samaritano, João teve um problema nos rins e precisou de hemodiálise. 
  • Reprodução/Facebook
    Lucinha Araújo ao lado do filho Cazuza e do marido, o produtor musical João Araújo
Segundo a secretária de Lucinha Araújo, mulher do produtor, ele estava bem e Lucinha embarcaria para São Paulo, na manhã de hoje para acompanhar uma homenagem ao filho, Cazuza. "Estava com passagem comprada, hotel reservado, tudo certo. Pegou todo mundo de surpresa", afirmou Márcia, sobre a morte.
João e Lucinha estavam casados há 56 anos e tiveram um único filho, Cazuza, que morreu aos 32 anos em 1990, em decorrência do vírus HIV.
João foi um dos executivos da gravadora Som Livre, das Organizações Globo, durante 38 anos. O produtor laçou discos do Djavan, da Xuxa, Caetano Veloso, Lulu Santos, Gal Costa, Gilberto Gil, Ney Matogrosso.
Também foi o empresário que agenciou o Barão Vermelho, grupo de Cazuza, durante a gravação de seu primeiro disco - depois de ser convencido de que Cazuza tinha talento para a música ao assistir a uma apresentação do grupo, bem como de que não seria acusado de favorecimento ao filho.
Como reconhecimento a seu talento e trabalho, João Araújo recebeu, em 2007, o prêmio Grammy Latino, concedido a pessoas com contribuições importantes para o mundo da música.
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 No filme "Cazuza - O Tempo Não Para" (2004), João foi interpretado pelo ator Reginaldo Faria.
João foi eleito presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) em 2007. 
Além do cantor Cazuza, seu pai, João Araújo, também será homenageado nesta noite, em um show no Parque da Juventude, em São Paulo. Cazuza entrará em cena em forma de holograma, frente à 40 mil pessoas que são esperadas para o espetáculo com entrada gratuita. Serão 20 minutos de presença virtual, que poderá entrar no Guinness World Records de recorde mundial por tempo de atividade de um holograma no palco.
Repercussão
Os músicos Gal Costa e Lulu Santos, que receberam o auxílio do produtor musical ao longo de suas carreiras lamentaram a morte do amigo.

Justiça condena TIM por chamar cliente de "a mais enjoada que já existiu"


A operadora TIM foi condenada pelo TJ-GO (Tribunal de Justiça) nesta sexta-feira (29) a indenizar em R$ 6.780 uma cliente de Goiás por dano moral. A consumidora foi chamada de "a cliente mais enjoada que já existiu" na nota fiscal de um chip que comprou em um loja da empresa. Cabe recurso às duas partes: a cliente pode pedir uma indenização maior e a companhia pode contestar algum ponto do veredicto.
  • Reprodução
    Nota emitida em loja da TIM chama mulher de "a cliente mais enjoada que já existiu"
O caso ocorreu em novembro de 2010. Na ocasião, Maria Helena Bueno assinou um plano pós-pago na operadora TIM. No entanto, após certo tempo de uso, o chip queimou. Ela foi orientada a ir até uma loja para troca, mas mesmo assim a linha não funcionou.
A cliente foi mais duas vezes até o local para trocar o chip com o mesmo problema. Segundo Rogerio Rodrigues, advogado de Maria, sua cliente não foi bem atendida pelo vendedor em sua última visita à loja. Ao fornecer mais um chip para a consumidora, ele colocou como observação na nota fiscal: "a cliente mais enjoada que já existiu".
De acordo com Rodrigues, o vendedor após imprimir a nota quis tomá-la das mãos da cliente, mas Maria não deixou e saiu do estabelecimento com o documento em mãos. Mesmo após a troca do terceiro chip, a linha continuou a não funcionar, o que motivou a cliente a cancelar a assinatura do serviço.
Consultada pela reportagem, a TIM informa que os funcionários envolvidos nesse episódio foram desligados pela atitude inadequada. Além disso, a companhia "reforça que repudia este tipo de comportamento" e que "realiza constantemente treinamento em todas as suas unidades (...) para atender o cliente de forma cuidadosa, com qualidade e o máximo de dedicação."

Caso semelhante

Recentemente, um cliente de Mato Grosso do Sul recebeu uma conta da operadora Claro que o chamava de "Otário Chorão". O empresário César de Medeiros havia telefonado para a empresa para pedir um desconto.
A operadora pediu desculpas ao consumidor após o ocorrido, disse que demitiu o funcionário responsável e ainda o convidou para conhecer as dependências da companhia no Rio de Janeiro.
A empresa Lindner, maior fabricante de caixões da Polônia, divulgou o calendário de 2014 com imagens de mulheres seminuas. Há cinco anos, a fabricante, que não divulgou todas as fotos, lança folhinhas anuais com beldades em poses sexy, caixões e o que mais a criatividade permitir. "Quisemos expressar a harmonia perfeita entre os caixões Lindner e madeira natural, oceano, flores, campos e a beleza do corpo feminino", explica o site da corporação, que vai reverter o lucro das venda dos calendários para uma instituição de caridade.


Modelo exibe curvas em cenário campestre para o calendário de 2014 da Lindner, a maior fabricante de caixões da Polônia


Modelo encarna a "víuva sexy" para o calendário de 2014 da Lindner, a maior fabricante de caixões da Polônia

Modelo posa provocante para o calendário de 2014 da Lindner, a maior fabricante de caixões da Polônia

A Lindner, maior fabricante de caixões da Polônia, inovou ao colocar mulheres seminuas em seus calendários



Há cinco anos, a fabricante polonesa de caixões Lindner aposta em mulheres seminuas em calendários



Angélica completa 40 anos

A apresentadora Angélica é uma das figuras mais famosas da televisão brasileira. Em 1978, Angélica, então com apenas quatro anos de idade, participou de um concurso e foi eleita a criança mais bonita do Brasil
Montagem/BOL

Angélica nasceu no dia 30 de novembro de 1973 na cidade de Santo André (SP). Ela completa 40 anos neste sábado (30/11/13). A apresentadora começou a mostrar seus talentos já aos 4 anos de idade, quando foi eleita a criança mais bonita do Brasil no "Programa do Chacrinha". Na foto, Angélica posa para foto durante suas férias em Hamptons, nos Estados Unidos.