31 de outubro de 2015



Em documentário, Chico Buarque diz que


 música atual é a cara do Brasil




Miguel Arcanjo Prado
Colaboração para o UOL, em São Paulo
Em certo momento do filme "Chico: Artista Brasileiro", o cantor, compositor e escritor Chico Buarque, 71, declara que a atual música que faz sucesso no Brasil é a que corresponde realmente ao gosto do povo brasileiro. A declaração soa polêmica, mas ele explica que, antes, os gêneros bossa nova e MPB foram gostos musicais impostos pela elite que dominava o País. Em sua visão, hoje, o brasileiro não mais responde a imposições culturais de uma minoria rica. Por isso, a música nas paradas de sucesso atualmente é tão distante daquela feita por ele e seus colegas nos festivais da década de 1960. Chico prefere não ser saudosista e olha para frente, dialogando com o presente e o futuro.
O filme "Chico: Artista Brasileiro", que será exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nos dias 31 de outubro e 3 de novembro e lançado comercialmente em 26 de novembro, esquadrinha a vida e a obra de um dos maiores expoentes da nossa música. O documentário é dirigido por Miguel Faria Jr., que já fez filme sobre Vinicius de Moraes e é o amigo com quem Chico costuma caminhar pelas areias do Leblon. Ele mescla falas do Chico atual com imagens de arquivos e números musicais inéditos de convidados interpretando as canções do compositor, sob direção musical de Luiz Cláudio Ramos --gente como Milton NascimentoCarminhoAdriana CalcanhottoMart'náliaLaila GarinPéricles e Ney Matogrosso, entre outros.
No longa, Chico lembra os antepassados aristocratas e a infância na companhia do pai intelectual, o historiador Sergio Buarque de Holanda (1902-1982). Também surge o irmão alemão, que descobriu ter depois de adulto em uma conversa com o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) e Vinicius de Moraes (1913-1980) e que virou tema de seu livro mais recente, intitulado "O Irmão Alemão".
Chico foi atrás de seu passado e de seu irmão desconhecido, Sergio Günther, que surge no filme em imagens raras do arquivo da televisão da Alemanha Oriental, na qual foi apresentador, jornalista e cantor. Muito parecido com o pai biológico, o jovem, que morreu aos 50 anos em 1981 de câncer no pulmão, aparece cantando e assobiando, como faz o próprio Chico em cenas do documentário.
Chico afirma no filme que entende mais de literatura do que de música. Diz que livros são realmente sua especialidade. Conta que desde pequeno mergulhou na vasta biblioteca de seu pai, lendo clássicos da literatura mundial. Apenas quando entrou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (Universidade de São Paulo), incentivado pelos colegas, passou a ler literatura nacional.
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Sobre o sucesso como cantor, Chico diz que pensou que seria coisa passageira, por conta do sucesso de "A Banda", música que o lançou como estrela internacional em 1966. Ele chegou a abordar o sucesso meteórico no espetáculo "Roda Viva", montado por Zé Celso com seu Teatro Oficina em 1968, encenação ousada que foi duramente reprimida pelo regime militar, com atores agredidos, inclusive Marília Pêra, que lê em off trechos do livro "O Irmão Alemão" no documentário. Com o tempo, Chico conta que percebeu que precisaria se tornar um artista profissional.
O filme ainda lembra o casamento de três décadas com a atriz Marieta Severo —que não dá depoimento—, de quem ele diz sentir falta, sobretudo para apresentar uma nova composição, lembrando da intimidade artística que o casal conquistou. E declara que Marieta foi a pessoa mais importante no período mais difícil de sua vida, quando, perseguido pela ditadura, precisou ir para o exílio na Itália — onde conta ter ficado traumatizado em fazer shows, com plateias que desconheciam sua música e só queriam ouvi-lo cantar "A Banda". O filme conta com depoimento saudoso de Hugo Carvana (1937-2014), lembrando o dia em que Chico conheceu Marieta no Teatro Opinião e se apaixonou à primeira vista por ela.
Ao falar de sua vida na sala de casa —com vista espetacular para o mar do Leblon e Ipanema e o morro Dois Irmãos—, Chico parece tranquilo, bem-humorado, contando suas histórias de forma despretensiosa. Imagens raras, entrevistas e apresentações antigas do artista ajudam a conduzir o documentário, que traz depoimentos de pessoas de seu convívio, como a irmã Miúcha —que lamenta que seu pai não pôde conhecer o Chico escritor—, ou de artistas parceiros, como Maria Bethânia —esta conta que Mãe Menininha não acreditava que pudesse ser homem o compositor de "Olho nos Olhos".
O documentário prioriza a fala de Chico, tão rara, já que o artista é avesso à imprensa. Ele tenta se revelar um homem simples, que consegue encarar o próprio sucesso por uma ótica despretensiosa e bem-humorada. O Chico que o documentário revela não se vê como mito ou gênio —apesar de isso ser reforçado por sua obra, cantada pelos convidados, e em depoimentos de terceiros—, mas se apresenta como um operário da arte, um homem que fez da canção seu material de trabalho e, mais tarde, a literatura.
Sobre o período de canções políticas na década de 1970, quando foi duramente censurado pelo regime militar, conta que fez muitas músicas por revanchismo ou raiva, mas que não gosta de fazer canções assim, movidas por este tipo de sentimento. Diz que elas se perdem com o tempo, apesar de a crítica louvar este período de forte produtividade do compositor.
Sobre envelhecer, Chico conta que prefere não fazer planos muito longos. Sabe que o tempo é escasso. Por isso, afirma que vai vivendo o presente, sem nostalgia do passado. Isso é evidente quando faz música na sala de sua casa na companhia de três dos sete netos, sua conexão real com o presente e o futuro.
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Iozzi explica por que quer sair do "Vídeo 


