29 de fevereiro de 2016


"Mulheres de Areia" de volta: Relembre
os gêmeos que causaram nas novelas
Do UOL, em São Paulo
"Mulheres de Areia" reestreia nesta segunda-feira (29), às 15h30, no Viva, e voltaremos a morrer de pena da boazinha da Ruth e sentir ódio mortal de Raquel, que infernizava a vida da irmã e de Tonho da Lua, papel mais marcante de Marcos Frota. As gêmeas, interpretadas por Gloria Pires, são lembradas até hoje como dois dos melhores personagens da atriz.
Interpretar gêmeos é um grande desafio. A teledramaturgia brasileira tem ótimos exemplos de atores que defenderam muito bem um papel duplo. Quem não se lembra do magia do Reinaldo Gianecchini como Paco e Apolo em "Da Cor do Pecado", exibida em 2004? E Lucas e Leo de "O Clone" [2001], que fizeram a pobre coitada da Jade (Giovanna Antonelli) chorar a novela toda?
Para comemorar a volta do sucesso "Mulheres de Areia", o UOL listou os gêmeos mais babadeiros da TV.

Se um é bom, dois então....

Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

Mulheres de Areia

"A Rutinha é boa, a Raquel é má". A citação do célebre Tonho da Lua [Marcos Frota] marcou o remake de "Mulheres de Areia". Originalmente exibida em 1993 pela TV Globo, o destaque foi a interpretação arrebatadora de Gloria Pires, que deu vida as gêmeas Ruth e Raquel, esta uma das vilãs mais lembradas da televisão brasileira. Em tempos de rede social, certamente que o povo seria #teamraquel, porque hoje todo mundo adora uma vilã. Mas Ruth era tão fofa e maltratada pela irmã que dava vontade de pegar no colo, tadinha.
Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

O Clone

Murilo Benício interpretou os gêmeos Diogo e Lucas e depois o clone Leo, em "O Clone", em 2001. Escrita por Glória Perez, a novela foi um sucesso, os personagens Lucas e Leo só queriam saber da Jade [Giovanna Antonelli]. Aliás, não dá para lembrar se Jade sorriu em algum momento na trama, porque coitada, como sofreu a moça por esses dois. Apesar que ela teve um final feliz, já que terminou com o Lucas.
Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

Da Cor do Pecado

Se um Reynaldo Gianecchini é bom, imagina dois? O galã fez as telespectadoras suspirarem como Paco e Apolo em "Da Cor do Pecado", de João Emanuel Carneiro, exibida em 2004. Paco simulou a própria morte por não aguentar a vida triste ao lado do pai milionário, Afonso [Lima Duarte], e da noiva má, Bárbara [Giovanna Antonelli]. Já Apolo era o surfista abobalhado filho da Mamuska [Rosi Campos]. Sorte mesmo tinha a Preta [Tais Araújo], que pegava os "dois". PS: Cauã Reymond também estava na novela, só para lembrar.
Divuogação/TV Record
Divuogação/TV Record

Caminhos do Coração/Os Mutantes

Não que a novela tenha sido um clássico da teledramaturgia brasileira. Longe disso, mas quem nunca passou o controle remoto por "Caminhos do Coração/Mutantes" [2008 a 2010], na Record, e parou para ver os atores interpretando criaturas bizarras? Nunca esqueceremos de Bianca Rinaldi, que viveu as gêmeas Maria [a boa] e Samira [a má], que foi criada em laboratório [eisos]. Elas voavam, pulavam de prédios e lutavam melhor que Jean-Claude Van Damme. Era engraçado de tão inacreditável. E tinha Gabriel Braga Nunes de vampirão.
Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

Paraíso Tropical

Paula e Taís [Alessandra Negrini] causaram em "Paraíso Tropical" [2007], de Gilberto Braga. Taís era uma mulher fútil, mau-caráter, mentirosa e era capaz de tudo por dinheiro, ou seja, a melhor gêmea da novela. Paula, a irmã, era o oposto: boazinha, simpática, humilde, ou seja, poderia ter morrido logo. Mas elas tinham muita sorte, já que pegavam o Daniel, o muso Fábio Assunção. PS: Foi nesta novela que o casal Bebel [Camila Pitanga] e Olavo [Wagner Moura] conquistava nossos corações.
Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

