Camisa 10: quando o craque usa outro número
Jogadores que levam o consagrado número às costas, mas não são as estrelas de suas seleções
RENATO MACHADO
Ser craque de sua seleção em uma Copa do Mundo requer muita empenho,
além, evidentemente, de técnica. A camisa 10 representa o grande craque
de uma equipe. Mas, nem sempre, essa regra é seguida. Por motivos
diferentes, alguns países possuem, sim, craques, mas eles não são os
camisas 10 de suas seleções. Confira quem são os camisas 10 que vivem à
sombra de um grande craque:

Estreiante em Copas, a Bósnia é uma seleção de um homem só: Edin Dzeko. Como o atacante gosta da camisa 11, ficou com o meia Zvjdezdan Misimovic a responsabilidade de carregar o 10 nas costas.
Camarões
Vincent Aboubakar, de 22 anos, não é o craque de Camarões. Esse papel é do veterano Samuel Eto’o. Sem tanta responsabilidade, o camisa 10 poderá surpreender e marcar algum gol, comemorando com sua típica cambalhota.
Colômbia
O craque do time se machucou e não vem ao Brasil. Mas Falcao Garcia não usaria, de qualquer forma, a camisa 10, já que prefere o 9. Sem Falcao, a esperança do torcedor colombiano se voltou para o meia James Rodríguez.
Itália
A seleção da Itália tem um típico camisa 10. Experiente, decisivo e consagrado. Só que Andrea Pirlo prefere o 21, número que usou em toda a sua carreira. Sem dono, na Copa de 2014 a 10 ficará com Antonio Cassano, experiente atacante que rodou a Itália e jogou ao lado de Ronaldo no Real Madrid.

Giovani dos Santos começou no Barcelona como promessa de futuro craque. A carreira não deslanchou da forma que previam, mas a técnica de Giovani é inquestionável. Não é o craque mexicano da Copa, pois os olhos estarão voltados para o atacante Chicharito Hernandéz.
Portugal
Vieirinha poderá contar para os netos que, na Copa de 2014, foi o camisa 10 da seleção portuguesa, deixando Cristiano Ronaldo com a 7. O atacante passou por todas as categorias de base de Portugal, desde os 16 anos, e, se depender da temporada de Ronaldo, passará batido neste Mundial.
Uruguai
A Copa de Diego Forlán foi em 2010, quando foi eleito o melhor jogador do torneio. Dificilmente o veterano atacante repetirá os feitos do Mundial passado. Hoje, o grande nome do Uruguai é outro: Luis Suárez.

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