Show": "Estudei para atuar"

Do UOL, em São Paulo
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Programa do Jô (2015)63 fotos

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30.out.2015 - Entrevistada do "Programa do Jô", Monica Iozzi diz que quer deixar o "Vídeo Show" para retomar a sua carreira de atriz Reprodução /Globo
Apresentadora do "Vídeo Show" desde abril deste ano, Monica Iozzi deve deixar o programa em 2016. Isso porque a ex-repórter do "CQC", que se destacou na Globo ao interpretar a personagem Scarlett em "Alto Astral", disse que quer retomar a sua carreira de atriz.

"Eu estudei para atuar. Fazia teatro desde pequena. O Boninho prometeu que vai me deixar sair do "Vídeo Show" para me deixar trabalhar como atriz. Mas eu falei para ele que se ele não cumprir a promessa, não tem problema. Eu sei onde ele mora. Eu pego um galão de gasolina e taco fogo na casa dele", brincou a atriz em entrevista ao "Programa do Jô" desta sexta-feira (30).

Monica também aproveitou a entrevista para ironizar o estúdio do "Vídeo Show". Sempre bem-humorada, a apresentadora disse que o programa não possui tanto prestígio na Globo como outras atrações da emissora.

"Lá é uma pobreza só. A gente faz um programa em um puxadinho do programa da Fátima. Nós não temos cenário igual a vocês (Programa do Jô). É uma bancada reaproveitada do "Jornal Nacional" de 1987. Tem até um pouco de cheiro do Cid Moreira", disse aos risos.

Questionada por Jô, a atriz contou sobre como recebeu o convite para apresentar o "Vídeo Show" e deu uma pequena alfinetada no "BBB".

"Na época eu estava fazendo novela e o Boninho me ligou e perguntou: 'Você pode fazer um teste para o Vídeo Show?' Eu disse que sim, né, ele é meu chefe. Já tinha feito "BBB", por que não faria o "Vídeo Show"? Aí fiz o teste junto com o Otaviano e nos demos muito bem. Depois me ligaram falando que o teste tinha dado certo e que a gente estreava na segunda", relembrou a atriz, que foi contratada pela Globo em 2014 para apresentar um quadro de humor no "Big Brother Brasil 14"
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"Jagged Little Pill", de Alanis Morrisette, ganha reedição em seus 20 anos



Do UOL, em São Paulo



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Detalhe da capa da versão "deluxe" do álbum "Jagged Little Pill", de Alanis Morissette

Responsável direto pelo fenômeno Alanis Morrisette, o álbum "Jagged Little Pill" (1995) estará de volta a partir de sexta-feira (30) nas plataformas de streaming, em um relançamento de luxo que deve acalentar o coração de fãs e saudosistas da década de 1990.

Com edição física prevista para dezembro no país, o box quádruplo trará, além do disco original remasterizado, CDs extras com dez demos inéditas, uma apresentação ao vivo em Londres em 1995 e uma versão acústica do álbum, lançada originalmente em 2005.


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A capa original de "Jagged Little Pill"
Sucesso absoluto --alcançou o primeiro lugar em 12 países, vendendo cerca de 33 milhões de cópias no mundo--, "Jagged Little Pill" fez mais do que transformar a desconhecida canadense Alanis em uma estrela internacional do quilate de Madonna e Michael Jackson.



Músicas como "Hand in My Pocket", "Ironic" e "You Learn" consolidaram a sonoridade da segunda metade dos anos 1990, na esteira do chamado "pós-grunge", e inspiraram --e ainda o fazem-- mulheres de todo o mundo a percorrer o caminho das pedras de Alanis.

Uma estrada feira por uma jovem então com 21 anos, cheia marcas de neuras, desilusões e expectativas, que, com suas com suas letras pessoais e aura roqueira, ganhou status de ícone feminista entre as adolescentes.

Como uma prévia do relançamento, que o UOL separou dez curiosidades sobre o álbum que marcou afetivamente a terna idade de milhões de trintões.


Reprodução
Alanis em imagem de divulgação de 1995



Terceiro disco, e não primeiro

Alanis já tinha dois álbuns de estúdio no currículo antes de Jagged Little Pill": "Alanis" (1991) e "Now Is the Time" (1992), lançados pela gravadora MCA Records apenas no Canadá, que a transformaram em estrela teen local. Com forte influência da dance music da época (o que a levou a ser chamada de Madonna genérica) e letras mais ingênuas, os discos são renegados por Alanis, tanto que desde 1995 estão fora de circulação. Mas a cantora não se arrepende deles. "O foco, na época, era entreter as pessoas, o oposto de fazer revelações sobre mim na época. Eu as tinha, mas não estava preparada para compartilhar", disse Alanis em entrevista à revista "Rolling Stone".

Quase um álbum ao vivo

Cada música do disco foi gravada em dois takes, o que confere um caráter de espontaneidade às músicas. "A distância mais curta entre o pessoal e o universal", filosofou a cantora à revista "Billboard", em 1996. "Não há sentimento melhor do que compor algo que você sabe que é parte de você e que, em algum ponto, irá comunicar com alguém. Comunicação é o que me excita."

Recorde antes de Taylor Swift

"Jagged Little Pill" levou o Grammy de álbum do ano em 1996, quando Alanis tinha apenas 21 anos, o que fez dela o artista mais jovem a alcançar o feito. O recorde foi batido apenas em 2010, por Taylor Swift, que recebeu o troféu em 2010, aos 20 anos, pelo disco "Fearless", ainda em sua fase pop country.

Composições a jato

Segundo single do álbum e dos grandes sucessos da carreira da cantora, "Hand In My Pocket" foi composta em cerca de uma hora. Ao menos é essa a história que conta o produtor Glen Ballard, que assina com Alanis quase todas as faixas do trabalho. "Eu a vi compor na minha em frente em, tipo, uma hora", disse ele ao site The A.V. Club. O mesmo aconteceu em "Perfect". "Sei que parece surreal, mas aconteceu desse jeito. Não é como as coisas costumam acontecer, mas podem acontecer, quando tudo está correto e você tem alguém como Alanis."


Getty/Reprodução/Montagem
O guitarrista Dave Navarro e o baixista Flea, que tocaram no hit "You Oughta Know"



Um pouco de Red Hot Chili Peppers

O álbum conta com participações especiais, como o vocalista Joel Shearer, da banda californiana Pedestrian. Mas os nomes mais famosos são o do guitarrista Dave Navarro (à época no Red Hot Chili Peppers), que toca guitarra em "You Oughta Know". Um de seus companheiros de banda, Flea, também faz o baixo na música. "Quando a ouvi pela primeira vez, havia um baixista e guitarrista diferentes. Escutei a linha de baixo e achei uma merda. Mas o vocal era forte. Só tentei tocar algo legal", disse Flea à revista "Bass Player" em 1996.