Viver a Vida

Depois de ser descoberto pelo público na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração", Mateus Solano brilhou na novela "Viver a Vida" [2009], do mesmo autor Manoel Carlos, como os gêmeos Miguel e Jorge, que disputavam o amor de Luciana (Alinne Moraes). Jorge era o namorado oficial, o mauricinho fresco que não soube lidar com o acidente que deixou Luciana tetraplégica. Já o médico Miguel demonstrou todo seu amor ao cuidar de Luciana e o púbico torceu muito por esse casal. Fofo!
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Estudo mostra que 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos abandonam escola

sala de aula
Número de jovens que concluem ensino médio na idade certa (até 17 anos) subiu em 10 anos, passando de 5% em 2004 para 19% em 2014, revela estudo do Instituto Unibanco, com base em dados do IBGEArquivo/Agência Brasil
A porcentagem de jovens que concluem o ensino médio na idade certa - até os 17 anos - aumentou em 10 anos, passando de 5%, em 2004, para 19%, em 2014. Os dados estão em um estudo do Instituto Unibanco, feito com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há, no entanto, 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluíram sequer o ensino fundamental.
"Este é o subgrupo mais vulnerável, pois são brasileiros que, caso não voltem a estudar, terão altíssima probabilidade de inserção precária no mercado de trabalho, além de não terem tido seu direito à educação básica assegurado", diz a publicação.
O estudo Aprendizagem em Foco, divulgado nesta semana, mostra que, quanto maior a renda, mais os estudantes avançam nos estudos. Entre aqueles que concluíram o ensino médio na idade correta, a média de renda familiar por pessoa é R$ 885. Entre os que não terminaram o ensino fundamental, a média cai para R$ 436. O ingresso no mundo do trabalho e s gravidez na adolescência estão entre os fatores que levam os jovens a deixar a escola.
"Os estudos feitos com dados do IBGE e do MEC [Ministério da Educação] indicam que há grupos em maior risco. São jovens de baixa renda, em sua maioria negros, que trocam com frequência os estudos por um trabalho precário ou que ficam grávidas já na adolescência", diz o texto, que acrescenta: "Entender o perfil do jovem que evade da escola e identificar os momentos em que esse movimento é mais provável são ações importantes a serem realizadas pelos gestores de escolas e dos sistemas educacionais."
Só 2% das mães adolescentes continuam 

Do total de 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola sem ensino médio concluído, 610 mil são mulheres. Entre elas, 35%, o equivalente a 212 mil, já eram mães nessa faixa etária. Apenas 2% das adolescentes que engravidaram deram sequência aos estudos. Já entre os homens, o maior percentual, 63%, estavam trabalhando ou procurando emprego.
O estudo aponta também o desinteresse como uma das causas da evasão escolar. "Sobre muitos desses fatores externos, a escola tem pouca interferência. Há, porém, razões que levam ao abandono e que estão mais diretamente ligadas ao ambiente escolar. É o caso da repetência e do desinteresse do jovem pelos estudos, motivados pela baixa qualidade do ensino e por um currículo, especialmente no ensino médio, enciclopédico e com pouca flexibilidade para escolhas".
A educação até os 17 anos é obrigatória no Brasil de acordo com a Emenda Constitucional nº 59 e com o Plano Nacional de Educação. Termina neste ano o prazo para que todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos estejam matriculados. "Os dados mais recentes, referentes ao ano de 2014, indicam, infelizmente, que não vamos conseguir atingir esse objetivo no prazo", diz o texto. Segundo o levantamento, o maior problema está na faixa etária de 15 a 17 anos - 13% desses adolescentes abandoram a escola sem concluir os estudos.
Na educação pública, os estados são os que concentram a maior parte das matrículas do ensino médio. "Os dados reforçam a necessidade urgente de uma reformulação consistente do ensino médio. Estamos trabalhando nisso", diz o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps.

"Estamos contando também com ações nos estados, para que aqueles que têm condições flexibilizem o ensino médio, ofereçam trilhas diferenciadas, que possam estar focadas no protagonismo juvenil e nas competências do século 21. Precisamos de um novo modelo que atenda essa demanda e que ofereça também ensino técnico e profissionalizante", acrescenta o presidente do Consed.
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28 de fevereiro de 2016