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31 de julho de 2014

Paulo Betti assume que fala da vida dos outros: 'Faço fofoca também'



Paulo Betti assume que fala da vida dos outros: "Faço fofoca também" - 1 (© AgNews)
AgNews
Por WALLACE CARVALHO
RIO DE JANEIRO - Paulo Betti vem roubando a cena como o maledicente e exagerado Téo Pereira, famoso colunista social de 'Império'.
O ator reconhece que seu personagem na novela das 21h da Globo passa do ponto no quesito privacidade alheia. Mas, afirma que todos os mortais comentam a vida dos outros.
'Eu, pessoalmente, acho que faço fofoca também, mas aos poucos você vai tendo outros interesses na vida. As pessoas gostam, não dá para imaginar que as pessoas estão no bar conversando sobre aquecimento global. Elas estão conversando sobre quem traiu, quem desmunhecou', revelou ao Famosidades.
Para compor o personagem, Betti mergulhou fundo na indústria das celebridades. Fez um extenso trabalho de laboratório em sites, revistas e jornais e descobriu um mundo no qual ele está inserido, mas não fazia ideia de que existia.
'Tem redes de fotógrafos, de artistas dando amassos em lugares públicos, porteiros de prédios e donos de quiosques que servem como fontes por prazer... Descobri que subcelebridade dá mais audiência que celebridade do primeiro escalão', contou.
Enquanto estiver gravando a novela das 21h da Globo, Betti garante que irá continuar mergulhado nesse universo que explora a intimidade dos famosos.
“Visito cinco blogs de fofoca por dia para saber mais sobre a Valesca Popozuda e quem deu para o Neymar', afirmou, sorrindo.
Para dar vida ao blogueiro, Betti também precisou mudar o visual. O veterano alisou o cabelo, faz escova para entrar em cena e adotou um corte moderninho inspirado em um ator chileno. Depois, eu tive de descobrir um jeitinho de falar, com uma boca que vai fazendo bico. Fazia esse 'hummm' quando brincava com os assistentes de direção. Eu estava pensando em fazer, e como faria. Acabou ficando.'
Betti ressalta que não se inspirou em nenhum jornalista real para compor o personagem. 'Ele é totalmente ficcional, com múltiplas inspirações. Minha referência é esse pessoal que se dedica a pesquisar a vida das pessoas e expor suas mazelas”, garantiu.
Escalado para o papel após a morte de José Wilker, o ator cogitou fazer uma homenagem ao amigo em cena, mas acabou desistindo. 'Esse papel era do Wilker. Assim que ele morreu, me ligaram. Pensei até em usar um all-star cor de rosa que ele usava um par dessa cor de vez em quando. Depois, mudei de ideia.'

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