Faixa escondida

As faixas escondidas viraram moda dos anos 1990, e há uma delas em "Jagged Little Pill". Para encontrá-la, basta esperar cerca de um minuto após o fim da última música do disco, a versão remix de "You Outghta Know". A emotiva "Your House" é cantada à capela.


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Capa do "Jagged Little Pill Acoustic"



Versão acústica

Além da presença de demos inéditas e de um show gravado em 1995, uma das atrações da edição de 20 anos do álbum é uma versão inteiramente acústica, lançada originalmente por Alanis em 2005 (à época era exclusivamente da rede Starbucks, cujo selo Hear Music editou o disco para celebrar seu décimo aniversário). Apenas em um segundo momento ele passou a ser comercializado em lojas tradicionais. Sem contar os arranjos desplugados, a novidade ficou com "Your House", que recebeu seu primeiro arranjo instrumental.

Calças de moletom poderiam ter arruinado o disco

Alanis conheceu o empresário Guy Oseary e a equipe da gravadora Maverick, fato que mudaria sua vida e carreira, vestindo uma embaraçosa calça de moletom. "Lembro quando conheci Guy Oseary na Maverick. Eu estava escrevendo 'All I Really Want" com meu moletom", disse ela à revista "Entertainment Weekly". "E eles disseram: 'Vocês precisa ir lá e conhecer todo mundo do selo da Madonna'. E eu respondi: 'Eu estou com a merda de um moletom!'. Eles disseram: 'Bem, tem que ser agora!'. Então, minha primeira reunião com toda a equipe foi usando calças de moletom. Foi horrível. Felizmente, eles adoraram a minha música."

Listas de melhores

"Jagged Little Pill" tem um belo desempenho em listas. Em 2002, ele foi escolhido pela "Rolling Stone" como o 31° melhor álbum em uma lista de discos de rock produzidos por mulheres. Posteriormente, a revista também o incluiu na posição 50 do ranking "Women Who Rock: The 50 Greatest Albums of All Time", também dedicado a artistas femininas, e no posto 327 entre os 500 maiores discos de todos os tempos. Já a Music Business Association o considerou o 26º melhor em sua "Definitive 200".

Musical

"Jagged Little Pill" deve virar musical da Broadway. Com roteiro escrito pela própria cantora, a peça terá direção musical de Tom Kitt, compositor por trás da versão para os palcos de "American Idiot", do Green Day. "A história será uma ficção", revelou Alanis em entrevista à "Billboard" em março deste ano. "Vamos adicionar músicas e alterar letras." A montagem, no entanto, ainda não tem previsão de estreia nem elenco revelados.


Getty Imagens
A cantora, que está escrevendo musical para a Broadway baseado em "Jagged Little Pill"


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Phil Collins desiste da aposentadoria e anuncia novo disco e turnê




Do UOL, em São Paulo



Getty Images

Phil Collins, que havia anunciado aposentadoria em 2011; filhos pesaram na volta

É oficial. Depois de flertar várias vezes com a ideia do retorno, Phil Collins anunciou, em entrevista divulgada nesta quarta (28) pela revista "Rolling Stone", o fim de sua aposentadoria na música, que vinha desde 2011.

O ex-Genesis revelou estar trabalhando em um novo disco solo, que será sucedido de uma turnê. O motivo da reviravolta? Mostrar aos filhos "o que o papai faz".



"Meus filhos estão agora com 10 e 14 anos, e eles querem ver o que seu pai faz. Eles estavam usando fraldas quando eu caí na estrada pela última vez. Eles amam minha música, e eu gostaria detirá-los de casa para se divertir. "

Segundo Collins, a nova excursão mundial não será grande. "Mas eu gostaria de tocar em estádios na Austrália e Ásia, e esse o único jeito de fazer isso. Mas há uma parte de mim que apenas quer tocar em teatros. Bem, vamos ver."

Na entrevista, ele ainda deixou em aberto uma possível reunião do Genesis. "Vamos começar desse jeito [solo] primeiro. Eu amo os caras. Apenas preferiria fazer isso primeiro. Por enquanto, vamos ver como vai funcionar."

Além do novo disco e turnê, o músico ainda tem outro plano para 2016, mais precisamente para o mês de outubro: o lançamento de sua autobiografia.

