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28 de setembro de 2014

Marina pede cautela com Paulo Roberto 


Costa: "São acusações muito graves"

Guilherme Balza
Do UOL, em São Paulo
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou, em entrevista coletiva na tarde deste sábado (27) em São Paulo, que é preciso ter cautela com as acusações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Segundo reportagem da revista "Veja", Costa afirmou em delação premiada que, em 2010, a campanha de Dilma Rousseff lhe procurou para pedir R$ 2 milhões. O contato teria sido feito pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, tesoureiro da campanha de Dilma.

"Nós queremos que os autos atestem o que ele está dizendo. Ele está fazendo acusações muito graves, que fazem estremecer essa Repúbica. Exatamente, em função dessa gravidade, é que homens e mulheres de bem devem ter responsabilidade, não lançar mão da velha política a qualquer custo, a qualquer preço, para se promover", disse Marina.

De acordo com reportagens publicadas na imprensa, o ex-diretor da Petrobras disse a investigadores que Eduardo Campos estava entre as dezenas de políticos de partidos da base aliada que receberam propina. Por esta razão, a campanha de Marina evitou, ao longo das últimas semanas, explorar o escândalo da Petrobras como faz Aécio Neves (PSDB).

"Contra Dilma há uma acusação, contra Eduardo apenas uma citação", afirmou hoje o vice de Marina, Beto Albuquerque.

Marina repudia possível uso do Estado para coletar suas informações

Marina também comentou reportagem publicada hoje pela "Folha de S. Paulo". De acordo com o texto, o secretário nacional de Justiça, Paulo Abraão, teria ido até a sede da Polícia Federal atrás de um inquérito arquivado com investigação do Ministério do Meio Ambiente na época que Marina foi comandou a pasta.

A candidata disse que recebeu denúncias anônimas sobre "esse tipo de prática" e que "inclusive documentação estava sendo movimentada sem passar pelo sistema".
"Mas como não temos uma postura leviana de fazer acusações sem provas, ficamos aguardando que alguém se dispusesse a assumir a autoria das denúncias", disse Marina. "Se tem um autor que assume que de fato há esse tipo de atitude, repudiamos que estejam sendo usados os órgãos do Estado brasileiro para promover qualquer tipo de crime para acusar uma pessoa que está participando de um processo político."

Em seguida, Marina disse não temer que seja encontradas irregularidades na sua gestão no Ministério do Meio Ambiente. "Não temos medo da gestão que fizemos. Temos plena convicação do trabalho honesto e competente que fizemos.'

Em queda, Marina diz que pesquisas são "fotografia do momento"

Sobre as recentes que pesquisas que mostram sua queda e a ascensão de Dilma Rousseff, Marina afirmou que os levantamentos indicam apenas tendências e que são uma "fotografia do momento".
"As pesquisas refletem o retrato de um determinado momento. E o mais importante das pesquisas é aquilo que nelas é cnstante. É a constância revelada de que o povo quer mudança."

Em seguida, alfinetou os concorrentes Aécio Neves e Dilma Rousseff. "Quem tem que estar preocupado com as pesquisas sabem quem é? É aquele que gostaria de estar no segundo lugar e ir para o segundo turno e até agora continua no terceiro lugar, E quem esta no primeiro lugar, segundo as pesquisas, e gostaria de não ter segundo turno e sabe que vai ter segundo turno."

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