Paula Barbosa, neta do novelista Benedito Ruy Barbosa, se lança como cantora

Dos 'covers' adaptados, também surgiram letras autorais em dueto. "Tem uma pegada eclética, porque adoro o jazz da Nina Simone e Etta James, a poesia de Caetano Veloso, a emoção de Elis Regina. Estou fazendo uma versão de Carcará (Chico Buarque) totalmente diferente. Entre as autorais, tem Maldição, um jazz que fiz, além de várias outras", explica Paula, que começou a trabalhar no álbum antes de entrar para a novela do avô, Benedito Ruy Barbosa. "Essa coisa artística está na família. Meu irmão e minha mãe escreveram o novela com meu avô. Nunca escrevi nada e não levava a sério, mas tenho várias ideias, tanto que escrevi três peças de teatro e um roteiro para cinema e agora tomei coragem de tocá-las", conta ela, que mostrou o texto do musical infanto-juvenil Meu Primeiro Namorado a um produtor e o projeto já está na fase de captação.
Já sofreu preconceito por ser neta de novelista? "Senti isso em 2009, porque foi meu primeiro trabalho (um pequeno papel em Paraíso) e comentaram que estava lá só por ser neta do autor. Ele não dá mole. Para Pedacinho estudei para caramba, ele foi me ver no teatro muitas vezes e não me prometeu nada. As pessoas diminuíam meu trabalho. Meu avô conversava muito sobre isso antes de eu escolher a carreira e depois desencanei. Hoje ninguém mais se lembra que sou neta dele", afirma.
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