"Várias vezes ao longo dos últimos anos fui convidado a escrever uma biografia, mas nunca senti que era o momento certo --até agora. Tendo encontrado o uma editora, a Penguin Random House, estou pronto para registrar minha vida na música, todos os altos e baixos, contando a história do meu ponto de vista, com verrugas e tudo!", brincou.


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"Estou tão anestesiado que ainda nem 


chorei", diz Mazzeo sobre "Escolinha"


Marcela Ribeiro
Do UOL, no Rio
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Conheça os personagens do especial da "Escolinha do Professor Raimundo"20 fotos

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Bruno Mazzeo imita o famoso gesto de professor Raimundo, interpretado por seu pai Chico Anysio, que fazia referência ao salário dos professores no Brasil João Miguel Júnior/TV Globo
O especial "Escolinha do Professor Raimundo", em homenagem aos 25 anos do programa, estreia em dezembro na Globo com sete episódios, que vão ao ar aos domingos. Antes disso, o Canal Viva exibe cinco episódios a partir do dia 23 de novembro.  O humorístico terá um cenário inspirado na sala de aula original, com direito a quadro negro e apagador, e aborda temas bem atuais envolvendo tecnologia, redes sociais e a atual situação do país. 
No elenco, Bruno Mazzeo assume o lugar do seu pai, Chico Anysio, o saudoso professor Raimundo. Marcius Melhem vira Seu Boneco, Marcos Caruso é Seu Peru, Fabiana Karla faz a Cacilda e Otaviano Costa, o Ptolomeu. 
João Miguel Júnior/TV Globo
Bruno Mazzeo interpreta o professor Raimundo, emblemático papel de seu pai Chico Anysio, no especial da "Escolinha"
"Quando recebi o convite estava dentro da água em Boipeba, na Bahia. Num primeiro momento eu não queria mexer no que está quieto. Mas aí, depois de uma conversa com amigos eu mudei de ideia. Estou passando por experiências muito diferentes, que misturam tantas sensações. Estou tão anestesiado que ainda nem chorei", disse Mazzeo. 
Se o ator ainda não chorou, o mesmo não aconteceu com o elenco. Muitos atores confessaram, durante a coletiva de imprensa do especial, que aconteceu nesta quarta-feira (28) no Projac, Rio de Janeiro, que não se seguraram ao ver Mazzeo entrar na sala de aula caracterizado. Marcos Caruso, escolhido para interpretar o Seu Peru, descreveu com emoção a sensação que o grupo tem ao gravar o programa. 
"Todos nós somos Raimundianos. O Chico Anysio garimpou esses personagens no Brasil todo. Nós, ao homenagearmos esse Raimundo, estamos usando as ferramentas de atores com uma coisa a mais que é a saudade de nós não termos mais o Chico no comando. Saudades de não termos mais a 'Escolinha' pura, linda e simples. Saudades dessa pureza, desse humor que você não precisa falar mal desse efeito moral. Neste momento que estamos aqui, temos a sensação que não precisamos fazer mais nada", concluiu Caruso arrancando lágrimas de boa parte do elenco.
No primeiro programa, Lúcio Mauro, ínterprete de Aldemar Vigário na versão original, faz uma participação especial para passar o bastão para a nova turma. O diretor Ricardo Waddington disse que, por enquanto, não existe nenhum projeto para que a "Escolinha" seja um programa fixo na Globo. "É um especial, uma homenagem a Chico Anysio e a todos os artistas que passaram por lá".

