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17 de outubro de 2014

Rejeição a Aécio faz Dilma insistir nos ataques

MARINA RIBEIRO
1. Chumbo grosso
O debate do SBT foi repleto de trocas de acusações, de nepotismo, conivência com corrupção e até mesmo de uso de drogas, como mostrou a análise de ÉPOCA. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, por parte da campanha de Dilma Rousseff (PT) chumbo grosso deve continuar vindo em direção ao candidato Aécio Neves (PSDB), já que a rejeição ao tucano cresceu na última semana, segundo as pesquisas de intenção de voto – no Datafolha foram quatro pontos percentuais (de 34% a 38%) e no Ibope passou de 33% a 35% - mesmo com o apoio que ele recebeu de Renata Campos e Marina Silva (PSB).

Dilma Rousseff no debate do SBT. À direita da presidente, o marqueteiro João Santana. À esquerda, o cabeleireiro Celso Kamura (Foto: Andre Penner/AP)
Enquanto isso, segundo as pesquisas de intenção de voto, a aprovação do governo Dilma cresceu e a rejeição diminuiu. No Ibope, as avaliações de ótimo e bom eram 39% na semana passada e agora são 43%, enquanto sua rejeição caiu de 41% para 36%. No Datafolha a variação foi de 39% para 40%, a rejeição passou de 43% a 42%.  Resta saber se isso será suficiente para crescer até o segundo turno. A ideia é, então, reforçar os ataques para frear que o candidato conquiste votos entre os indecisos.
2. Indecisos para que te quero
A Folha destrinchou os dados da pesquisa Datafolha e mostrou que tanto Aécio Neves (PSDB) quanto Dilma Rousseff (PT) têm uma grande taxa de eleitores convictos que não mudariam seu voto facilmente – 41% para o tucano e 40% para a petista. No entanto, dentro da porcentagem de indecisos (6%) Dilma tem vantagem. Segundo a pesquisa, a taxa de conversão da petista é o dobro observada pelo tucano.  O dado é especialmente relevante quando se observa que 9% dos eleitores entrevistados pelo instituto disseram ter escolhido seu voto do primeiro turno no dia da eleição. Não resta dúvida: a última semana de campanha vai ter muitas farpas da militância fiel tentando conquistar os indecisos.
3. PSDB e a Petrobras

A Folha publicou na tarde desta quinta-feira (16) uma reportagem com uma nova denúncia de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que foi preso da Operação Lava Jato. Segundo o jornal, Paulo Roberto disse que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ele ajudasse a esvaziar uma CPI que investigou a estatal em 2009.
O fato, publicado na mesma hora em que o debate do SBT foi ao ar, foi usado por Dilma Rousseff (PT) para contrapor as acusações que Aécio Neves (PSDB) de que a presidente foi conivente com o esquema de corrupção na empresa. O tucano respondeu no mesmo tom em que o partido respondeu ao jornal: defendendo que todas as denúncias sejam investigadas com rigor, independentemente de filiação partidária.
4. Economist pela mudança
Capa da The Economist (Foto: Reprodução)
A revista britânica The Economist passou a circular mundialmente nesta quinta-feira (16) estampando uma capa com uma Carmem Miranda descontente e a afirmação: “por que o Brasil precisa mudar”. A publicação afirma que “o Brasil precisa de crescimento e de um governo melhor. Aécio é quem tem mais condições de fazê-lo”. A linha editorial da revista é conhecidamente liberal e se opõe às posições intervencionistas de Dilma Rousseff (PT) no campo econômico. A candidata à reeleição não se mostrou surpresa com o posicionamento. Para ela, segundo a Folha, “Sei qual e a filiação da Economist. Todo mundo sabe disso, ela é uma revista muito ligada ao sistema financeiro internacional”. Já em 2010, a Economist apoiou José Serra (PSDB).
5. Revendo ministros

Nesta quinta-feira (16), o presidenciável Aécio Neves (PSDB) admitiu que não vai cumprir a promessa de apresentar novos nomes para ocupar ministérios em um possível mandato. Segundo o Estadão, o tucano afirmou “tem muito candidato [a ministro], não quero contrariar algum deles”. Talvez a escolha seja acertada, já que desde que anunciou o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga como possível ministro da Fazenda, o economista se tornou alvo de críticas ferrenhas do PT.

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