Ao Vivo

26 de abril de 2014

"Já paguei um preço bem alto pela fama", revela Danielle Winits

Marcela Ribeiro
Do UOL, no Rio

Danielle Winits ganha beijo do namorado na estreia da peça "O Cachorro Riu Melhor"

24.abr.2014 - Danielle Winits ganha um beijo do namorado, Amaury Nunes, na noite de estreia de sua peça "O Cachorro Riu Melhor", no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro. A atriz recebeu diversos amigos que encheram a plateia. O espetáculo, dirigido por Cininha de Paula, narra a história de uma agente de atores que tenta esconder a homossexualidade do agenciado (Julio Rocha), que se envolve com um garoto de programa (Rainer Cadete) Claudio Andrade/Photo Rio News
A vida pessoal de um ator costuma despertar interesse de muitos fãs que tem curiosidade em saber tudo o que acontece por trás dos holofotes. Na comédia "O Cachorro Riu Melhor", em cartaz no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro, Danielle Winits vive Dione, a manipuladora agente de atores, que faz tudo para colocar seu cliente no auge, o ator de cinema Mateus, interpretado por Julio Rocha. Para que o galã não perca papéis importantes, ela impede que ele saia do armário e revele que é gay. A agente propõe que ele se case com uma mulher para que assim consiga estrelar um novo filme.
Para interpretar a profissional durona, Dani conta que se inspirou em várias histórias que ouviu ao longo de sua carreira, e ela acredita que a decisão do ator expor ou não sua vida deve ser respeitada.
"Acho que as pessoas têm que respeitar as vontades individuais de cada um. Quem disse que as pessoas têm que expor sua sexualidade? Cada um tem que ter sua vontade aceita. Se expor ou não tem que vir de cada um", opina.
Aos 40 anos, a atriz diz que tem mais maturidade para encarar as dificuldades pela superexposição causada pela fama. "Já paguei um preço bem alto pela fama com a especulação sem propósito, sem fundamento, sem propriedade, é um preço bem salgado. Chega uma hora que isso cessa e o respeito entra em cena. Já sofri com especulações, já entrei com processos com inverdades e ganhei. Tem um momento que você passa a lidar melhor com isso", afirmou.
"Direito de ser feliz"
Júlio Rocha, 34 anos, que vive o galã gay que tenta se libertar dos preconceitos, acredita que a exposição pode gerar julgamento das pessoas, mas entende que todos têm o direito de ser felizes com liberdade.
"Infelizmente, nem sempre as pessoas quando se expõem colhem alguma coisa positiva referente às suas escolhas, seus amores. Quantas pessoas gostariam de viver um grande amor aos 18 anos? De ter casado um homem com outro homem ou uma mulher com outra mulher e, às vezes, passam uma vida inteira enganando os outros e a si mesmos? Isso acontece muito. Sou a favor que as pessoas sejam livres, que elas possam amar quem elas querem amar".
O ator diz que a peça trata de um assunto verdadeiro -  quando muitas vezes as pessoas ficam impossibilitadas de expor sua condição sexual -  que é comum em diversas profissões, inclusive dos artistas.
"O trabalho do artista gera uma visibilidade e a tendência é que gere essa curiosidade. A gente ouve muita coisa, nem sempre a gente vê muita coisa. A peça é extremamente crível, verdadeira e honesta".
Rainer Cadete é Alex, um garoto de programa que se apaixona por Mateus e os dois desejam viver essa história de amor. Na peça, Rainer e Júlio se beijam e se despem mostrando seus corpos definidos com academia e alimentação saudável.
"Foi um ótimo pretexto para eu ficar sarado, entrei na academia, fui para a nutricionista. Agora como salada, peito de frango, queijo cottage, peito de peru.  Acho muito interessante mudar para o personagem, estou fazendo sucesso com esse abdômen", revela o ator de 26 anos.
"O Cachorro Riu Melhor" , com texto de Douglas Carter Beane, tem direção de Cininha de Paula e adaptação de Miguel Falabella e Artur Xexéo.  A comédia está em cartaz no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro, de quinta a domingo até o dia 27 de julho.

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