Os bastidores do programa parecem com as bagunças de salas de 
aula.  Os atores jogam bolinhas de papel um nos outros, soltam aviões de papel e dão risadas dos seus improvisos em cena. "Eu lembro de algumas coisas que eu pulei, aí eu jogo lá pra frente, é uma maravilha", entrega Lúcio Mauro Filho. Ele interpreta Aldemar Vigário em homenagem ao seu pai Lúcio Mauro, que fez sucesso com o personagem.
Pela primeira vez, a "Escolinha" terá plateia - um desejo que Chico Anysio tinha.
A diretora Cininha de Paula, sobrinha de Chico Anysio, que também dirigiu a "Escolinha" durante oito anos explica que cada ator recebe o seu texto e não tem ideia do que os outros colegas vão falar em cena. "Tem uma atualidade no texto, de temas contemporâneos, mas com uma estrutura original, porque essa estrutura funciona muito bem. No fundo, o programa tinha um humor didático sem ser chato, porque tudo era explicado", diz.
Anderson Borde/AgNews
28.dez.2015- Elenco do especial da "Escolinha do Professor Raimundo" está empolgado com a homenagem a Chico Anysio
Dani Calabresa e Marcelo Adnet são Catifunda e Rolando Lero. No intervalo das gravações, a humorista aproveita para bater o texto com o marido. "Ainda bem que a Globo me contratou esse ano. Não ia aguentar assistir a 'Escolinha' de casa no sofá. Fiquei mais feliz porque o personagem que eu mais gostava era o Rolando Lero e chamaram o meu bofe para fazer", vibrou.
"Escolinha do Professor Raimundo" conta com a redação final de Daniel Adjafre e Péricles Barros. "Existe a necessidade de se atualizar as piadas. Então, temos referências atuais. As pessoas que gostam da versão original vão identificar as novidades, mas as abordagens são as mesmas", explica Péricles.
No elenco estão ainda: Ângelo Antônio (Joselino Barbacena), Betty Gofman (Dona Bela), Ellen Roche (Capitu), Evandro Mesquita (Armando Volta), Fernanda de Freitas (Marina da Glória), Kiko Mascarenhas (Galeão Cumbica), Marco Ricca (Pedro Pedreira), Maria Clara Gueiros (Cândida), Mateus Solano (Zé Bonitinho),  Otávio Müller (Baltazar da Rocha), Rodrigo Sant´Anna (Batista) e Fernanda de Souza (Tati).
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Subaproveitado, Léo Jaime sai do "Amor 


& Sexo"

do UOL
Colunas - Flavio Ricco
  • Reprodução/TV Globo
     Leo Jaime e Fernanda Lima na temporada de "Amor & Sexo" de 2014
    Leo Jaime e Fernanda Lima na temporada de "Amor & Sexo" de 2014
Léo Jaime administrou numa boa a sua ausência na próxima temporada do "Amor & Sexo", da Globo, que começa ser gravada na próxima semana.
Até porque, segundo amigos do cantor, ele estava se sentindo subaproveitado no programa. Um figurante, em função do formato existente. Apesar da saída de Léo, o programa continuará com uma banda. Na bancada, permanecem José Loreto, Otaviano Costa, Xico Sá e Mariana Santos.
Ao UOL, Léo Jaime contou que sua  saída foi amigável e bastante pensada. "Trabalhei em oito temporadas e saio com a sensação de que foi um período suficiente de contribuição ao programa. Gostava muito do 'Amor & Sexo' e das pessoas também. Quero a Fernanda Lima como parceira para o resto da vida!", explicou o cantor que continua no programa "Papo de Segunda", do GNT e tem alguns planos para 2016.
"Existem algumas coisinhas no ar que ainda não posso falar. Claro, que quero voltar a trabalhar mais com a música e um dos motivos da minha saída do programa foi justamente ter mais tempo livre para sentar e compor. Quero ficar mais no ócio", brincou.
Fernanda Lima tem ensaiado bastante com os bailarinos do programa para fazer bonito na abertura do programa, assim como fez na última edição.
"Amor & Sexo" estreia em janeiro na Globo e vai ao ar nas noites de sábado, durante as férias do "Zorra Total".
O programa terá direção de Daniela Gleiser.
* Colaboração de José Carlos Nery
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"Metralhadora giratória" da Xuxa causa 


mal-estar na Record


Colunas - Flavio Ricco
  • Reprodução / Record
    Xuxa na Record
    Xuxa na Record
Certa vez, em seus tempos de Globo, Xuxa ouviu que muita gente havia tentado derrubá-la e não conseguiu.

E que somente uma pessoa poderia fazer isso: ela mesma, com suas escolhas e atitudes.

Agora, em novo ninho, e sem qualquer blindagem, Xuxa passou a mandar recados para a ex (Globo) e à atual (Record) emissoras, demonstrando muito cedo o seu grau de irritação. Quase uma "metralhadora giratória".

Evidente que lá na frente isso poderá ter um preço caro se essa troca de farpas não cessar.
* Colaboração de José Carlos Nery
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