Jornalistas estrangeiros enfrentam caos paulista e reclamam nas redes
Britânicos chegaram em São Paulo nesta segunda e acompanharam os reflexos da greve dos metroviários no trânsito da capital
REDAÇÃO ÉPOCA

A abertura da Copa se aproxima e a imprensa estrangeira começa a chegar
ao Brasil. Como a partida inicial será em São Paulo, na Arena
Corinthians, nesta quinta-feira (12), muitos jornalistas desembarcaram
nesta segunda (9) no Aeroporto de Guarulhos. Em meio a greve dos metroviários,
a capital paulista enfrenta um dia especialmente caótico. Com isso, os
transtornos foram sentidos desde a saída do terminal aéreo. O
descontentamento da mídia estrangeira pôde ser notado nas redes sociais.
O correspondente de esportes do jornal britânico The Guardian,
Owen Gibson, chegou ao Brasil pela manhã e se uniu aos paulistanos
imóveis que tentavam chegar em seus destinos. “Caos no trânsito de São
Paulo com a continuação da greve do metrô. Indo a lugar algum com
velocidade. Dirigentes da Fifa preocupados (com razão) com a abertura”,
postou em sua conta no Twitter. David Bond, editor de esportes da também britânica BBC, foi irônico
com a desagradável recepção. “O trânsito em São Paulo é um absoluto
pesadelo. Cidade congestionada pelos metroviários em greve. Bem-vindo à
Copa do Mundo”.Brian Winter, correspondente da agência de notícias Reuters, chegou em Guarulhos por volta das 8h. Sua espera começou já no desembarque, ao demorar 1h para pegar bagagens e passar pela imigração. Mas os problemas iriam piorar fora do aeroporto, já que por conta do grande volume de pessoas, as filas para pegar táxis eram enormes nesta manhã. “Minha espera no aeroporto de São Paulo já dura 2 horas. Está é a fila - vista atrás de mim”, disse ao postar em seu Twitter uma foto comprovando a espera.

Jan Piotrowski, jornalista do The Economist, também aguardava e comemorou ao conseguir a carona com o companheiro da Reuters: “meu salvador”. Antes, ele havia reclamado das condições do terminal áereo e o monopólio de táxis. “Espera de uma hora na fila do táxi, nenhum trem e raros ônibus. Seja bem vindos” (sic) e complementou, “se ao menos os táxis da cidade pudessem pegar pessoas e não retornar vazios. O monopólio impede isso, e cobra 50% a mais para a mesma distância”, afirmou. O erro gramatical no primeiro tuíte foi corrigido de forma irônica: “Em um tuíte anterior deveria ser ‘sejam bem-vindos’. Mas como você parece não ser (bem-vindo), realmente, então talvez meu erro seja perdoado”.
Ao fim, Brian Winter resumiu sua odisséia até o centro da cidade. “Contagem final: 1 hora para pegar bagagem/imigração; 2h20 na espera por um táxi; 2h de corrida. Obrigado, São Paulo. Boa Copa”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário